Archive for agosto, 2009

O BRASIL TEM PRESSA

Ao povo brasileiro e aos internautas: Caminhamos mais um dia para anunciar que rumo seguir na vida político-partidária. Confesso primeiro a Deus, depois ao meu coração e mente que chego um pouco desapontado com a falsa pluripartidarização, pois as opções de uma organização partidária que tenha um projeto nacional, que atenda as necessidades urgentes da população e do Brasil, com raríssimas exceções, são poucas.

No campo ético e programático, para construção de um projeto social arrojado, deixam muito a desejar. Mas é preciso começar e participar ativamente do processo político. Jovens, homens e mulheres de bem deste país estão ávidos em discutir, profundamente, os problemas das administrações públicas, da ética, segurança jurídica, da corrupção, da educação, da saúde e do futuro da Nação frente aos desafios do século XXI, através de um partido político disponibilizado no quadro orgânico do Estado.

As explosões de escândalos governamentais reverberam no comportamento social dos cidadãos, com resultados danosos na formação, educação das nossas crianças e jovens criando um sentimento de desesperança, impunidade, além do papel do Estado ante a fragilidade e ineficiência funcional das instituições.

O Brasil tem pressa e a falsa representação da realidade passou a ser regra em determinados casos, orientados politicamente de forma equivocada, por aqueles que carregam no passado o peso do sofrimento. Tristes episódios que nos fortalecem ainda mais em querer contribuir para que não tenhamos um retrocesso nas conquistas sociais iniciadas e implementadas nos últimos seis anos.

Faltam apenas 07 dias para a definição de um novo tempo. “Régua e compasso…a Bahia já me deu…”, apenas peço ao criador do céu e da terra saúde e paz para prosseguir na longa caminhada com a virtude de um cidadão comum que nunca decepcionou o Brasil.

 

 

 

Na UCSAL e no Porto Moreira Delegado Protógenes abafa em Salvador

Posted on 25-08-2009
Filed Under (Newsletter) by vitor on 25-08-2009 13:26

Protogenes na UCSAL: jovens interessados
ginasio
===================================================
Ao contrário da maioria dos políticos mais tradicionais da terrinha – de esquerda, direita e centro -, que anda sendo olhada ultimamente de nariz entortado pelo jovens estudantes, quem parece se dar bem com a moçada agora é o delegado da Polícia Federal, Protógenes Queiroz, condutor da emblemática Operação Satiagraha, que está em Salvador desde domingo e retorna nesta terça-feira(25) a Sampa.

Em sua cruzada nacional contra a corrupção, Protógenes, soteropolitano de nascimento com pé e tradição familiar nos melhores terreiros e igrejas da Bahia, está “recarregando baterias espirituais”, como costuma fazer sempre que está à beira de um novo desafio, como agora.

Até o dia 31 de agosto ele promete anunciar o partido a que vai se filiar para disputar um mandato em 2010, provavelmente a deputado federal por São Paulo, onde está a maior concentração de baianos do País, depois da própria Bahia. O delegado age como mineiro e só adianta, por enquanto, que se filiará, no dia 7 de setembro, a um partido “de esquerda”.

Ontem, 24, na aula magna ministrada por Protógenes a convites dos estudantes de Direito da UCSAL, no centro de esportes da Católica, não faltaram entusiasmo e intensa participação dos jovens. “Todo mundo atento, de olhos brilhantes, jovens cheios de perguntas reveladoras de conhecimento, atualidade e preocupação com a situação política nacional”, revelou o palestrante.

O ato teve a participação na mesa, ao lado de dirigentes estudantis e professores, do jurista Thomas Bacelar, diretor da instituição e referencia baiana também nas lutas pelo restabelecimento das liberdades democráticas, que também se mostrou entusiasmado com o grau de interesse e interatividade , que o fez lembrar, “dos tempos da resistência democrática”.

Na saída choveram convites e apelos para Protogenes disputar um lugar no parlamento federal pela Bahia. O condutor da Satiagraha saiu da UCSAL a ponto de quase explodir de felicidade, conforme confessaria a amigos e aliados em seguida, em alegra almoço no bom e tradicional Porto do Moreira, onde apareceu até o ex-presisente do Tribunal de Justiça da Bahia, Dutra Cintra, veterano frequentador do restaurante dos irmãos José e Antonio Moreira, este a alegre e participativa figura de sempre, que sabe receber com atenção e afeto à altura das melhores casas baianas e portuguesas.

Com certeza !

(Vitor Hugo Soares )

A QUIZILA SENATORIAL

Ao povo brasileiro e aos internautas: o Congresso Nacional sangra a cada escândalo que surge desacreditando os antigos políticos e os poucos que restaram na tentativa surda de exercer o mandato de Deputado ou Senador com dignidade ética e moral.

O Senado brasileiro se assemelha ao Senado romano em várias épocas, notadamente na fase do Imperador Julio Cesar, envolto em maracutaias, conchavos, corrupções, dossiês, privilégios, atos que em Roma eram de bastidores, longe dos olhos do povo romano e aqui externado com troca de insultos, representações por indícios de prática de ilíticos administrativos e penais, ameaças e desrespeito total a nós cidadãos brasileiros eleitores.

É inconcebível o que estamos assistindo e presenciando no Senado divulgado diariamente em todos os meios de comunicação refletindo a baixaria e bate-boca em todos os níveis da federação e instituições que vez por outra entram no mesmo clima de desrespeito e desordem. Isto é o reflexo da falência do modelo democrático e de alguns partidos políticos que necessitam de uma atualização de acordo com as exigências populares.

Os atos draconiano que pretendem a todo tempo desestabilizar o governo no segundo mandato do Presidente Lula, visando a eleição  de 2.010 estão em bases de satisfação de interesses privados ou de pequenos grupos políticos poderosos, que se afastaram do idealismo e da ética política, para atenderem  sentimentos de vaidades pessoais e concentração de riqueza, em detrimento dos interesses da coletividade e do Brasil. 

Os antigos arautos da política brasileira na luta das “diretas já”, “contra a ditadura”, aparecem agora como verdadeiros gladiadores de interesses espúrios. São espetáculos vexatórios perante a opinião pública, apesar de alguns se lixarem para ela e outros em nome de preservar o Estado, coloca em risco o histórico de democracia e liberdades públicas do passado. Vejam: 

FOTOS: ROBERTO CASTRO/AG. ISTOÉ; AILTON DE FREITAS
FÚRIA Para defender Sarney (à esq.), Collor se dirige a Simon (centro) com olhar ameaçador: “Engula suas palavras.” Simon depois afirmou ter ficado com medo
OFENSAS Aliado de Virgílio (à dir.), Tasso (abaixo) diz que Renan tem os dedos sujos, é chamado de coronel e retruca dizendo que Renan é cangaceiro
MANIFESTAÇÕES Fora do plenário, cresce o coro de “Fora Sarney”

Inúmeras manifestações populares pela ética e moral deveriam ser considerados como um alerta para onde vamos caminhar. Concordar com a impunidade ou reacender um antigo debate: o poder é corrupto por natureza ou o poder corrompe os homens de bem ?

