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APOIO AOS MEMBROS DO MPF EM SÃO PAULO

A Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) vem a público demonstrar irrestrito apoio à atuação dos Membros do Ministério Público Federal (MPF) em São Paulo e esclarecer que toda investigação promovida no âmbito da Instituição está amparada pela lei.

Para a ANPR, causa perplexidade o Juiz Federal Ali Mazloum, da 7.ª Vara Federal Criminal de São Paulo, divulgar nota à imprensa a respeito de investigação sigilosa realizada pelo MPF e associá-la com atos do Senado Federal, em razão de o magistrado ter conhecimento de não haver correlação entre aquela investigação e notícias de possível violação ao princípio da publicidade em atos administrativos do Poder Legislativo. A ligação feita nas declarações do Juiz Federal parece servir apenas a causar comoção e a lançar desconfiança sobre o Ministério Público Federal, não se sabe com quais motivações.

Em muitos casos, o sigilo é indispensável a fim de resguardar a intimidade dos investigados e a eficiência da investigação. Ao requisitar dados fiscais, com intuito de apurar eventuais ilícitos, o Ministério Público Federal ampara-se na legislação, conforme reconhecem tanto a Secretaria da Receita Federal quanto a Advocacia-Geral da União. Na investigação citada, não foram realizadas diligências que necessitassem de autorização do Poder Judiciário, tais como interceptações telefônicas, prisões e buscas domiciliares.

Como titular da ação penal, é dever do Ministério Público reunir os elementos necessários a formar sua convicção sobre a existência de crime. Desde que não haja necessidade de diligência dependente de ordem judicial, a investigação não precisa tramitar pelo Judiciário, como recentemente reconheceu o próprio Conselho da Justiça Federal.

Quanto a investigações com base em carta anônima, há decisões tanto do Supremo Tribunal Federal como do Superior Tribunal de Justiça que as admitem. O anonimato muitas vezes é o único meio de o cidadão provocar os órgãos públicos sem pôr em risco a própria segurança.

A ANPR avaliza as declarações da Procuradoria da República em São Paulo, de que os Membros do MPF estão abertos a críticas e buscam, permanentemente, o aprimoramento da missão que lhe foi conferida pela Constituição da República. É direito de todo cidadão dirigir-se ao Conselho Nacional do Ministério Público, embora a apuração de atos dos membros do MPF deva começar, como regra, pela Corregedoria Geral do MPF e não pelo CNMP. Os Procuradores da República não temem tentativas de intimidação à sua atuação funcional nem deixarão de cumprir seu dever diante de notas e declarações que busquem lançar desconfiança sobre seu trabalho, de forma confusa e tecnicamente equivocada e com objetivos pouco claros.

Brasília, 17 de julho de 2009.

Wellington Cabral Saraiva
Procurador Regional da República

Presidente da ANPR em exercício

INDIGNAÇÃO DE UM COLEGA

Vi, ontem, o que restou de um homem. Quero dizer, vi destroços, algo insólito, fragilizado, emoção à flor da pele, nada a ver com figura imponente do zeloso e polêmico investigante, PROTÓGENES QUEIROZ. Nada a ver com a foto editada, fotoshopizada da revista Carta Capital. Constrangedor. Por instantes me permiti distanciar dos sentimentos que tive dos eventuais vexames que possa ele ter causado com seu trabalho. Por instantes, também, tentei me abstrair do que acho do todo: do Brasil hipócrita, formado por grupelhos, por mafiocratas e outras excrescências contemporâneas. Detive-me no homem acabado ou aparentemente acabado, tratado como romântico e quixotesco por uns ou como pilantra e aventureiro por outros. Um homem que, de tão ingênuo, mesmo sendo Delegado Federal e supostamente movido pelo sentimento de justiça, crente de estar cumprindo o seu dever, ficou surpreso e arrasado ao ter sua intimidade devassada. Sua casa, a casa de seu filho (seqüestrado uma vez), nada sobrou.

QUEIROZ prendeu Daniel Dantas. Apenas isso? Não. Há algo de desproporcional nisso tudo, mesmo que por força das circunstâncias e longe de mim fazer críticas a colegas, até por que não hesitaria em fazer o mesmo se tivesse que fazê-lo. Ônus … idiossincrasias…

De qualquer forma, há algo de podre no Reio da Dinamarca, algo sinalizando que o buraco (ou seria rombo?) é mais embaixo.

O pior é pensar que certas coisas só acontecem com os outros, assim, como cagada de passarinho… E não sei por que me ocorre a palavra CATEGORIA, uma palavra que interiorizei e que por instante me fez esquecer os processos individuais, os sonhos de uns, ambições de outros…

Vi um homem só e arrasado, onde antes havia um delegado federal “in his proud and his power”

De qualquer forma, me reconfortei ao ver o seu filho de sete anos, indiferente às certezas do mundo jurídico, das inerências policiais, pular em seu pescoço e gritar: PA! QUE SAUDADE!

Baixa o pano.

Há mais mistério entre o Céu e a Terra do que possa imaginar nossa vã filosofia.

… e sentença se anuncia bruta, mais que depressa a mão cega executa, pois que senão o coração perdoa… (Chico Buarque e Ruy Guerra)

ARMANDO RODRIGUES COELHO NETO

Delegado de Polícia Federal

Presidente da Associação Cultural Art. 5º Delegados de Polícia Federal pela Democracia

 

APOIO TOTAL

” A corrupção é visível e normal para os poderosos e invisível aos olhos do povo. É como cupim! corroi silenciosamente as Instituições e o Estado. ” (Protógenes)

O POVO EXIGE QUE PROTÓGENES CONTINUE ATUANDO CONTRA A CORRUPÇÃO.

CARTAS DE APOIO