Ao povo brasileiro e aos internautas: enquanto aguardo a decisão do procedimento administrativo sobre o meu retorno para atividade policial, tenho recebido várias manifestações populares sob os mais varidados gestos de carinho e respeito pelo trabalho realizado na operação satiagraha. Apresento agora a voces uma verdadeira obra prima poético-literária de um menestrel paulistano.
Polícia Federal atua
Em cada operação,
Descobrindo fraudes como:
De softwares na importação;
Equipamentos da Cisco
Foi fraude que nem corisco,
Mais uma grande atuação.
Contra a sonegação:
Operação Persona;
Cisco Systems foi o alvo
A casa cai, desmorona,
Ocultação de patrimônio
Com a erva do demônio,
A má fé veio à tona.
Uma grande maratona
Pra descobrir uma trilha
Tamanho os crimes tinha:
Formação de quadrilha,
Mais corrupção passiva,
Além de corrupção ativa,
Que nem cabe na cartilha.
Trago aqui a setilha
Falando em simples versos,
Da Polícia Federal,
Em temas mais dispersos,
Que vemos no noticiário,
Prendendo um salafrário,
Nos assuntos mais diversos.
Do passado submerso
Teve Divisão de Censura,
Onde existiu nesta polícia
No comando da ditadura,
Sem liberdade e violação
Aos meios de comunicação,
Era uma época muito dura.
Hoje nas alturas,
Tiradentes seu patrono,
Um Panteão desta Pátria
Que não há o desabono.
Conquista o seu espaço
Uma polícia sem fracasso
DPF fez o trono.
De muitos tira o sono
Em verdadeiras missões,
Elogiado pelo presidente
Que pede mais discrições
Onde ganha holofote
Digno de simples mote
Sem as tais exposições.
Muitas operações:
Alfa, Carga Pesada,
Zaqueu, Data Venia,
Abrantes, Cevada,
Hidra, Camaleão,
Isaías, Constelação,
Control Alt Del, Queixada…
Continua a passada
Castelo de Areia,
Face Oculta, Perseu,
Até Canto de Sereia,
Hígia, Fim de Linha,
Combate até as rinhas…
Pleno Emprego e Teia
Com muitas vereias
Uma tal Cartada Final,
Fariseu, Contato,
Metralha, Terminal,
Não parando por aí
Minotauro, Caso Unaí,
Inseminação Artificial…
Foi Fronteira Legal
Teve Carta Marcada,
Repique, Stratocaster,
Narciso, Pedra Lascada
Sanguessuga, Matusalém,
Catuaba e muito além
Fora as aguardadas
Atuações planejadas
Nestes últimos anos:
Mordaça I, Kolibra,
João-de-Barro, Minuano,
Xeque-Mate, Platina,
Curupira, Malha Fina,
Deserto e muitos planos.
Hélios, Boneco de Pano
Sucuri, Alcateia,
Tsunami, Psicose,
Convento, Colmeia,
Pandora, Daniel,
Lacraia, Carrossel
Bala Doce, Galileia…
Sem muitas epopeias…
Firula, Pó da China,
Águia, Anaconda,
Trilha, Farol da Colina,
Decadência Total,
AVC, Seja Legal,
Tridente e Faxina.
Deja Vu, Nicotina,
Grandes Lagos, Navalha,
De Volta para Pasárgada,
A polícia trabalha,
Debulhando a corrupção,
Que assola esta nação,
Cheio de irmãos metralha.
Existem muitos canalhas
Neste país afora
Tem de tudo que é tipo
Que já não é de agora;
A praga da corrupção,
Um vereador na extorsão,
Irrompe-se a Pandora.
Missões a qualquer hora
Faraó, Bolsa-Receita,
Setembro Negro, Shogun,
Macunaíma, Colheita,
Iceberg, Taturana,
Santa Teresa, Savana,
Na lição mais escorreita.
