Archive for novembro, 2009

Protógenes em o Teatro e o Poder

 Por Palapatões
25/11 às 17h09

 

Na última segunda-feira, dia 23, aconteceu o primeiro encontro da série O Teatro e o Poder.

 

Protógenes Queiroz dividiu a mesa com Paulo Henrique Amorim e Fernando Morais. Eles conversaram sobre corrupção, política e os partidos. Sobre a censura explícita, a censura togada, a censura aos blogs e a censura aos livros. Sobre a falta de projeto de país e sobre a discussão das ações públicas.

Postamos aqui um pouquinho do que foi o encontro, veja quem esteve por lá.

Sem esquecer que dia 07 de dezembro é a vez de Soninha Francine participar do projeto.

 

 


Antes do debate, um papo entre Hugo Possolo, Lauro Cesar Muniz e Protógenes Queiroz.


Paulo Henrique Amorim, Protógenes Queiroz e Fernando Morais conversaram com o público.

 

 

 


Hugo Possolo fala sobre a proposta do encontro.

 

 

 

 


Raul Barretto, Protógenes Queiroz e Lauro Cesar Muniz.



Prestigiaram o encontro Carlos Meceni e Paulo Pélico.



Platéia cheia e atenta ao debate.



Ao final, a conversa segue descontraída.

   

Fernando Morais autografa seus livros.

 
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Protógenes em Linhares-ES, doa alimentos arrecadados em palestra

Por Alexandre Araujo 
17/11/2009 14:00

Os alimentos foram doados para a Casa de Resgate São Francisco de Assis e para as vítimas da enchente em Linhares-ES 
  
   
A Faculdade Pitágoras de Linhares amplia sua participação na Casa de Resgate São Francisco de Assis, no distrito de Córrego do Farias. Os acadêmicos do curso de Direito da Faculdade doaram na tarde desta segunda-feira (16/11) 428 quilos de alimentos para o Diretor da entidade que cuida de dependentes químicos. Outros 428 quilos foram doados à Defesa Civil de Linhares para serem entregues às vítimas das enchentes que assolaram principalmente o interior do município.

Os 856 quilos de alimentos foram arrecadados por meio da palestra do Delegado Federal Protógenes Queiroz na noite de terça-feira (16/11) no teatro Pitágoras. Aproximadamente 500 pessoas acompanharam a apresentação do Delegado que falou sobre corrupção. Acadêmicos dos diversos cursos da Instituição, Promotores, Juízes, Advogados e comunidade em geral assistiram as colocações de Protógenes Queiroz acerca do assunto. A palestra foi uma promoção dos acadêmicos do 6º. período de Direito sob a orientação do Coordenador do curso Bernardo Augusto Rodrigues.

Durante a palestra, Protógenes Queiroz, falou sobre corrupção, tráfico, violência, a situação dos presídios brasileiros e a aplicação das leis. Segundo o delegado, a segurança pública no Brasil não é democrática e o Estado faz o papel de opressor, não garantindo a universalidade do direito à segurança. Ele falou sobre a corrupção desde a época do Brasil Colônia, estabelecendo um comparativo entre a situação social daquela época e a situação social atual.

Ele defendeu que a discussão política era necessária e afirmou acreditar numa mudança possível. “Esse debate mostra o sentimento e as exigências da sociedade civil. Se o Estado atender essas exigências, tudo pode mudar”, disse. “O principal problema nos órgãos de segurança é a corrupção e o não cumprimento do papel do estado nas comunidades carentes.”

Como forma de inibir o crime de corrupção, o Delegado sugeriu a implantação de portais de transparência nas administrações públicas e a fiscalização do destino do dinheiro público. Segundo Protógenes que comandou a Operação Satiagraha, que indiciou o banqueiro Daniel Dantas, o tema corrupção ganhou destaque nos últimos meses devido ao trabalho de investigação que ele e sua equipe realizaram na Polícia Federal.

Protógenes Queiroz atribui a corrupção a três fatores: a deformidade de caráter, a fragilidade das instituições e a omissão de quem realmente não cumpre com o dever de fiscalizar.

