Archive for outubro, 2009

A PERSEGUIÇÃO CONTINUA EM TODOS OS NÍVEIS

Em 27 de outubro, Protógenes proferiu palestra na FADVALE (Faculdade do Vale do Rio Doce), em Governador Valadares/MG.

  

 

Antes de dar início a sua palestra, o Dr. Protógenes Queiroz recebeu intimação através de Carta Precatória da Justiça Federal de São Paulo.

 

PROTÓGENES é intimado pela Polícia Federal antes da palestra

No último dia 21 de outubro, Protógenes Queiroz, o Delegado do Povo, como é conhecido, recebeu mais uma intimação da Polícia Federal quando chegou a Porto Seguro/BA. 

O Delegado estava em trânsito para a cidade de Teixeira de Freitas, onde faria uma palestra na Faculdade do Sul da Bahia-FASB Campus I.

PROTÓGENES assume a presidência do PC do B em Guarujá

 
 

 

 

 No último dia 18 de outubro, às 17 horas, o Delegado do Povo Dr. Protógenes Queiroz, como é popularmente conhecido, apresentou, em ato público na Câmara Municipal de Guarujá, a nomeação da Comissão Provisória do PC do B, que será por ele presidida.

O evento teve a participação de mais de 150 pessoas, entre elas:

- membros do PC do B de Santos e São Vicente;

- amigos e convidados de Guarujá, Santos e cidades vizinhas;

- o Vereador de São Paulo, Jamil Murad;

- Representante da Direção Nacional do PC do B, Sra. Nereide Saviani;

- Representante da Direção Estadual do PC do B, Sra. Julia Roland;

- Representante da Direção Estadual do PC do B, Sr. Zeca Pires;

- Presidente do PC do B de Santos, Sr. Fred;

- Vice-Presidente do PC do B de Santos, Sr. Robson Apolinário;

- Representante do Sr. Benedito Marques Ballouk, Grão-Mestre Estadual da Grande Oriente de São Paulo, Sr. Vanderlei Venceslau Faria;

- Representante da Associação Paulista de Magistrados, Dr. Fernando Lorenzetti Domingos;

- Representante da União da Juventude Socialista (UJS), Tiago Andrade;

-Representante do Prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, Sr. Aloísio R. de Araújo;

- Representante da Prefeita de Guarujá, Maria Antonieta de Brito, Diretor de Relações Institucionais da Prefeitura, Sr. Adílson Cabral da Silva;

- Diretor de Promoção Cultural do Município de Guarujá, Sr. Rui Silva;

- A imprensa local, através da TV Tribuna, TV Guarujá e TV Itapema e representantes da sociedade civil organizada da cidade.

Antes do pronunciamento do novo presidente do PC do B do Guarujá, Protógenes Queiroz, o grupo responsável pela organização do ato prestou uma singela homenagem a ele, apresentando uma síntese dos trabalhos comandados pelo delegado na Polícia Federal em um vídeo de 5 minutos, tendo como fundo musical a canção

“Pra não dizer que não falei das flores”, na versão de Zé Ramalho, o que sensibilizou a todos presentes ao encontro de domingo.

“Caminhando e cantando e seguindo a canção

Somos todos iguais braços dados ou não

Nas escolas, nas ruas, campos, construções

Caminhando e cantando e seguindo a canção

Vem, vamos embora que esperar não é saber

Quem sabe faz a hora não espera acontecer…”

Em sua fala, Protógenes Queiroz agradeceu a presença de tantos companheiros e a oportunidade de dirigir o partido no Guarujá. Ele também abordou temas diversos, a exemplo do papel da mídia na política brasileira e a situação crítica em que se encontra o Hospital Santo Amaro, o único existente no Município de Guarujá. Com muita seriedade e transparência, Protógenes vem nos mostrar que realmente veio para fazer a diferença, e que uma das maneiras que encontrou de efetivar seu trabalho contra a corrupção e sua luta por um Guarujá melhor, e, consequentemente, um Brasil melhor, seria a via política.

 

 

 

 

 

 

AS OPÇÕES DE PROTÓGENES

Ivan na Tribuna: as opções de Protógenes

 

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 03-09-2009 14:43

 

Agente da PF intima Protógenes na coletiva/UOL
intimação
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Deu no jornal:

Na Tribuna da Bahia, em sua coluna diária, o jornalista político Ivan de Carvalho assina nesta quinta-feira, 3, instigante análise sobre a opção do delegado da Polícia Federal, Protógenes Queiroz, de ingressar no PC do B, anunciada ontem em entrevista coletiva concedida em São Paulo, quando foi intimado por um agente federal (foto) para depor no processo reaberto de Paulo Maluf. Protógenes assina a ficha de filiação no dia 7 de setembro.