E prende quem peita:
Tarrafa, Anjos do Sol,
Feitoria, Wood Stock
Curto Circuito, Cerol,
Minotauro, Kabuf,
Já pegou até o Maluf
Que são muitos nesse rol.
Instituição em seu prol
De servir ao cidadão
No cumprimento da lei
Alcançando a sensação
Do bem contra o mal
Cada vez com mais moral
Em qualquer deflagração.
Mas, a praga da corrupção,
Um mal que se assola;
Seja banqueiro, magnata
Ou daquele que enrola,
Dos larápios de drácula,
Que deixam suas máculas,
Como uma corja da esfola.
Forma-se uma escola,
Com uma nova premissa
Na repreensão ao crime
Espera pela remissa
Do momento oportuno
Pra pegar mais um gatuno
Deixando a rebuliça.
Ao Ministério da Justiça
Ela está subordinada;
Sendo um departamento,
Muito é respeitada,
De Norte a Nordeste,
No Sul, Centro, Sudeste,
Segue a galopada.
Uma polícia admirada
O orgulho nacional,
Do Caburaí ao Chuí
Contra o crime federal,
Dignos seus trabalhos,
Mas criando embaralhos
De “Missão Presidencial”.
Departamento Federal
De Segurança Pública,
Da era Getúlio Vargas,
Numa Nova República.
Começou com este nome
Depois ganhou renome,
Andando com a súplica.
Mas na coisa pública
Seu nome se faz presente,
Onde existe a falcatrua
Se mostra inteligente
Dissuadindo crimonosos
Com seus ares luminosos
Prendendo muita gente.
Os casos mais prementes,
Segue tudo relatado,
Respeitando os prazos
Com ou sem indiciado,
Descobre indignidades
Não importa a autoridade,
Que chega até o Senado.
Deixa o seu passado
Onde agora faz agenda
Sendo onipresente
Que merece a comenda
No governo do Lula
Sem fazer coisa chula
Para que se aprenda.
Agora pra que entenda
Pede-se por transparência
Irmã siamesa e gêmea
Da tranquila decência
Sem fazer balbúrdia
Pra não cair em penúria
Vence a consciência.
Amigo tenha ciência
Começou por um decreto
Fez sessenta e cinco anos,
Com inquéritos tá repleto
Prevista na Constituição
Fazendo investigação
Apura atos secretos.
Segue novo trajeto
Nos méritos mais sublime,
Com ministro competente,
Na postura se imprime,
No estilo que perfaz
Agilidade que se faz
Contra o crime reprime.
Combate muitos crimes
Como o contrabando,
O tráfico de pessoas
Quadrilha ou bando
Vai sistema financeiro
Lavagem de dinheiro
É polícia de comando.
No trivial colocando
Apura infração penal
Em detrimento da União,
Ordem política e social,
Fiscaliza fronteiras,
E até aonde beira
Da Segurança Nacional.
Repercussão interestadual
Pode estar presente;
Falsificação de passaportes,
Tráfico de entorpecentes,
Moeda falsa, peculato,
Tráfico de armas, desacato,
E em casos diferentes.
Atua também na frente,
Se o crime for federal,
Alienígena clandestino,
Até no serviço postal,
Contra a ordem tributária,
Sonegação previdenciária,
E corrupção internacional…
Do crime transnacional
À fraude à execução,
Por apropriação indébita,
Furto, fraude, concussão,
Dano, tráfico de influência,
De tantas indecências
E o que leva repercussão.
Descaminho, extorsão…
Radiodifusão clandestina,
Defraudação de penhor,
Vai contra a jogatina,
Estelionato majorado,
O crime organizado
E o que diz a doutrina.
Seguindo nova rotina,
Combate a pedofilia,
Descobre lide simulada,
Com sua soberania
De polícia judiciária,
Marítima, aeroportuária
Mais fronteiras na via.
Tem as tais delegacias
E até postos avançados,
Por este país afora
O conceito é elevado
Investiga sonegação
Até a tergiversação,
É serviço aprimorado.