 

 

Fotos do evento:

 Auditório da Faculdade

 

Da esquerda para a direita: Bernardo Augusto Rodrigues - Cordenador do Curso de Direito; Protógenes Queiroz; Eduardo Peixoto - Diretor da Faculdade Pitágoras e Cleidiana Zan, organizadora da Palestra e aluna do Curso de Direito

Alunos do 6º período do curso de Direito da Faculdade Pitágoras

 

 

 

 

Protógenes lidera marha da consciência negra em São Paulo

Por: Grupo de Líderes pela Igualdade

 

A População Negra de São Paulo comemorou o dia 20/Novembro “DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA”, 314 anos da morte do Líder Negro ZUMBI DOS PALMARES.

 

As comemorações tiveram início às 10h, com uma Audiência Pública “As 500 empresas e a inclusão étnica racial” promovida pelo EDUCAFRO (Rua Riachuelo, 342). O evento contou com a participação do Secretário de Justiça e Defesa da Cidadania do Estado de São Paulo Dr. Luiz Antonio G. Marrey e representantes do Ministério do Trabalho, Promotoria Pública Federal/Regional, IBGE, Sindicato dos Comerciários-UGT, Febraban, Instituto Ethos, alunos dos Cursos populares Educafro, Autoridades, Associações, Ong’s e Movimentos.

Com o auditório completamente lotado, por volta das 12h30m, encerraram-se os trabalhos para o início da 6ª Marcha, no vale do Anhangabaú, onde aconteceu um ato político em um palco montado, com a presença de vários parlamentares, representantes de associações e movimentos. Houve várias apresentações de grupos musicais, dança afro e capoeira.

 

Sob forte chuva a Marcha percorreu as avenidas: São João, Ipiranga, São Luiz e Xavier de Toledo, terminando em frente ao Teatro Municipal, com cinco carros de som e discursos alternados de líderes de movimentos.

Homens da Polícia Militar, CET, Samu e Bombeiros acompanharam todo o percurso e não registraram nenhum incidente, elogiando os organizadores do evento bem como a participação ordeira e pacífica da população de Negros, Negras, Mestiços e Brancos de São Paulo presentes ao evento.

O que chamava a atenção de populares e componentes da marcha, foram as palavras de ordem do Dr. Protógenes Queiroz, recém filiado ao PCdoB, que demonstrou comprometimento com as desigualdades e injustiças sociais no Brasil.

Presidente da Unegro-SP Julião e Protógenes

 

RENAI - REDE NACIONAL DE INFORMAÇÃO DE LÍDERES ORGANIZAÇÕES E MOVIMENTOS de reconstrução do Brasil: Justo, Igualitário com Distribuição das Riquezas e do Saber.

 

Supra partidário – Compromisso com a Verdade – No Exercício da Cidadania

Veja as fotos do evento e ouça a História da Liberdade – Martinho da Vila, participe de nossa rede social: eventos, blogs, fóruns, músicas, vídeo e bate papo, acesse: www.renai-org.ning.com

 
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Protógenes no teatro em São Paulo

 

Arquivado em ( Artigos) por vitor em 19-11-2009 10:02

 

Fernando Moraes e delegado.. 

foto fernando moraes

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…Protógenes:encontro em SP

protogenes

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Maria Olívia   

Na próxima segunda-feira,  23, o dramaturgo e novelista Lauro Cesar Muniz pilota encontro entre o Delegado da Polícia Federal, Protógenes Queiroz e artistas brasileiros. O evento será no Teatro Parlapatões, espaço que se firmou na vida noturna de São Paulo, na Praça Roosevelt, às 20h30min.

 Na pauta da noite, Teatro e poder é o tema da palestra de Queiroz, responsável pela Operação Satiagraha - que levou para a cadeia, entre outros, o banqueiro Daniel Dantas, e uma sessão de autógrafos do escritor e jornalista Fernando Moraes, autor de Olga, Chatô, o Rei do Brasil, Corações Sujos, Na Toca dos Leões, O Mago, entre outras biografias e reportagens que venderam mais de dois milhões de exemplares no país.