A história as vezes se repete e aqui relembro Platão debatendo com Aristóles os interesses públicos e privados e com Pericles ( governou por 33 anos ininterruptos 4 a.C ) a respeito da política nas administrações.  Afirma que no sistema democrático permite a qualquer um o que não deve ser tarefa para qualquer um. 

 

Precisamos mudar esse quadro. Aos nossos políticos atuais envolvidos em possíveis falcatruas, não perdem por esperar, convoco a maioria de homens e mulheres honestos a assumirem seus papeis para tirar os corruptos das nossas adminstrações públicas em todos os níveis da federação brasileira, a resgatarem do lodaçal político: a ética, o repeito, a transparência, a moral, o Congresso Nacional e os interesses nacionais.

Faltam apenas oito dias para começarmos a nossa satiagraha brasileira contra a corrupção, respeito aos símbolos nacionais e a Constituição da República, quando anunciarei para o Brasil a minha filiação político partidária, pois a transformação social se passa no campo político, onde todos tem por dever de fazer parte deste processo.

O Partido da Ética e da Moral

 

06/08/2009 - 09h24

Mônica Bergamo: Zulaiê Cobra fecha com DEM e Protógenes pode ingressar no PV

21/07/2009 - 19h03

Protógenes vai se filiar ao PDT para se candidatar nas eleições de 2010

Painel

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

RENATA LO PRETE -

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 
 
 
 

 

 

 

 

RENATA LO PRETE -

Rei morto… Fracassada a negociação do PDT com Protógenes Queiroz, o PSB entrou em campo para atrair o delegado da PF. Ele reclamou que os pedetistas teriam feito oba-oba com sua filiação sem nada definido.

…rei posto. Para bater o martelo, Protógenes quer do PSB a garantia de que será candidato ao Senado, cargo para o qual diz partir de um patamar de “500 mil votos”. Ele descartou o PSOL por querer uma sigla lulista.

 

Ao povo brasileiro e aos internautas: alguns exemplos especulativos a respeito da minha filiação político partidária chega as vezes ao delírio por parte da nossa imprensa, que no geral se sorve de informações que seria desejo dos quadros orgânicos ou políticos viculados direta ou indiretamente as siglas partidárias.

Lisonjeios à parte, tenho enfrentado com muito respeito os diálogos travados nos últimos meses se acentuando ainda mais agora que faltam 12 dias para o anuncio oficial. Não em relação a minha filiação, mas sobretudo a responsabilidade de trazer para o cenário político nacional dez anos de trabalho ininterrupto de combate a corrupção no Brasil, por meio de investigações políciais que quebraram  paradigmas do sistema implantado há vinte anos - Ditadura da Corrupção.

Quanto aos princípios éticos, morais e projeto nacional para o povo e o nosso Brasil, pouco escutei da maioria dos partidos, com raríssimas exceções, talvez por ausência de quadros que carreguem em seu caráter a formação da decência nas políticas públicas de transformação social. O nosso Brasil tem pressa por ações concretas que resultem em benefício para sociedade, pois ninguém acredita mais em promessas e teorias que neutralizem as medidas de boas ações.

O comportamento modesto e acabrunhado do nosso povo sofrido, por ouvir e ver triunfar os ” trombadinhas do poder”, “os coroneis”, “os jagunços”, “os cangaceiros” e “os trapaceiros”, como são prenunciados por alguns dos nossos parlamentares, nos inibe de plano a tratar de qualquer compromisso que tenha a política como instrumento principal de solução dos problemas nacionais.

Os debates humilhantes, até certo ponto angustiante no Senado Federal e em outras instâncias de Poder, nos dão a certeza que algo tem que ser feito urgentemente no que se refere a participação popular no processo político de mudança. É com esse espírito que pretendo continuar combatendo a corrupção, mas com uma legião de homens e mulheres de bens que pretendam ampliar a nossa resistência pacífica e silênciosa em outro campo de batalha, cujos resultados são imediatos, quais sejam: vamos tirar os corruptos das nossas adminstrações públicas e colocar os honestos, porque nós não temos medo e nem vergonha de assumir esse papel nas adminstrações públicas carentes de boas ações.

A necessidade de reforma política e o combate a corrupção não decorre só de mecanismos de controle, mas sobretudo de participação efetiva da população nesse processo de construção de um Brasil mais justo, digno, seguro e que nos traga benefícios concretos, fora do plano das idéias e discussões teoricas ideológicas entre quatro paredes.

Certo é que o inolvidável esquema de corrupção jamais visto na história do Brasil,  estimula o povo a tomar decisões e reverter esse quadro. O pressuposto das ações de mudanças é a capacidade indignar-se com o quadro político atual de alguns, Ministros, Governantes, Senadores, Deputados, Prefeitos e Vereadores, que não honraram o mandato popular, ao usarem o poder para prática dos mais diversos desvios de condutas, chegando ao absurdo de enganar crianças na tenra idade ao se apropriarem de recursos da merenda escolar e o direito de usar o dinheiro público para satisfação dos  interesses pessoais.

Para tanto vamos dar um basta a isso tudo. Hoje começamos a contagem regressiva de um importante ato na vida pública política, de ingresso a um partido que será anunciado no dia 02 de setembro e conclamo a todos os brasileiros que nos unamos para combater a corrupção na sua origem e mudarmos o quadro político nacional no partido que carregue o peso da ética e da moral.

BAHIA e Dorival Caymmi - a canção da partida

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 16-08-2009 00:36

 

dorival
===============================================
Dezesseis de agosto de 2009.

Claudio Leal

 

 

Era a cerimônia do adeus. Em 10 de agosto de 2006, o Teatro Castro Alves, em Salvador, reencontrava o compositor Dorival Caymmi (1914-2008). Onze anos de ausência. Com o Prêmio Jorge Amado de Literatura e Arte, a Bahia oficial pedia desculpas ao soteropolitano da rua do Bângala, depois de anos de hostilidades do ex-governador Antonio Carlos Magalhães.

 

O estremecimento da amizade veio em 1971, quando Caymmi vendeu a casa doada pelo governo baiano. Em 1968, fixara residência por poucos meses no Rio Vermelho. Mas a teia de compromissos o tragava para o Rio de Janeiro, onde voltou a morar. Houve quem visse nisso o desejo do artista de guardar distância moderada do seu universo mítico.

 

Numa interpretação rasteira, o político baiano entendeu a mudança como uma renúncia à baianidade. Brios feridos, trocaram petardos. Caymmi, fino trato, cravou: “Conheci Antonio Carlos no tempo em que ele apenas servia cafezinho a Odorico Tavares”.

 

Odorico, diretor dos Diários Associados na Bahia, amigo do músico e protetor do jovem jornalista ACM. Em 2000, iniciou-se a reaproximação. Desfazer de mal em câmera lenta. Contrariando arraigado princípio, Toninho estendeu a mão. O Prêmio Jorge Amado, em agosto de 2006, selará as pazes oficiais.