Profissionais qualificado
Hoje tá na manchete
Mostrando a este país,
Que ao controle se submete,
Seja do
Parquet
Federal,
Em sua atividade policial,
Não sendo uma marionete.
No ano de sessenta e sete
Tem a nomenclatura atual.
Pois mudou o seu nome,
No território nacional;
Se sai do Rio de Janeiro,
Novacap, e terceiros -
Pra ser Polícia Federal.
Sua presença é nacional
Que do foco não dorme
Debulha muitos crimes
Trabalha nos conforme
Mas que pra advogados
Agem às vezes açodados
Como uma criatura disforme.
Seu desafio é enorme,
Reprimir a corrupção,
Investigar cada vez mais,
Agir com dedicação,
No seu caminho direito
Pois tem muito respeito,
A servir nossa Nação.
Tirou o foco do Mensalão
No sucesso e empenho
Após cada operação
Tendo seu desempenho
Muito bem avaliado
Pelo povo avalizado
Que compõe novo desenho.
E disto não abstenho:
Em farpas entre ministros,
Da Justica e do Supremo;
Criaram algo sinistro,
Se há ou não excessos,
Em escutas e processos,
Que nem merece registro.
Ressoam os sistros
Pegam uma quadrilha
Operação Queixada,
Mirandiba fervilha;
Terminando em clausura
Com o crime de usura,
Nos cartões Bolsa-Família!
Existem muitas polícias,
Civil e Federal,
Polícia Ferroviária,
Militar, Ambiental,
Guarda Civil no país,
São tantos que se diz
E até uma Força Nacional.
Da Polícia Federal.
O conceito é de primeira,
A população acredita,
Pois só pega bandalheira,
Seja da elite, podridão,
Na própria carne a ladrão,
Não tá de brincadeira.
Da polícia brasileira
Esta é a que mais condiz
Em serviço público
No condigno que bendiz
Em Brasília ou Guarulhos,
Na São Paulo do barulho,
De Dourados à Imperatriz…
Já prendeu até um Juiz
Que estava na sonda,
Mais um tipo de Larapius,
Que caiu na Anaconda,
Atualmente está preso
Um réu que não sai ileso
É a justiça que lhe ronda.
Segue cordel na onda
No Mascara Negra sediada,
Um edifício em Brasilia
De onde esta sitiada
No setor de autarquias
Formando Academia
Cumprindo sua jornada.
Em época passada
Cassou subversivos,
Censurou livros e filmes,
Retalhiou combativos,
Mas mudou de postura,
Com Thomaz Bastos a altura,
Num momento decisivo.
Num momento incisivo;
De carater ponderado,
O atual ministro da Justiça,
Anda mais conciliado,
Com a simples prudência
Aplausos na eficiência,
Estamos do seu lado.
Muito delito julgado
Ressalvas nos exageros,
Já prendeu até prefeito,
Ex-governador no tempero,
Afastou gente graúda,
Que saiu do cargo na miúda,
Sem nada de exaspero.
Do trilho mais esmero
Prendeu um terrorista
(Operação Farrapos),
Ladrão de banco, vigarista,
Foi pra cima de mafioso,
Sequestrador, criminoso,
Picareta e racista.
Dessa tamanha lista
Pegou ainda de repente
Quem proveu o Hezbollah,
Quase por acidente;
Dos anos de chumbo.
Ao de mais retumbo
Vou chegar no presente.
Agrediu muita gente,
Difícil fazer a lista,
Era ano oitenta e três,
A tortura já era vista,
Um subordinado de Tuma
Que no DOPS só bruma,
O terror mais fascista.
Do Doi-Codi paulista
Passa a federal no ato
Aparecido Calandra
Surge em mais boatos
Como Capitão Ubirajara
Torturador que não para
Para ser mais exato.
Ocorreu assassinato
De delegado corregedor,
Alcioni Serafim Santana,
Foi a vítima do horror
Por compadre foi morto
Um delegado absorto
Que se mostrou corruptor.