 Aos 61 anos, Fernando Moraes tem consolidada sua carreira de jornalista e escritor. Trabalhou em grandes jornais e revistas, recebeu três vezes o Prêmios Esso e quatro vezes o Prêmio Abril. Na política, foi deputado estadual em São Paulo por dois mandatos, além de Secretário Estadual de Cultura (1988-1991) e de Educação (1991-1993).

 Aproveito o espaço para informar (e solicitar a adesão) aos blogueiros do Bahia em Pauta que está rolando um abaixo-assinado na rede – www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/5223 – subscrito por entidades de classe, personalidades e cidadãos brasileiros, endereçado ao Senhor Ministro da Justiça, Tarso Genro, solicitando adoção de providências legais e legítimas para por fim a perseguição implacável ao servidor público Protógenes Queiroz, que, desde abril de 2008 até hoje, vem sendo punido e constrangido publicamente, teve seu salário reduzido e é vitima de uma perseguição política sem precedentes na história recente deste país, que vem acarretando graves consequências à saúde de seus filhos e no seu círculo familiar.

Nos últimos 18 meses, o delegado já recebeu mais de 10 intimações – nunca na privacidade de seu domicílio e sempre em público, ação destinada a criar-lhe constrangimento moral, que afronta o Estado Democrático de Direito, enxovalha a imagem da Polícia Federal – que, até pouco tempo, desfrutava de excelente conceito junto à sociedade, e consterna a opinião pública.

    

Maria Olivia é jornalista

 
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Conferência Estadual de Comunicação aprova moção de apoio ao Delegado Protógenes

 

 

Por Claudio Villaça
AJOSP

 

Conferência em MG

 

 

Foto: Willian Dias - Assembléia Legislativa de MG

 

A plenária final da 1ª Conferência Estadual de Comunicação, que discute um novo marco regulatório nas comunicações no país sediada na Assembléia Legislativa de Minas Gerais no último domingo (15) aprovou por unanimidade pelos três segmentos sociais (Governo, Sociedade Civil e Sociedade Civil empresarial) a aprovação de 16 moções de repúdio e apoio. Entre elas, a de apoio total ao delegado Protógenes Queiroz e repúdio à sua suspensão por 60 dias, determinada pelo atual diretor geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa e também ao seu julgamento presunçoso e antecipado, feito por setores da mídia, como a revista Veja.

 

Foto: Willian Dias - Assembléia Legislativa de MG

 

 

A proposta foi apresentada pela Associação dos Jornalistas do Serviço Público (AJOSP), uma das entidades que compôs a delegação no evento em Minas Gerais. A moção será também apresentada na Conferência Nacional de Comunicação em Brasília nos próximos dias 14, 15 e 16 de dezembro,  que contará com a presença do presidente Lula. Minas Gerais é a segunda delegação nacional em número de participantes contando com 144 delegados.

 

Foto: Willian Dias - Assembléia Legislativa de MG

 

 

Entidades discutem moção ao Dr. Protógenes

 

Osmar, Deputado Estadual Carlin Moura (PCdoB-MG),Claudio Villaça (Jornalista), Dr. Michel Curi (Juiz de Direito e Secretário da Associação dos Magistrados de MG), Lidiane Ponciano (Diretora do Sindicato dos Jornalistas de MG)

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UNEGRO apoia Protógenes em sua incansável luta

 

São Paulo, 09 de novembro de 2009

  

UNEGRO - UNIÃO DE NEGROS PELA IGUALDADE

 

CONTRA A IMPUNIDADE DOS CRIMES DE COLARINHO BRANCO, EM DEFESA DO DELEGADO PROTÓGENES QUEIROZ

Foto:  Dep. Estadual SP Pedro Bigardi, Pres. da CTB Wagner,  Pres. da UNEGRO SP Julião e Protógenes.

A Corregedoria da Polícia Federal encaminhou pedido de suspensão por 60 dias do delegado Protógenes Queiróz, responsável pela Operação Satiagraha, que prendeu o banqueiro Daniel Dantas, o megainvestidor Naji Nahas, o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta e outras pessoas acusadas de compor a quadrilha especializada em fraudes e crimes financeiros. Ao mesmo tempo em que solicita o afastamento de Protógenes, a cúpula da Polícia Federal articula arbitrariamente sua demissão. Enquanto isso os verdadeiros réus estão soltos com a proteção da mais alta autoridade judiciária do país. Esta ação da Cúpula da Polícia Federal ocorre pela pressão das elites brasileiras, acostumadas com a impunidade dos seus atos, e contam com forte apoio dos meios de comunicação de massa que fazem uma ampla campanha contra o delegado Protógenes Queiroz e o juiz Fausto De Sanctis.