 

As rusgas de três décadas se resumiam ao andar de cima. A Bahia real continuava a tremer de encanto pelas canções praieiras e pelos sambas sacudidos. Caymmi, Jorge Amado, Odorico, Carybé e Pierre Verger formam o quinteto da fundação afetiva e cultural da “Cidade da Bahia”. Geração pioneira na assimilação das heranças africanas nas artes.

Assim que se anuncia o retorno de Caymmi, aos 92 anos, essa província utópica dos cinco revolve a mente. Os baianos se esmeram para honrar o que seria a despedida final.

 

Em 9 de agosto, o obá de Xangô do terreiro do Axé Opô Afonjá desembarca no Aeroporto 2 de Julho. “Água da Bahia…”, balbucia Caymmi ao reidratar-se. “As minhas músicas falam de uma Bahia autêntica e diferente de todos os Estados”, define. Em dois dias, despede-se da cidade com o filho Danilo e seus netos - a maior parte do tempo em silêncio, contemplando através da janela do carro a Salvador moderna e as curvas ancestrais da São Salvador.

 

Inúmeras cidades morreram desde a partida de Dorival para o Rio, em 1938. O velho transparece aceitar as mudanças: não há por que “perdoar” os desvios da urbe recriada e idealizada em suas músicas. Toma o tradicional sorvete da Ribeira no Palácio de Ondina. Em 11 de agosto, a poucas horas do retorno, mãos entrelaçadas, reza na igreja do padroeiro dos católicos baianos. “Tenho fé em Senhor do Bonfim da Bahia”, declara no reecontro com a divindade invocada em O que é que a baiana tem?, São Salvador e Você já foi à Bahia?.

 

Mas a carroça ultrapassa os bois. De volta ao Teatro Castro Alves, na véspera da ida à Colina Sagrada.

Na entrega do Prêmio Jorge Amado, cerca de 1.500 pessoas gramam discursos de burocratas antes da entrada do mestre da música popular. Sob os acordes da Canção da Partida, Dorival Caymmi vai ao proscênio, numa cadeira de rodas. Segue-se uma rara aclamação no histórico espaço do teatro brasileiro. Durante quinze minutos, a platéia o aplaude de pé.

 

Silencioso e comovido, Caymmi põe a mão no peito. O filho Danilo o acaricia. Ali perto, Zélia Gattai. Dorival recobra a voz rouca para entoar as palavras finais dos versos da Canção da Partida. Coração em tropel.

 

“Minha jangada vai sair pro mar
Vou trabalhar meu bem querer
Se Deus quiser quando eu voltar do mar
Um peixe bom eu vou trazer
Meus companheiros também vão voltar
E a Deus do céu vamos agradecer”

 

Pela manhã, ao acordar, ele se enternecera com o mar azul. Mar azul da Bahia. À noite, no Castro Alves, a cada aplauso estridente, Caymmi e os baianos intuíam a verdade de Cole Porter: morre-se um pouco cada vez que dizemos “adeus”.

 

 

Frei Betto: Mobilizações populares

Estado de Minas, 13.08.2009.

Frei Betto

Nas três Américas, apenas Brasil e Argentina jamais fizeram reforma agrária. O detalhe é que somos um país de dimensões continentais

 

Desde 10 de agosto, mais de 3 mil trabalhadores sem-terra se encontram acampados em Brasília para, de novo, alertar o governo federal sobre uma questão que, outrora, foi considerada prioritária pelo PT: a reforma agrária.

O mundo gira, a Lusitana roda, e hoje muita coisa parece virada de cabeça para baixo: quem fazia oposição a Sarney o defende; quem gritava “fora Collor” o elogia; quem exigia reforma agrária exalta o agronegócio. E, apesar das políticas sociais, 31 milhões de brasileiros (as) continuam a sobreviver na miséria. E a violência dissemina o medo por nossas cidades.

A manifestação dos sem-terra reivindica do governo muito pouco, sobretudo se comparado aos incentivos oficiais concedidos a empresas que degradam a Amazônia e usineiros, que, em latifúndios, mantêm trabalhadores em regime de semiescravidão.

É urgente assentar mais de 100 mil famílias sem-terra acampadas pelo país afora, sobrevivendo em barracas de plástico preto à beira de estradas. E cuidar das 40 mil famílias assentadas virtualmente, apenas no papel, pois aguardam, há tempo, recursos para investir em habitação, infraestrutura e produção. Nos últimos seis anos foram financiadas apenas 40 mil casas no meio rural. Também as escolas rurais necessitam, urgente, de recursos.

O Brasil não tem futuro sem mudar sua estrutura fundiária. Nas três Américas, apenas Brasil e Argentina jamais fizeram reforma agrária. O detalhe é que somos um país de dimensões continentais, com 600 milhões de hectares cultiváveis.

Dois problemas crônicos encontrariam solução se nosso país não tivesse tanta terra ociosa, como se constata ao viajar por nossas estradas ou sobrevoar nosso território: o desemprego e a violência urbana. Os países desenvolvidos, como os EUA e a Europa Ocidental, com territórios bem menores que o nosso, conseguem obter alta produtividade no campo, sem que haja latifúndio. Há, sim, grande incentivo à agricultura familiar.

O governo federal deve à nação a atualização dos índices de produtividade das propriedades rurais, intocados desde 1975. Por exigência constitucional, tais índices deveriam ser revistos a cada 10 anos. Eles são utilizados para classificar como produtivo ou improdutivo um imóvel rural e agilizar, com transparência, a desapropriação das terras para efeito de reforma agrária.

O Ministério do Planejamento deve às famílias sem terra o descontingenciamento de R$ 800 milhões do orçamento do Incra previsto no orçamento deste ano. Esse recurso permitirá a obtenção de terras e aplicação no passivo dos assentamentos.

Durante o período de acampamento, que se encerra no dia 21, estão previstos também debates sobre conjuntura agrária, clima e meio ambiente, energia, Previdência Social, juventude, comunicação, gênero e raça, além de atividades culturais e ato em comemoração aos 25 anos do MST.

Está marcada para amanhã a jornada nacional de lutas contra a crise, uma mobilização de trabalhadores e desempregados, em todo o país, para assegurar manutenção do emprego, melhores salários, ampliação dos direitos, redução das taxas de juros e investimentos em políticas sociais.

Dia 19, movimentos sociais, estudantis e sindicais se reunirão, em Brasília, em defesa do petróleo, para reivindicar novo marco regulatório para a produção energética do país.

E no dia 7 de setembro, em todo o Brasil, o 15º Grito dos Excluídos, promovido por várias entidades, inclusive a CNBB, terá como tema “Vida em primeiro lugar – a força da transformação está na organização popular”.

A manifestação, que imprime caráter cívico à data da independência do Brasil, tem por objetivo arrancar a população do imobilismo e ressaltar a importância de se fortalecerem os movimentos sociais para consolidar nossa democracia e conquistar soberania.

A democracia não pode se restringir a eleições periódicas, que, por enquanto, permitem inclusive a candidatura de corruptos e réus de processos comuns. À democracia política é preciso aliar a econômica, de modo a reduzir a desigualdade social que envergonha o Brasil. Só assim conquistaremos o direito de ser um povo feliz.