Bahia em Pauta reproduz o texto que pode ser lido (e relido) também nas edições on-line e impressa da TB. (Postado por Vitor Hugo Soares )
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OPINIÃO POLÍTICA

AS OPÇÕES DE PROTÓGENES

Ivan de Carvalho

O delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz, empunhando a bandeira do combate à corrupção, integra, neste momento, a extremamente escassa categoria dos heróis nacionais por sua coragem e caráter pessoais, somados a duas circunstâncias:

1. A espetacular ação contra o banqueiro Daniel Dantas – já por causa disto com uma condenação judicial em primeira instância –, o mega-especulador Naji Nahas e o ex-prefeito de São Paulo Celso Pita, todos atualmente em liberdade, mas aos quais o delegado Protógenes impôs algemas ao cumprir o mandado de prisão resultante das investigações que presidira.

O episódio levou o Supremo Tribunal Federal a regular um assunto polêmico, o uso de algemas na efetuação de prisões, decisão que contribui para um aperfeiçoamento no sistema jurídico e na ação policial, pois todos são inocentes até serem julgados culpados e não devem ser expostos a humilhação pública desnecessariamente, mas somente quando reagirem à prisão ou existirem fundadas razões de risco para policiais, outras pessoas ou para o próprio preso em caso de não serem usadas algemas.

A espetaculosidade criticada pelo STF no uso de algemas esteve presente (com algemas e TV) em todo o desfecho da Operação Satiagraha, a obra-prima do delegado Protógenes Queiroz. Ele seguiu a prática que vinha sendo adotada pela Polícia Federal em outros casos, e, embora não se tratando ela de uma boa prática, o delegado Protógenes foi indireta e involuntariamente responsável por uma parte da decisão do STF, portanto, co-responsável involuntário por uma melhoria normativa das práticas relacionadas ao uso de algemas. E ainda, por conta do arranca-rabo das algemas, ganhou simpatia dos que acham que este uso deve ser uma regra, sob quaisquer circunstâncias, especialmente quando feito contra suspeitos de crimes do “colarinho branco”.

2. Se a Operação Satiagraha e até o modo midiático que envolveu a prisão de seus principais alvos foi a primeira das duas circunstâncias responsáveis pela elevação de Protógenes à categoria de herói nacional (temporário, tudo indica, mas só o futuro dirá), a outra foi a reação do governo Lula e do presidente do STF e do Conselho Nacional de Justiça, ministro Gilmar Mendes, à ação de Protógenes e do juiz De Sanctis, que por duas vezes expediu mandado de prisão contra Daniel Dantas – a segunda, depois de uma liminar do próprio Gilmar Mendes mandar soltar o banqueiro.

A reação do presidente do STF (não discuto nem questiono aqui o seu mérito) contribuiu de forma importante para ampliar a projeção do delegado Protógenes na opinião pública. Essa obra de marketing político a favor de Protógenes sem que ele a encomendasse ou desejasse foi reforçada extraordinariamente pelo governo Lula, ao qual está subordinada a Polícia Federal, órgão vinculado ao Ministério da Justiça.

Ministério comandado por um petista de proa, até ex-presidente do PT, o ministro Tarso Genro, duas vezes prefeito de Porto Alegre e uma vez candidato a governador do Rio Grande do Sul. A mesma pessoa que apressadamente entregou ao regime totalitário de Fidel Castro os dois pugilistas cubanos que fugiram da delegação de seu país nos Jogos Panamericanos, no Rio de Janeiro – reeditando, suavizada, mas moralmente equivalente, a atitude de Filinto Müller, que na ditadura do Estado Novo comandada por Getúlio Vargas entregou Olga Benário Prestes ao governo nazista de Hitler e à morte certa. Os dois pugilistas não morreram, já fugiram de novo, graças a Deus.

Entendo que Protógenes haja recusado o PSOL e o PV, por – eu suponho – não ter visto nestes partidos um ideário atraente, mas dominação por preocupações eleitorais. O que não entendo é que, depois de todo esse histórico de sua atuação relacionada com a Operação Satiagraha, de seu afastamento da presidência do inquérito e de qualquer participação na investigação, um chega-prá-lá até brutal, ele, Protógenes, haja encontrado motivo para querer ingressar em um partido que apoiasse Lula. Ora, não é Lula quem decide quem manda no Ministério da Justiça e na Polícia Federal? Quanto à opção do delegado Protógenes pelo PC do B, paciência. O delegado é tecnicamente muito competente, mas ele mesmo é quem diz que “é caminhando que se aprende a caminhar”. Pois então que caminhe, pois tem muito a aprender ou, melhor dizendo, a compreender.

PROTÓGENES NO PC do B REDE NACIONAL

O Partido Vivo publica neste espaço o programa do PCdoB exibido em cadeia nacional de televisão na noite desta quinta-feira (8). O foco do programa é o novo projeto nacional de desenvolvimento que tem sido defendido no processo do 12º Congresso do partido.


O programa traz importantes personalidades do partido e da vida política nacional como o presidente do PCdoB, Renato Rabelo; o ministro do Esporte, Orlando Silva; o senador pelo Ceará, Inácio Arruda; a deputada pelo Amazonas, Vanessa Grazziotin; o presidente da União da Juventude Socialista, Marcelo Gavião; o delegado da Polícia Federal, Protógenes Queiroz e o ex-jogador de futebol, Muller. Confira.