Neste caminho da dor
O mandante da morte:
Carlos Leonel da Cruz,
Que agiu com suporte
Extorquia empresários
Dos piores mercenários
O ergástulo foi seu norte.
Desse profundo corte
Segue muita história
A corrupção de PC Farias
Um escândalo da escória
Que apurou um submundo
Do algo mais imundo
Carregando mais inglória.
Trazemos a memória
Na parceria que trabalha
Entre MP e polícia:
Foi operação Navalha,
Criticado pelo Supremo,
No ato mais extremo,
São casos que encalha.
Existem algumas falhas
Dizem ser incorruptível
Pousa de Robespierre?
Um algo mais temível?
Fala-se muito e demais!
No sacramento do desfaz
Que fica até horrível.
Das delegacias visível:
Delepat, previdenciária,
Cartórios, Corregedoria,
No interior, fazendária,
Na defesa institucional,
Atuando no ambiental,
Fora as aeroportuárias.
De suas missões várias
Chegaram a um cartel:
Na Castelo de Areia,
Empreiteiras no papel,
Do metrô de salvador
Um consórcio vencedor,
Comprado no mais fel.
Seguindo o menestrel
Mais um caso de tantas
Como foi o Banestado
Onde um grupo implanta
Eram os tais doleiros
Movimentando dinheiro
Mais um crime se planta.
Prende Daniel Dantas
Celso Pita e Naji Nahas
Um trabalho policial
Que vai com suas garras
Contra lavagem de dinheiro,
Um crime financeiro,
Operação Satiagraha.
Operação Satiagraha,
Reprime um banqueiro,
Um grandão que parecia,
Ser o peixe certeiro.
Mas no final termina,
Com ministro que fulmina,
Com ar de pipoqueiro.
Um pretor encrenqueiro
Que recebe telefonema
Sobre suposto grampo
Onde segue o dilema
Pressiona chefe da Abin
Que do comando cai assim
Seguindo um novo lema.
A ofensa foi o tema
Falam que é leviano
Gilmar leva a fama
De um tom palaciano,
Que não se sintoniza,
E só se desarmoniza
E diz que é republicano!
Pacto Republicano:
Agora o segundo,
Entre os três Poderes,
Um exemplo ao mundo
Diálogos da liberdade,
Com algumas inverdade
Em casos moribundo.
No meio carrancudo
Diz espetacularização
Por causa das algemas
De haver associação
Com MP persecutivo,
Lítero poético-recreativo,
Que não faz fiscalização.
A polícia tem ação
Sem um tom kafkiano,
Revolução dos bichos
Jamais, nem draconiano.
Cumprindo sua missão,
Que faz parte da profissão
Busca até corintiano!
Nesse tom miliciano
Tem muita atribuição,
No Brasil continental
Heróis tem condecoração
Mas inverteram os papeis
Nos pior dos menestreis,
Investigar virou punição.
Usurpação de função
É tudo um redemunho
Abuso de autoridade
O que jamais empunho
E na CPI foi declarar
E queriam lhe imputar
Até falso testemunho!
Ainda não me acabrunho,
Nesse simples momento
Acredito na justiça,
Não importa o sofrimento.
O poder de classes luta
Honestidade que reputa
Já ganha movimento.
Delegado no tormento
Passa a investigado
Acusam por grampo ilegal
Protógenes é indiciado
Por quebra de sigilo
Que só gerou estrilo
É o delegado afastado.
O deixam execrado
De seu cargo atuante,
Processo administrativo,
Comissão processante,
Exegetas de plantão,
Pousando de Catão,
Um desserviço avante.
Antes desse instante
Carta a um presidente
Ao senhor Barack Obama
O caso era premente,
Vasculhar os discos rígidos
Pois estava nítido
Que o fato é urgente.
Pro FBI foi o presente
Tem eles especialidade
Num caso complexo
Espera a habilidade
No saber e esperar
O amanhã vai chegar
Junto com toda verdade.