Frei Betto é escritor, autor de A mosca azul – reflexão sobre o poder (Rocco), entre outros livros.

POLICIA FEDERAL E A SAGA DE PROTOGENES

Ao povo brasileiro e aos internautas: enquanto aguardo a decisão do procedimento administrativo sobre o meu retorno para atividade policial, tenho recebido várias manifestações populares sob os mais varidados gestos de carinho e respeito pelo trabalho realizado na operação satiagraha. Apresento agora a voces uma verdadeira obra prima poético-literária de um menestrel paulistano.

Polícia Federal atua

Em cada operação,

Descobrindo fraudes como:

De softwares na importação;

Equipamentos da Cisco

Foi fraude que nem corisco,

Mais uma grande atuação.

Contra a sonegação:

Operação Persona;

Cisco Systems foi o alvo

A casa cai, desmorona,

Ocultação de patrimônio

Com a erva do demônio,

A má fé veio à tona.

Uma grande maratona

Pra descobrir uma trilha

Tamanho os crimes tinha:

Formação de quadrilha,

Mais corrupção passiva,

Além de corrupção ativa,

Que nem cabe na cartilha.

Trago aqui a setilha

Falando em simples versos,

Da Polícia Federal,

Em temas mais dispersos,

Que vemos no noticiário,

Prendendo um salafrário,

Nos assuntos mais diversos.

Do passado submerso

Teve Divisão de Censura,

Onde existiu nesta polícia

No comando da ditadura,

Sem liberdade e violação

Aos meios de comunicação,

Era uma época muito dura.

Hoje nas alturas,

Tiradentes seu patrono,

Um Panteão desta Pátria

Que não há o desabono.

Conquista o seu espaço

Uma polícia sem fracasso

DPF fez o trono.

De muitos tira o sono

Em verdadeiras missões,

Elogiado pelo presidente

Que pede mais discrições

Onde ganha holofote

Digno de simples mote

Sem as tais exposições.

Muitas operações:

Alfa, Carga Pesada,

Zaqueu, Data Venia,

Abrantes, Cevada,

Hidra, Camaleão,

Isaías, Constelação,

Control Alt Del, Queixada…

Continua a passada

Castelo de Areia,

Face Oculta, Perseu,

Até Canto de Sereia,

Hígia, Fim de Linha,

Combate até as rinhas…

Pleno Emprego e Teia

Com muitas vereias

Uma tal Cartada Final,

Fariseu, Contato,

Metralha, Terminal,

Não parando por aí

Minotauro, Caso Unaí,

Inseminação Artificial…

Foi Fronteira Legal

Teve Carta Marcada,

Repique, Stratocaster,

Narciso, Pedra Lascada

Sanguessuga, Matusalém,

Catuaba e muito além

Fora as aguardadas

Atuações planejadas

Nestes últimos anos:

Mordaça I, Kolibra,

João-de-Barro, Minuano,

Xeque-Mate, Platina,

Curupira, Malha Fina,

Deserto e muitos planos.

Hélios, Boneco de Pano

Sucuri, Alcateia,

Tsunami, Psicose,

Convento, Colmeia,

Pandora, Daniel,

Lacraia, Carrossel

Bala Doce, Galileia…

Sem muitas epopeias…

Firula, Pó da China,

Águia, Anaconda,

Trilha, Farol da Colina,

Decadência Total,

AVC, Seja Legal,

Tridente e Faxina.

Deja Vu, Nicotina,

Grandes Lagos, Navalha,

De Volta para Pasárgada,

A polícia trabalha,

Debulhando a corrupção,

Que assola esta nação,

Cheio de irmãos metralha.

Existem muitos canalhas

Neste país afora

Tem de tudo que é tipo

Que já não é de agora;

A praga da corrupção,

Um vereador na extorsão,

Irrompe-se a Pandora.

Missões a qualquer hora

Faraó, Bolsa-Receita,

Setembro Negro, Shogun,

Macunaíma, Colheita,

Iceberg, Taturana,

Santa Teresa, Savana,

Na lição mais escorreita.

E prende quem peita:

Tarrafa, Anjos do Sol,

Feitoria, Wood Stock

Curto Circuito, Cerol,

Minotauro, Kabuf,

Já pegou até o Maluf

Que são muitos nesse rol.

Instituição em seu prol

De servir ao cidadão

No cumprimento da lei

Alcançando a sensação

Do bem contra o mal

Cada vez com mais moral

Em qualquer deflagração.

Mas, a praga da corrupção,

Um mal que se assola;

Seja banqueiro, magnata

Ou daquele que enrola,

Dos larápios de drácula,

Que deixam suas máculas,

Como uma corja da esfola.

Forma-se uma escola,

Com uma nova premissa

Na repreensão ao crime

Espera pela remissa

Do momento oportuno

Pra pegar mais um gatuno

Deixando a rebuliça.

Ao Ministério da Justiça

Ela está subordinada;

Sendo um departamento,

Muito é respeitada,

De Norte a Nordeste,

No Sul, Centro, Sudeste,

Segue a galopada.

Uma polícia admirada

O orgulho nacional,

Do Caburaí ao Chuí

Contra o crime federal,

Dignos seus trabalhos,

Mas criando embaralhos

De “Missão Presidencial”.

Departamento Federal

De Segurança Pública,

Da era Getúlio Vargas,

Numa Nova República.

Começou com este nome

Depois ganhou renome,

Andando com a súplica.

Mas na coisa pública

Seu nome se faz presente,

Onde existe a falcatrua

Se mostra inteligente

Dissuadindo crimonosos

Com seus ares luminosos

Prendendo muita gente.

Os casos mais prementes,

Segue tudo relatado,

Respeitando os prazos

Com ou sem indiciado,

Descobre indignidades

Não importa a autoridade,

Que chega até o Senado.

Deixa o seu passado

Onde agora faz agenda

Sendo onipresente

Que merece a comenda

No governo do Lula

Sem fazer coisa chula

Para que se aprenda.

Agora pra que entenda

Pede-se por transparência

Irmã siamesa e gêmea

Da tranquila decência

Sem fazer balbúrdia

Pra não cair em penúria

Vence a consciência.

Amigo tenha ciência

Começou por um decreto

Fez sessenta e cinco anos,

Com inquéritos tá repleto

Prevista na Constituição

Fazendo investigação

Apura atos secretos.

Segue novo trajeto

Nos méritos mais sublime,

Com ministro competente,

Na postura se imprime,

No estilo que perfaz

Agilidade que se faz

Contra o crime reprime.

Combate muitos crimes

Como o contrabando,

O tráfico de pessoas

Quadrilha ou bando

Vai sistema financeiro

Lavagem de dinheiro

É polícia de comando.

No trivial colocando

Apura infração penal

Em detrimento da União,

Ordem política e social,

Fiscaliza fronteiras,

E até aonde beira

Da Segurança Nacional.

Repercussão interestadual

Pode estar presente;

Falsificação de passaportes,

Tráfico de entorpecentes,

Moeda falsa, peculato,

Tráfico de armas, desacato,

E em casos diferentes.