 

A União de Negros Pela Igualdade - UNEGRO manifesta apoio e solidariedade ao delegado Protógenes Queiróz, repudia a inversão de objeto da cúpula da Polícia Federal que desde a eclosão da Operação Santiagraha tem investido na criminalização de quem cumpriu corretamente suas funções. Atesta que o arbítrio, a corrupção e a impunidade são armas poderosas de desestabilização da democracia e de manutenção das desigualdades sócio-econômica que assola o país. Considera essa iniciativa impregnada do mesmo princípio daqueles que criminalizam os movimentos sociais, ou seja, tratar com tirania e violência todos os atores que se voltam contra os privilégios da elite dominante.

 

Conclamamos todo movimento negro e popular a manifestarem-se:

“ Pelo arquivamento dos processos disciplinares promovidos pela Polícia Federal contra o delegado Protógenes Queiróz;

 

“ Pelo julgamento e punição dos culpados dos crimes investigados pela Operação Satiagraha;

 

“ Pelo fim de qualquer forma de criminalização dos movimentos sociais e das forças progressistas.

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A notícia da demissão foi surpresa no 12 Congresso do PC do B

Ao povo brasileiro e aos internautas: Protógenes durante o 12 Congresso Nacional do PC do B expressa sua indignação contra a perseguição implacável da cúpula da PF com a possível intençâo de provocar uma injusta demissão.

Protógenes denuncia manobras para demiti-lo da PF

Prefeito desmente PF e defende Protógenes

Prefeito desmente PF e defende Protógenes
8/novembro/2009 12:00

Por que o senhor não prende mais colarinho branco, daqueles graúdos, Dr Corrêa ?

O Conversa Afiada reproduz comentário do amigo navegante Paulo Tadeu, que desmonta o motivo pelo qual a Polícia Federal, que não prende ninguém de colarinho branco (*), vai demitir o ínclito delegado Protogenes Queiroz.

Paulo Henrique e todos que compartilham este blog:

Meu nome é Paulo Tadeu, fui prefeito e candidato pelo PT em Poços de Caldas em 2008. Quando estive na prefeitura, lutei muito para que Poços pudesse ter uma delegacia da Polícia Federal, visto tratar-se da maior cidade do sul de Minas e estar localizada na divisa com o Estado de São Paulo. Não consegui e o prefeito que me sucedeu não deu continuidade aos entendimentos por razões que prefiro não especular.

Por ter lutado pela Delegacia da PF aqui e só por esta razão, gravamos uma declaração de apoio do Delegado Protógenes, para a TV e rádio, à minha candidatura. Não houve comício, não houve passeata, não houve concentração pública. Foi apenas uma gravação.

Disse tudo isso à comissão processante da Polícia Federal. Disseram-me que o Delegado estava sendo processado por uma Lei de 1966, que faz restrições a ação política do servidor público. O que fizeram com o Delegado é uma ignomínia. Processá-lo com base em lei da Ditadura e por algo que não existiu é inacreditável.

Estou envergonhado com a postura pusilânime do Ministro Tarso Genro, meu companheiro de partido, com quem convivi quando era do Diretório Nacional do PT. Este episódio, se não corrigido, ficará como mancha de perseguição política a constrangendo todos que acreditaram e, como eu, acreditam no governo Lula.

Minha solidariedade incondicional ao delegado Protógenes, vou lutar para que seja reparado esta “chicana” e a farsa de seu processo.
“A Luta continua, Protógenes!”