Indignada a sociedade
Com este desrespeito
Nesta inversão de papel
Onde nem tudo vai direito!
Delegado é afastado,
Banqueiro beneficiado
Cadê os tais preceito?
Lacerda meio sem jeito,
Pouco deu explicações
Foi na CPI do Senado
Com poucas declarações
Munido de um HC
Não deixou o QTC
Sobrou suposições.
Criaram insinuações
Um mal desmedido
Em investigar banquiero
Delegado fica vendido
Pois o ex-diretor-geral
Mandaram pra Portugal
Demitido, virou adido.
O mundo tá perdido
O mal vencendo o bem
Daniel Valente Dantas
Que corrompe muito além
Meu Deus do Céu não sei
O que amanhã eu verei
Só falta nisso dizer amém!
E nesse pleorama tem:
Um devoto de São Bento,
Doutor Protógenes Queiroz,
Que levou muito a tento;
Fazem-lhe boi de piranha
O heroi desta façanha,
Um mito sem comento.
É roubo de trocentos
Fraude nas licitações
Prefeito comprometido
Por fora rola comissões
Parlamentar envolvido
Mais INSS corroído,
Faltam investigações.
Parece haver frustrações
A um Dantas arrogante
Banqueiro baiano preso
Num clima tonitruante
Pra não ser algemado
Já tinha até assegurado
Uma Súmula Vinculante.
Sobra pro De Sanctis
Um juiz respeitado,
Que por cumprir a lei,
No TRF é representado,
Por discordar do Supremo,
Na corregedoria, um demo
Só falta ser crucificado?!!
Delegado afastado
A coisa não anda boa
Em missão presidencial,
Largaram o cara à toa;
Já Lacerda é exonerado
E de Adido foi levado
Pra Embaixada de Lisboa.
Polícia não tabaroa,
Investiga bandido,
Não importa se pobre,
Político ou partido,
Rico, grã-fino, suspeito
Ou em seus vários feitos,
Além do foragido.
Protógenes refletido,
Delegado conhecido
Em todo esse Brasil.
Na CPI esclarecido,
Reputação ilibada,
Coragem avalizada,
Em caso repercutido.
Mobilizou decidido
Oitenta e quatro agentes
E oficiais da Abin.
Onde estava crente
Fazendo a Operação
Que foi a maior missão
De um caso diferente.
Essa missão foi diferente
Foi um caso mais seleto
Deflagrada numa noite
Na surdina e no secreto
Em cima de banqueiro
Ex-prefeito e trapaceiro,
Agindo no mais discreto.
Pra algemas faltou decreto
Não teve regulamento
Nem houve lei também
Aí chegou um momento
Que o STF fez súmula
Na história máis cúmula
Alegou constrangimento.
Fato de esquecimento
Com palavras não falto
Mega malandro se safa
E posa no mais alto
Pra ele não há algemas
E segue assim o lema
Fazem mais um assalto.
Do Palácio do Planalto
Até o nosso cidadão
Digna de respeito
A Polícia de então
Mostra conhecimento
Muito merecimento
Prendendo muito ladrão.
Combater a corrupção
Com prisão temporária
Chama de humilhação
Falam em coisa cartorária
Dizem ser espezinhação
Como se pura maldição
De coisas perdulária.
Histórias são várias
Criam muitas astúcias
Investigar poderoso
Seja aqui ou em Astúrias
Vira caso tenebroso
Um mundo caliginoso
O momento é de fúria.
“Intervenção espúria”
Assim diz o corregedor
Em atuação da Abin
Na Satiagraha sem furor,
Cooperação é ato legal
Que demonizam ao mal
Com juiz criando terror.
Para ele corregedor
Nesta tecla ele bate
Num desvio de finalidade,
E a agência Abin rebate
Como meras ilações ,
As tais acusações,
Criando mais um embate.
Nesse desempate
Fica cada vez mais atroz
Envolvem servidores
Surgem quem é algoz
Segue agora processo
Pra alguns o retrocesso
Difícil pensar nos prós.