Da redação

O PAPEL DA MÍDIA NAS CRISES POLÍTICAS

Ao povo brasileiro e aos internautas: A palestra sobre “o papel da mídia nas crises políticas”, realizada no auditório da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), em São Paulo, na última terça-feira, 29 de setembro, reuniu uma mesa de debates formada por Protógenes Queiroz, carinhosamente chamado de Delegado do Povo, e os jornalistas Paulo Henrique Amorim e Mino Carta. Auditório lotado, compareceram professores, alunos e pessoas dos mais diversos segmentos da sociedade.

 

 

 

Inicialmente, os palestrantes, dentro do perfil de trabalho de cada um, fizeram uma explanação com fatos relacionados ao tema indicado. Os depoimentos contagiaram o público presente, que se manifestou com aplausos e, algumas vezes, com emoção e lágrimas, devido as experiências profissionais vividas pelos palestrantes ao longo da suas carreiras.

 

 

Oráculo do jornalismo brasileiro, Mino Carta, após discorrer sobre sua longa atuação profissional em diversos órgãos da imprensa nacional e internacional, a exemplo de Carta Capital, Revista Time, News Week, Veja, Isto É, entre outros, ressaltou a decadência do jornalismo “ao ser sustentado pelos sabujos e jagunços da mídia nacional”. Exemplificando os escândalos no Senado “como fruto da descoberta casuística da mídia nativa “… “Só hoje é que descobriram o Sarney…”. “…”Os tucanos são os representantes da UDN do passado”. A mídia brasileira nos últimos tempos tem contribuído para atacar a democracia da informação e desqualificar a classe política e os partidos políticos, a fim de favorecer uma minoria gananciosa e milionária para se perpetuarem no poder e satisfazerem seus interesses pessoais ou de grupos, em prejuízo da sociedade e do Brasil”, disparou o Diretor de Redação da Revista Carta Capital.

 

 

Por sua vez, o jornalista Paulo Henrique Amorim ressaltou a importância da mídia por meio da internet como blogs, rede de relacionamento social, twittter e outros; “são instrumentos de divulgação de ideias”, disse. Acrescentado ainda da possibilidade pública de defesa contra atos mentirosos lançados pela “grande” mídia. Para ele, “na autoproclamada grande mídia as notícias são tratadas com muito exagero e pouco diálogo, a informação divulgada tem que ter compromisso com a verdade dos fatos, e não com a mentira”, ensinou.

Em nossa participação, destaquei o trabalho de mais de 15 anos de combate a corrupção, desde à época em que fui Procurador de município no Estado do Rio de Janeiro - quando coordenei a cassação do mandato do prefeito de uma cidade vizinha, ao exercício do cargo de Delegado de Polícia Federal, sempre à frente de complexas investigações. Chegando a prender, dentre outros, políticos, gente poderosa e recuperar bilhões de dólares para o Brasil. Executei, ainda, a primeira fase da Operação Satiagraha, resultando no desmonte do maior esquema de corrupção do Brasil e na condenação do banqueiro Daniel Dantas e sua quadrilha a uma pena de 10 anos de prisão, multa de 12 milhões de reais e bloqueio aproximado de 3 bilhões de dólares. Vale ressaltar que muitos dados apurados pela Satiagraha estão servindo de suporte nas investigações da justiça norte-americana contra o citado banqueiro.

 

 

Ao final, agradecemos a iniciativa dos alunos da ESPM. Tudo foi muito proveitoso e interessante, mas notamos a emoção no semblante de muitos presentes quando falei a respeito de uma palestra ministrada em um colégio da rede particular de ensino fundamental e médio da cidade de Londrina, no Paraná, munido de uma centena de perguntas daqueles estudantes ( entre 08 a 15 anos de idade). Vale a pena relembrar aqui:

“O senhor acha que a justiça privilegia os ricos” ?

“Sabemos que há grande trama de corrupção na política do Brasil. É possível que nós, cidadãos lutemos pelo cumprimento das leis, mesmo para os poderosos influentes? Como faremos para acabar com esse “câncer” do nosso país, mesmo que tudo se volte contra a nossa ação, mesmo que com isso sejamos até mesmo ameaçados e chantageados”?

“Você acha que a justiça no Brasil favorece os ricos ou os políticos”?

“Como podemos nos levantar para lutar em um país que não temos exemplos, em um país que não lutamos nem pela sua independência”?

 

 

Surpresos, ao ouvirem alguns questionamentos dos estudantes de ensino fundamental e médio, restou aos  palestrantes a emocionante lembrança quando expressei meu sentimento de saudade. Ressaltando que o encontro era o mais importante evento em que participei nos útlimos doze meses. Para encerrar, citei uma passagem da vida do saudoso poeta da Vila do Rio de Janeiro Noel Rosa ” …trazer luto é vaidade de quem se veste a rigor, meu luto é saudade e saudade não tem cor…”.