Atua também na frente,

Se o crime for federal,

Alienígena clandestino,

Até no serviço postal,

Contra a ordem tributária,

Sonegação previdenciária,

E corrupção internacional…

Do crime transnacional

À fraude à execução,

Por apropriação indébita,

Furto, fraude, concussão,

Dano, tráfico de influência,

De tantas indecências

E o que leva repercussão.

Descaminho, extorsão…

Radiodifusão clandestina,

Defraudação de penhor,

Vai contra a jogatina,

Estelionato majorado,

O crime organizado

E o que diz a doutrina.

Seguindo nova rotina,

Combate a pedofilia,

Descobre lide simulada,

Com sua soberania

De polícia judiciária,

Marítima, aeroportuária

Mais fronteiras na via.

Tem as tais delegacias

E até postos avançados,

Por este país afora

O conceito é elevado

Investiga sonegação

Até a tergiversação,

É serviço aprimorado.

Profissionais qualificado

Hoje tá na manchete

Mostrando a este país,

Que ao controle se submete,

Seja do

 

 

 

 

 

Parquet

Federal,

Em sua atividade policial,

Não sendo uma marionete.

No ano de sessenta e sete

Tem a nomenclatura atual.

Pois mudou o seu nome,

No território nacional;

Se sai do Rio de Janeiro,

Novacap, e terceiros -

Pra ser Polícia Federal.

Sua presença é nacional

Que do foco não dorme

Debulha muitos crimes

Trabalha nos conforme

Mas que pra advogados

Agem às vezes açodados

Como uma criatura disforme.

Seu desafio é enorme,

Reprimir a corrupção,

Investigar cada vez mais,

Agir com dedicação,

No seu caminho direito

Pois tem muito respeito,

A servir nossa Nação.

Tirou o foco do Mensalão

No sucesso e empenho

Após cada operação

Tendo seu desempenho

Muito bem avaliado

Pelo povo avalizado

Que compõe novo desenho.

E disto não abstenho:

Em farpas entre ministros,

Da Justica e do Supremo;

Criaram algo sinistro,

Se há ou não excessos,

Em escutas e processos,

Que nem merece registro.

Ressoam os sistros

Pegam uma quadrilha

Operação Queixada,

Mirandiba fervilha;

Terminando em clausura

Com o crime de usura,

Nos cartões Bolsa-Família!

Existem muitas polícias,

Civil e Federal,

Polícia Ferroviária,

Militar, Ambiental,

Guarda Civil no país,

São tantos que se diz

E até uma Força Nacional.

Da Polícia Federal.

O conceito é de primeira,

A população acredita,

Pois só pega bandalheira,

Seja da elite, podridão,

Na própria carne a ladrão,

Não tá de brincadeira.

Da polícia brasileira

Esta é a que mais condiz

Em serviço público

No condigno que bendiz

Em Brasília ou Guarulhos,

Na São Paulo do barulho,

De Dourados à Imperatriz…

Já prendeu até um Juiz

Que estava na sonda,

Mais um tipo de Larapius,

Que caiu na Anaconda,

Atualmente está preso

Um réu que não sai ileso

É a justiça que lhe ronda.

Segue cordel na onda

No Mascara Negra sediada,

Um edifício em Brasilia

De onde esta sitiada

No setor de autarquias

Formando Academia

Cumprindo sua jornada.

Em época passada

Cassou subversivos,

Censurou livros e filmes,

Retalhiou combativos,

Mas mudou de postura,

Com Thomaz Bastos a altura,

Num momento decisivo.

Num momento incisivo;

De carater ponderado,

O atual ministro da Justiça,

Anda mais conciliado,

Com a simples prudência

Aplausos na eficiência,

Estamos do seu lado.

Muito delito julgado

Ressalvas nos exageros,

Já prendeu até prefeito,

Ex-governador no tempero,

Afastou gente graúda,

Que saiu do cargo na miúda,

Sem nada de exaspero.

Do trilho mais esmero

Prendeu um terrorista

(Operação Farrapos),

Ladrão de banco, vigarista,

Foi pra cima de mafioso,

Sequestrador, criminoso,

Picareta e racista.

Dessa tamanha lista

Pegou ainda de repente

Quem proveu o Hezbollah,

Quase por acidente;

Dos anos de chumbo.

Ao de mais retumbo

Vou chegar no presente.

Agrediu muita gente,

Difícil fazer a lista,

Era ano oitenta e três,

A tortura já era vista,

Um subordinado de Tuma

Que no DOPS só bruma,

O terror mais fascista.

Do Doi-Codi paulista

Passa a federal no ato

Aparecido Calandra

Surge em mais boatos

Como Capitão Ubirajara

Torturador que não para

Para ser mais exato.

Ocorreu assassinato

De delegado corregedor,

Alcioni Serafim Santana,

Foi a vítima do horror

Por compadre foi morto

Um delegado absorto

Que se mostrou corruptor.

Neste caminho da dor

O mandante da morte:

Carlos Leonel da Cruz,

Que agiu com suporte

Extorquia empresários

Dos piores mercenários

O ergástulo foi seu norte.

Desse profundo corte

Segue muita história

A corrupção de PC Farias

Um escândalo da escória

Que apurou um submundo

Do algo mais imundo

Carregando mais inglória.

Trazemos a memória

Na parceria que trabalha

Entre MP e polícia:

Foi operação Navalha,

Criticado pelo Supremo,

No ato mais extremo,

São casos que encalha.

Existem algumas falhas

Dizem ser incorruptível

Pousa de Robespierre?

Um algo mais temível?

Fala-se muito e demais!

No sacramento do desfaz

Que fica até horrível.

Das delegacias visível:

Delepat, previdenciária,

Cartórios, Corregedoria,

No interior, fazendária,

Na defesa institucional,

Atuando no ambiental,

Fora as aeroportuárias.

De suas missões várias

Chegaram a um cartel:

Na Castelo de Areia,

Empreiteiras no papel,

Do metrô de salvador

Um consórcio vencedor,

Comprado no mais fel.

Seguindo o menestrel

Mais um caso de tantas

Como foi o Banestado

Onde um grupo implanta

Eram os tais doleiros

Movimentando dinheiro

Mais um crime se planta.

Prende Daniel Dantas

Celso Pita e Naji Nahas

Um trabalho policial

Que vai com suas garras

Contra lavagem de dinheiro,

Um crime financeiro,

Operação Satiagraha.

Operação Satiagraha,

Reprime um banqueiro,

Um grandão que parecia,

Ser o peixe certeiro.

Mas no final termina,

Com ministro que fulmina,

Com ar de pipoqueiro.

Um pretor encrenqueiro

Que recebe telefonema

Sobre suposto grampo

Onde segue o dilema

Pressiona chefe da Abin

Que do comando cai assim

Seguindo um novo lema.

A ofensa foi o tema

Falam que é leviano

Gilmar leva a fama

De um tom palaciano,

Que não se sintoniza,

E só se desarmoniza

E diz que é republicano!

Pacto Republicano:

Agora o segundo,

Entre os três Poderes,

Um exemplo ao mundo

Diálogos da liberdade,

Com algumas inverdade

Em casos moribundo.