Pra Protógenes Queiroz
O delegado Amaro
Um Corregedor-Geral
Fez relato sem amparo
Excedeu nas atribuições
Faltou dar explicações
Mostrando despreparo.
Não espera o reparo
Pois nem tudo contamina
Houve bloqueio de contas
E Luxemburgo foi a mina,
Num momento decisivo
Em valores decisivos
Muito maior que propina.
Um comício de Minas
Criou o maior alarde,
Infringiu regulamento,
Aí já era meio tarde
Buscaram pelo em ovo
Mais um fato novo
Que agora a coisa arde.
Antes desse aguarde
Num comício que apoiou
Foi em Poços de Caldas,
Mais por isso não renunciou
Aguarda a sua defesa
No labririnto da certeza
O povo não silenciou.
O MPF denunciou
Por fraude processual
Mais crime de violação
De sigilo funcional;
Um fato irrepensável,
Algo inacreditável,
Parece que ganhou o mal.
Depois de tanto sal
Vem mais coisa confusa
Acusado por desmandos
Em missão mais profusa
Que por si já é complexo
Simbolo de um reflexo,
Mas, virtudes são infusas.
Daniel Dantas acusa
De pura espionagem,
Disputa empresarial
Gravações com montagem,
Aponta nulidades
No terreno da ilegalidade
Faz a sua blindagem.
É muita malandragem
Se esquivar dos emissários
Um tal Hugo Chicaroni
Que se prestou a vicário.
Usa-se de ironia nas ações,
Para rebater provocações,
Dos efeitos consectários.
Desses ilusionários
Usa até laudo do Molina
Em CPI é inquirido
Na espreita repentina
Ao processo de fusão
Arruma mais confusão
No estilo de um rapina.
Brasil Telecom foi a mina
No suave e falacioso.
O dono do Opportunity
Com seu ar mais furioso
Pois o tom do banqueiro
Se mostrou sorrateiro
Não muito brilhoso.
Com HC cauteloso
O banqueiro se perfez
Passa a bola ao Citibank,
Alegando por sua vez:
Que a PF teria relação
Com um homem espião,
Avner Shemesh, o irlandês.
O absurdo da vez
Com o corregedor-geral
Que notificou juizes
Da Justica Federal
Que assinaram manifesto
Gerando mais protesto
De repúdio nacional.
A crise institucional
Na independência da toga.
Atônito ficam os juízes,
Nabarrete não se roga
No apoio a De Sanctis
Pra ele já foi bastante
Quase como uma droga.
Em outro time que joga
Se compara a Tiradentes
O Delegado Protógenes
Quase inconfidente
Na perseguição interna
Que já é quase eterna
Que não é surpreendente.
No entanto, entrementes…
Surge mais autoridade
Predisposto a condenar
No sabor da rivalidade
Já falam em usurpação
E também prevaricação
Cria-se mais promiscuidade.
No terreno da verdade
Investigam-se ligações
De Protógenes e Nexxy
Se inventam situações
Lançam a suspeição
Agem sem a feição
Só nos mostram inações.
Querem nos dar lições
Acima do bem e do mal
Protegem malfeitores
Dando lição de moral
Dizendo ser justiça
Algo que imundiça
Perseguem até o final.
Privatização policial,
A coisa anda meio feia
Criando a perseguição
Por juiz que incendeia,
Dizendo terem monitorado,
Magistrados e advogados,
Naquilo que se alardeia.
Luis Fernando Correa,
Na Polícia Federal
Torturou uma doméstica?
É atual diretor-geral.
Acusado por deputado
De ter mulher cegado,
Com a sevícia do mal.
Continua e lasca o pau
A perseguição padece,
Com a certeza que beira,
Ao fato que mais cresce
No apoio ao delegado
Na Bahia ou qualquer Estado,
Por tudo isto que merece.