No meio carrancudo

Diz espetacularização

Por causa das algemas

De haver associação

Com MP persecutivo,

Lítero poético-recreativo,

Que não faz fiscalização.

A polícia tem ação

Sem um tom kafkiano,

Revolução dos bichos

Jamais, nem draconiano.

Cumprindo sua missão,

Que faz parte da profissão

Busca até corintiano!

Nesse tom miliciano

Tem muita atribuição,

No Brasil continental

Heróis tem condecoração

Mas inverteram os papeis

Nos pior dos menestreis,

Investigar virou punição.

Usurpação de função

É tudo um redemunho

Abuso de autoridade

O que jamais empunho

E na CPI foi declarar

E queriam lhe imputar

Até falso testemunho!

Ainda não me acabrunho,

Nesse simples momento

Acredito na justiça,

Não importa o sofrimento.

O poder de classes luta

Honestidade que reputa

Já ganha movimento.

Delegado no tormento

Passa a investigado

Acusam por grampo ilegal

Protógenes é indiciado

Por quebra de sigilo

Que só gerou estrilo

É o delegado afastado.

O deixam execrado

De seu cargo atuante,

Processo administrativo,

Comissão processante,

Exegetas de plantão,

Pousando de Catão,

Um desserviço avante.

Antes desse instante

Carta a um presidente

Ao senhor Barack Obama

O caso era premente,

Vasculhar os discos rígidos

Pois estava nítido

Que o fato é urgente.

Pro FBI foi o presente

Tem eles especialidade

Num caso complexo

Espera a habilidade

No saber e esperar

O amanhã vai chegar

Junto com toda verdade.

Indignada a sociedade

Com este desrespeito

Nesta inversão de papel

Onde nem tudo vai direito!

Delegado é afastado,

Banqueiro beneficiado

Cadê os tais preceito?

Lacerda meio sem jeito,

Pouco deu explicações

Foi na CPI do Senado

Com poucas declarações

Munido de um HC

Não deixou o QTC

Sobrou suposições.

Criaram insinuações

Um mal desmedido

Em investigar banquiero

Delegado fica vendido

Pois o ex-diretor-geral

Mandaram pra Portugal

Demitido, virou adido.

O mundo tá perdido

O mal vencendo o bem

Daniel Valente Dantas

Que corrompe muito além

Meu Deus do Céu não sei

O que amanhã eu verei

Só falta nisso dizer amém!

E nesse pleorama tem:

Um devoto de São Bento,

Doutor Protógenes Queiroz,

Que levou muito a tento;

Fazem-lhe boi de piranha

O heroi desta façanha,

Um mito sem comento.

É roubo de trocentos

Fraude nas licitações

Prefeito comprometido

Por fora rola comissões

Parlamentar envolvido

Mais INSS corroído,

Faltam investigações.

Parece haver frustrações

A um Dantas arrogante

Banqueiro baiano preso

Num clima tonitruante

Pra não ser algemado

Já tinha até assegurado

Uma Súmula Vinculante.

Sobra pro De Sanctis

Um juiz respeitado,

Que por cumprir a lei,

No TRF é representado,

Por discordar do Supremo,

Na corregedoria, um demo

Só falta ser crucificado?!!

Delegado afastado

A coisa não anda boa

Em missão presidencial,

Largaram o cara à toa;

Já Lacerda é exonerado

E de Adido foi levado

Pra Embaixada de Lisboa.

Polícia não tabaroa,

Investiga bandido,

Não importa se pobre,

Político ou partido,

Rico, grã-fino, suspeito

Ou em seus vários feitos,

Além do foragido.

Protógenes refletido,

Delegado conhecido

Em todo esse Brasil.

Na CPI esclarecido,

Reputação ilibada,

Coragem avalizada,

Em caso repercutido.

Mobilizou decidido

Oitenta e quatro agentes

E oficiais da Abin.

Onde estava crente

Fazendo a Operação

Que foi a maior missão

De um caso diferente.

Essa missão foi diferente

Foi um caso mais seleto

Deflagrada numa noite

Na surdina e no secreto

Em cima de banqueiro

Ex-prefeito e trapaceiro,

Agindo no mais discreto.

Pra algemas faltou decreto

Não teve regulamento

Nem houve lei também

Aí chegou um momento

Que o STF fez súmula

Na história máis cúmula

Alegou constrangimento.

Fato de esquecimento

Com palavras não falto

Mega malandro se safa

E posa no mais alto

Pra ele não há algemas

E segue assim o lema

Fazem mais um assalto.

Do Palácio do Planalto

Até o nosso cidadão

Digna de respeito

A Polícia de então

Mostra conhecimento

Muito merecimento

Prendendo muito ladrão.

Combater a corrupção

Com prisão temporária

Chama de humilhação

Falam em coisa cartorária

Dizem ser espezinhação

Como se pura maldição

De coisas perdulária.

Histórias são várias

Criam muitas astúcias

Investigar poderoso

Seja aqui ou em Astúrias

Vira caso tenebroso

Um mundo caliginoso

O momento é de fúria.

“Intervenção espúria”

Assim diz o corregedor

Em atuação da Abin

Na Satiagraha sem furor,

Cooperação é ato legal

Que demonizam ao mal

Com juiz criando terror.

Para ele corregedor

Nesta tecla ele bate

Num desvio de finalidade,

E a agência Abin rebate

Como meras ilações ,

As tais acusações,

Criando mais um embate.

Nesse desempate

Fica cada vez mais atroz

Envolvem servidores

Surgem quem é algoz

Segue agora processo

Pra alguns o retrocesso

Difícil pensar nos prós.

Pra Protógenes Queiroz

O delegado Amaro

Um Corregedor-Geral

Fez relato sem amparo

Excedeu nas atribuições

Faltou dar explicações

Mostrando despreparo.

Não espera o reparo

Pois nem tudo contamina

Houve bloqueio de contas

E Luxemburgo foi a mina,

Num momento decisivo

Em valores decisivos

Muito maior que propina.

Um comício de Minas

Criou o maior alarde,

Infringiu regulamento,

Aí já era meio tarde

Buscaram pelo em ovo

Mais um fato novo

Que agora a coisa arde.

Antes desse aguarde

Num comício que apoiou

Foi em Poços de Caldas,

Mais por isso não renunciou

Aguarda a sua defesa

No labririnto da certeza

O povo não silenciou.

O MPF denunciou

Por fraude processual

Mais crime de violação

De sigilo funcional;

Um fato irrepensável,

Algo inacreditável,

Parece que ganhou o mal.

Depois de tanto sal

Vem mais coisa confusa

Acusado por desmandos

Em missão mais profusa

Que por si já é complexo

Simbolo de um reflexo,

Mas, virtudes são infusas.

Daniel Dantas acusa

De pura espionagem,

Disputa empresarial

Gravações com montagem,

Aponta nulidades

No terreno da ilegalidade

Faz a sua blindagem.

É muita malandragem

Se esquivar dos emissários

Um tal Hugo Chicaroni

Que se prestou a vicário.

Usa-se de ironia nas ações,

Para rebater provocações,

Dos efeitos consectários.

Desses ilusionários

Usa até laudo do Molina

Em CPI é inquirido

Na espreita repentina

Ao processo de fusão

Arruma mais confusão

No estilo de um rapina.

Brasil Telecom foi a mina

No suave e falacioso.

O dono do Opportunity

Com seu ar mais furioso

Pois o tom do banqueiro

Se mostrou sorrateiro

Não muito brilhoso.

Com HC cauteloso

O banqueiro se perfez

Passa a bola ao Citibank,

Alegando por sua vez:

Que a PF teria relação

Com um homem espião,

Avner Shemesh, o irlandês.

O absurdo da vez

Com o corregedor-geral

Que notificou juizes

Da Justica Federal

Que assinaram manifesto

Gerando mais protesto

De repúdio nacional.

A crise institucional

Na independência da toga.

Atônito ficam os juízes,

Nabarrete não se roga

No apoio a De Sanctis

Pra ele já foi bastante

Quase como uma droga.

Em outro time que joga

Se compara a Tiradentes

O Delegado Protógenes

Quase inconfidente

Na perseguição interna

Que já é quase eterna

Que não é surpreendente.

No entanto, entrementes…

Surge mais autoridade

Predisposto a condenar

No sabor da rivalidade

Já falam em usurpação

E também prevaricação

Cria-se mais promiscuidade.

No terreno da verdade

Investigam-se ligações

De Protógenes e Nexxy

Se inventam situações

Lançam a suspeição

Agem sem a feição

Só nos mostram inações.

Querem nos dar lições

Acima do bem e do mal

Protegem malfeitores

Dando lição de moral

Dizendo ser justiça

Algo que imundiça

Perseguem até o final.

Privatização policial,

A coisa anda meio feia

Criando a perseguição

Por juiz que incendeia,

Dizendo terem monitorado,

Magistrados e advogados,

Naquilo que se alardeia.

Luis Fernando Correa,

Na Polícia Federal

Torturou uma doméstica?

É atual diretor-geral.

Acusado por deputado

De ter mulher cegado,

Com a sevícia do mal.

Continua e lasca o pau

A perseguição padece,

Com a certeza que beira,

Ao fato que mais cresce

No apoio ao delegado

Na Bahia ou qualquer Estado,

Por tudo isto que merece.

Esta cúpula apodrece

No escárnio da vergonha,

Buscando se sobressair,

Ainda tem gente que sonha:

Em Protógenes defenestrado,

Quem deve ser condecorado

Nesta saga mais medonha.

O que quer que imponha

Venha ou não dos beócio

Os fatos que acontecem,

Deixam mais imbróglio,

Tudo se acompanha

Da novela que é tamanha,

Sem carregar o fel do ódio.

Após este episódio,

Chamam de justiceiro,

Por prender banqueiro,

Rei do crime financeiro.

No divisor de águas

Da missão que deságua,

Num estilo de guerreiro.

Do nosso heroi primeiro,

Simplesmente nos remete

Ao conteúdo mais veraz

Da dignidade que reflete,

Sem estado policialesco

Como diz os tedescos,

Tem um blog na internet.

Portaria dois-quatro-sete:

O afastou da função

A nove de abril deste ano,

Deixarem-lhe na mão,

Criaram algo fúnebre

Num momento lúgubre

Aguarda-se a decisão.

Deixo agora o sermão

Para ir mais adiante

Verdadeiras atuações

Não esqueço no instante

Acredito na verdade

Nesse caso de seriedade

Que nos deixa intrigante.

É delegado atuante

Prendeu contrabandista,

Esteve no caso MSI,

Indiciou até lobista

Mas hoje reza a missa

Que reina a injustiça

Por apoiar um petista.

No terreno criminalista,

Hildebrando Pascoal,

Foi preso em operação.

Era deputado federal,

Do crime organizado,

Coronel em seu Estado,

Da motosserra fazia o mal.

Em novo direcional…

Atuou na máfia do apito,

No desvio de Prefeitura

Que roubavam sem hesito.

Chefe na Missão Charada

Das muitas deflagrada,

Combateu muitos delitos.

Nesse fardo de atritos

Segue no ininterrupto

Na poesia condoreiro

Não quero ser abrupto

Esta crise do Senado

Só cabe um recado:

Cadeia pra corruptos!!!

Essa raça de corruptos

Usurpadores da nação

Do colarinho branco,

Praticam malversação

Depois de tudo denegrir

Querem logo intervir

De assistente da acusação.

Quem já é réu em ação

Meteu a mão no erário,

Envolvido no Mensalão,

Não carrega apanágio,

Surrupia nosso governo,

Sem nenhum prosterno,

Que já não existe horário

Nos fazem de otário

Participam de confisco

Criam coisas e falácias

Com a cara de corisco

Denigrem as instituições

Fazem má insinuações

Sonegam nosso fisco.

Mudo agora o disco

Obrigado meu leitor

Agradeço de coração

Pois você é o esplendor

Nessa simples gentileza

Pode crer com certeza

Alcançamos o louvor.

No efeito condutor

Sou fã do presidente

Que serve ao meu país

Pois não é intrasigente

Nos trouxe mais melhora

Que já não é de agora

É um nobre eminente.

No atual presente

Difícil o caminhor que for

Briga dos três poderes.

Menosprezam sem amor

Criam mentiras, embustes

Por isso não se assuste

É quase filme de terror.

Valorizar o servidor

Que atua acarretado

Do escravão

 

 

 

 

 

ad hoc

Ao perito e delegado

Mais o papiloscopista,

Todos vão nesta pista

Além do terceirizado

Desse cordel pensado

Deixo palavras a menos

Serve-me novas ideias

Em termos mais ameno

O fim logo se chega

Quero que leia e veja

Apreciando no sereno.

A meu amigo Leno

Deixo-lhe um recado

Ingresse nesta polícia

E dela será um legado

Pois quem viver verá

No futuro você será

Um super delegado.

De todo este primado,

Encerrando este cordel

Nossa Polícia Federal,

Neste simples menestrel

Os elogios são vários

Seguindo novos ideários,

Cumprindo o seu papel.

Fim.

São Paulo, 12 de julho de 2009.

Nome do autor: Jason Lemos dos Santos

E-mail: jason.lemos@ig.com.br
 

 

 
 

 

Onze de agosto

 

 

 

Ao povo brasileiro e aos internautas, onze de agosto dia sacrossanto do advogado, ferrenho combativo dos direitos daqueles que se socorrem da sua proteção e também tem como princípio básico o cumprimento do dever, respeito as leis e a Constituição da República.

Data memorável que me faz lembrar atos dignos de um Rui Barbosa, Clovis Bevilaqua, Teixeira de Freitas, Luis Gonzaga Pinto da Gama, Santiago Dantas, Nelson Hungria, Pontes de Miranda, Raimundo Faoro, Heleno Fragoso, Lino Machado, Sobral Pinto, Evandro Lins, Evaristo de Morais e tantos outros que contribuiram na construção jurídica de uma realidade brasileira de uma época que tem reflexos até os dias atuais.