Esta cúpula apodrece
No escárnio da vergonha,
Buscando se sobressair,
Ainda tem gente que sonha:
Em Protógenes defenestrado,
Quem deve ser condecorado
Nesta saga mais medonha.
O que quer que imponha
Venha ou não dos beócio
Os fatos que acontecem,
Deixam mais imbróglio,
Tudo se acompanha
Da novela que é tamanha,
Sem carregar o fel do ódio.
Após este episódio,
Chamam de justiceiro,
Por prender banqueiro,
Rei do crime financeiro.
No divisor de águas
Da missão que deságua,
Num estilo de guerreiro.
Do nosso heroi primeiro,
Simplesmente nos remete
Ao conteúdo mais veraz
Da dignidade que reflete,
Sem estado policialesco
Como diz os tedescos,
Tem um blog na internet.
Portaria dois-quatro-sete:
O afastou da função
A nove de abril deste ano,
Deixarem-lhe na mão,
Criaram algo fúnebre
Num momento lúgubre
Aguarda-se a decisão.
Deixo agora o sermão
Para ir mais adiante
Verdadeiras atuações
Não esqueço no instante
Acredito na verdade
Nesse caso de seriedade
Que nos deixa intrigante.
É delegado atuante
Prendeu contrabandista,
Esteve no caso MSI,
Indiciou até lobista
Mas hoje reza a missa
Que reina a injustiça
Por apoiar um petista.
No terreno criminalista,
Hildebrando Pascoal,
Foi preso em operação.
Era deputado federal,
Do crime organizado,
Coronel em seu Estado,
Da motosserra fazia o mal.
Em novo direcional…
Atuou na máfia do apito,
No desvio de Prefeitura
Que roubavam sem hesito.
Chefe na Missão Charada
Das muitas deflagrada,
Combateu muitos delitos.
Nesse fardo de atritos
Segue no ininterrupto
Na poesia condoreiro
Não quero ser abrupto
Esta crise do Senado
Só cabe um recado:
Cadeia pra corruptos!!!
Essa raça de corruptos
Usurpadores da nação
Do colarinho branco,
Praticam malversação
Depois de tudo denegrir
Querem logo intervir
De assistente da acusação.
Quem já é réu em ação
Meteu a mão no erário,
Envolvido no Mensalão,
Não carrega apanágio,
Surrupia nosso governo,
Sem nenhum prosterno,
Que já não existe horário
Nos fazem de otário
Participam de confisco
Criam coisas e falácias
Com a cara de corisco
Denigrem as instituições
Fazem má insinuações
Sonegam nosso fisco.
Mudo agora o disco
Obrigado meu leitor
Agradeço de coração
Pois você é o esplendor
Nessa simples gentileza
Pode crer com certeza
Alcançamos o louvor.
No efeito condutor
Sou fã do presidente
Que serve ao meu país
Pois não é intrasigente
Nos trouxe mais melhora
Que já não é de agora
É um nobre eminente.
No atual presente
Difícil o caminhor que for
Briga dos três poderes.
Menosprezam sem amor
Criam mentiras, embustes
Por isso não se assuste
É quase filme de terror.
Valorizar o servidor
Que atua acarretado
Do escravão
ad hoc
Ao perito e delegado
Mais o papiloscopista,
Todos vão nesta pista
Além do terceirizado
Desse cordel pensado
Deixo palavras a menos
Serve-me novas ideias
Em termos mais ameno
O fim logo se chega
Quero que leia e veja
Apreciando no sereno.
A meu amigo Leno
Deixo-lhe um recado
Ingresse nesta polícia
E dela será um legado
Pois quem viver verá
No futuro você será
Um super delegado.
De todo este primado,
Encerrando este cordel
Nossa Polícia Federal,
Neste simples menestrel
Os elogios são vários
Seguindo novos ideários,
Cumprindo o seu papel.
Fim.
São Paulo, 12 de julho de 2009.
Nome do autor: Jason Lemos dos Santos
E-mail: jason.lemos@ig.com.br