Aos jovens estudantes e profissionais do direito temos muito a agradecer a esses grandes gênios literários jurídicos que ajudaram na formação de um pensamento, arcabouço leis e normas que regem as relações sociais e o funcionamento do Estado brasileiro sempre com um objetivo de diminuir as desiguadades da sociedade.

Para eles a luta de  classe social se externava na construção ideológica e convicção daquilo que se apresentava naquele momento histórico. No entanto teve seu valor e repercute até os dias de hoje nas discussões legislativas de criação ou modificação de algum texto de lei.

A maior homenagem que o  Congresso Nacional pode expressar no dia de hoje é buscar auxilio na Ordem dos Advogados do Brasil e trabalhar no sentido de propor mudanças que venham resultar em projetos que  beneficiem o nosso povo e o desenvolvimento do nosso Brasil, frente aos desafios internacionais do século XXI, ao invés de desgastar a importância do trabalho parlamentar como assistimos dia, após dia nos debates do Senado Federal.

É nessa busca que conclamo a todos os estudantes de direito, advogados e juristas do Brasil: univos na construção de uma nação acima de qualquer interesse pessoal ou de grupos mal intencionados. Para tanto não há cansaço ou fraqueza, apenas dedicação do coração na leitura jurídica da alma humana que eleve as discussões nas casas legislativas.

QUANDO TUA ALMA, CANSADA, FRAQUEJA

”   Percorreste boa parte do caminho

e agora, sentado à beira do teu destino,

já não tens força para concluir a jornada.

Desperta o herói que foste em tua infância

e deixa que ele guie teus passos.

No momento em que tua alma, cansada,

fraqueja, só ele te poderá levar para além

dos limites de teu sonho.”

( Eduardo Alves da Costa - No Caminho com Maiakóvski - Poesia Reunida )

UM TIME DE PRIMEIRA GRANDEZA

 

Apoio de Senadores e Deputados a causa do Delegado Protógenes de combate a corrupção no Brasil

 

EQUIPE: um delegado, uma senadora, um juiz e um ministro.

 

O programa Histórias do Esporte da ESPN Brasil trouxe o especial “Um Time Poderoso” que destaca uma seleção brasileira incomum. Trata-se de uma equipe, formada por um delegado, uma senadora, um juiz e um ministro, que não decepciona a torcida e que está envolvida em uma disputa eliminatória contra a corrupção.

O especial mostrou como a senadora Marina Silva luta contra o desmatamento da Amazônia; o delegado Protógenes Queiroz enfrenta os poderosos desde que comandou a Operação Satiagraha; o ministro Joaquim Barbosa não teve medo de levantar importantes questões no Supremo Tribunal Federal e os juiz Fausto de Sanctis toma suas corajosas decisões. Personagens que enfrentam seus desafios com uma garra que faz lembrar o futebol romântico da época de Zito e Didi e de capitães como Bellini.

Cada um em sua área, todos buscam os caminhos para um Brasil mais justo. E todos também têm sua ligação com o esporte. A senadora Marina Silva conta como tomou contato com o futebol na sua infância quando seu pai organizava um jogo com suas sete filhas nas noites de lua cheia a 70 km de Rio Branco, no Acre. A senadora fala ainda sobre ter saído do Ministério do Meio-Ambiente, de sua vida de lutas e lembra: “As pessoas só querem fazer alguma coisa quando têm certeza, mas se deixarmos para fazermos alguma coisa só quando tivermos certeza, aí vai ser tarde demais”.

O juiz Fausto de Sanctis pratica esportes regularmente para enfrentar sua rotina estressante no combate à lavagem de dinheiro. Corre, nada, pedala em bicicleta ergométrica e é apaixonado por futebol e por esportes de ação – já fez rafting, vôo de balão e salto de bungee-jump. É preciso estar inteiro para julgar e estudar cerca de mil inquéritos e 500 ações que enchem sua mesa de trabalho.

O programa também foi à Paracatu, cidade do ministro Joaquim Barbosa em Minas Gerais, para contar histórias de sua infância. Severino, que foi técnico de futebol de Barbosa quando menino, conta que ele jogava como meia-esquerda e que, se não tivesse se tornado ministro, poderia ter sido jogador de futebol. O programa destaca ainda os problemas que a mineração de ouro está trazendo à população de Paracatu.

Para encerrar, o Histórias do Esporte mostrou o delegado Protógenes Queiroz, que se defendeu de acusações dentro da própria polícia e luta para voltar à ativa. Protógenes queria ser jogador de futebol quando criança e, em sua carreira de delegado, ajudou muito na limpeza do futebol brasileiro. A Operação Máfia do Apito desmascarou muita gente. Mudou o rumo do Campeonato Brasileiro de 2006 e impediu a entrada da máfia das apostas em território nacional.

ESPN Brasil - Histórias do Esporte inédito – “Um Time Poderoso”

PROTÓGENES É UM FENÔMENO ELEITORAL EM SP e no BRASIL

5/agosto/2009 18:15

Protógenes dá o drible da vaca em Gilmar

Protógenes dá o drible da vaca em Gilmar

 

Pesquisa realizada entre 23 e 27 de julho pela empresa Brasmarket: foram 821 entrevistas em 23 municípios de São Paulo, 7 na Grande São Paulo e na Capital. A margem de erro é de 4%

Item conhecimento: 75% dos entrevistados conhecem Protógenes Queiroz.

 

Mais do que Mercadante, Afif e Luis Marinho.

25% dos entrevistados acham que Protógenes é vítima do processo da Satiagraha.

No item simpatia, 33% o acham simpático. Mais simpático do que Mercadante, Afif, Tuma e Ciro.

Para senador, Protógenes teria 17,5% contra 16,8% de Mercadante e 16,4% de Tuma.

Para deputado federal, ele teria 28,6% dos votos e faria uma bancada de 11 deputados federais, independente do partido.

Para presidente da República, ele seria o terceiro, com 7,5%, – teria mais votos que Ciro. Em primeiro viria Serra, com 30%, em segundo Dilma, com 16%.

Observe-se que Serra, em seu próprio estado,  bate no limite superior dos tucanos: em torno dos 30%. E Dilma, no estado de Serra, deve estar em ascensão.

Resumo da ópera: o PiG (*), Gilmar Dantas (**), o ministro da Justiça Abelardo Jurema, a CPI do Marcelo Lunus Itagiba e a Polícia Federal, que se subordina a Gilmar Dantas, eles todos somados, não conseguiram deter Protógenes Queiroz.

Protógenes Queiroz se tornou um fenômeno político e  pode decidir a eleição em São Paulo e talvez a Presidência da República.

Vai ser muito engraçado o Judiciário brasileiro garantir a liberdade de Daniel Dantas e o eleitor consagrar Protógenes Queiroz.

Em tempo: Protógenes comprometeu-se a revelar no dia 7 de setembro a que partido se filiará. Ele está em dúvida entre PDT, PSOL e PT, nessa ordem de preferências.

 Paulo Henrique Amorim

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

 (**) Veja aqui como Ricardo Noblat se refere a Ele

Próxima Página »