(*) O Conversa Afiada reproduz documento da Associação dos Delegados da Polícia Federal, reunidos num Congresso em Fortaleza.
Só falta dizer que a Polícia Federal do DG Luiz Fernando Corrêa parou de prender colarinho branco.
Esse é o Correa que é acusado de torturar empregada doméstica, não acha o áudio do grampo e não indicia os empreiteiros do vazamento da Andréa Michael.
Leia o documento dos delegados:

Os Delegados de Polícia Federal com o objetivo de promover o fortalecimento do Estado Democrático de Direito e a defesa da dignidade da pessoa humana, após o IV Congresso Nacional da categoria, cujo tema central foi Polícia Federal e os instrumentos de combate à impunidade, manifestam as seguintes conclusões:
1.    É preciso mudar a cultura jurídica de tolerância com o crime do colarinho branco, que gera um abismo social entre os criminosos que são alcançados pela Justiça e os que não são.
2.    Não se pode aceitar a violência social provocada pela corrupção e pela ação de poderosos grupos políticos e econômicos, que se constituem em organizações criminosas altamente lesivas ao interesse público, como algo menos reprovável do que a violência física cometida nos grandes centros urbanos deste país por facções do crime organizado e delinquentes comuns.
3.    O sistema de persecução penal requer uma reforma legislativa que prestigie o poder de requisição de dados e informações da Autoridade policial e a celeridade da investigação criminal e do processo penal com uma redução significativa de procedimentos e recursos processuais meramente protelatórios e com regras mais rígidas contra a prescrição penal.
4.    A realização de investigações de forma isolada e fora do inquérito policial não acrescenta qualquer melhoria ao atual sistema de persecução criminal e causa insegurança jurídica. Pelo contrário, gera indesejável conflito entre instituições que deveriam trabalhar irmanadas. Além disso, não se pode escolher o que investigar, pois não se trata de uma decisão pessoal ou institucional, devendo-se promover a aprovação constitucional da criação do Conselho Nacional de Polícia como o instrumento para a regulação do controle externo da atividade policial.
5.    É preciso fortalecer o sistema penitenciário nacional e o seu emprego como mecanismo de combate ao crime organizado, bem como o papel da Polícia Judiciária e dos demais operadores na primeira e na segunda instâncias. Como, por exemplo, diminuindo as hipóteses de foro privilegiado.
6.    Não se deve interpretar o legítimo princípio da presunção da inocência de modo exagerado, tomando-o como justificativa para casos de impunidade e injustiça social.
7.    A construção de uma Polícia Republicana, que atua a serviço do Estado e não de governos, só será possível com o mandato para o cargo de Diretor-Geral escolhido entre os Delegados de Polícia Federal, o respeito aos princípios basilares da hierarquia e disciplina e mediante autonomia institucional, gerencial, administrativa, orçamentária e financeira da Polícia Federal.
8.    A preservação de uma investigação criminal justa, independente e isenta, pressupõe necessariamente a aprovação de uma lei orgânica com um regime de prerrogativas legais garantidoras da autonomia funcional das Autoridades de Polícia Judiciária e o seu resgate constitucional como carreira jurídica.
9.    A reestruturação das carreiras da Polícia Federal com uma solução imediata para os policiais federais da terceira classe e a adoção de um plano de cargos e salários que estimule o ingresso nas carreiras policial e administrativa, bem como a permanência no cargo de seus dirigentes, criando a ambiência interna necessária ao exercício das funções de Polícia Judiciária da União.
10.    Uma investigação criminal moderna implica no emprego contínuo de novas técnicas e tecnologias, na coleta de provas, bem como considerável investimento público na tramitação eletrônica, rápida, segura e compartilhada do inquérito e dos procedimentos de inteligência policial.             ?
11.    Por fim, disseminar a seletividade conforme o grau de lesividade dos ilícitos penais e a responsabilidade compartilhada entre as autoridades e instituições oficiais encarregadas de investigar e combater os ilícitos administrativos com repercussão na seara criminal, no Brasil e no exterior.
Fortaleza-CE, 6 de novembro de 2009.
ADPF - ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS DELEGADOS DE POLÍCIA FEDERAL

Protógenes: “Vou ser demitido da PF. E o bandido está solto.”

Claudio Leal

 

O delegado Protógenes Queiroz (PCdoB) afirma que recebeu, por telefone, a informação de que será exonerado da Polícia Federal na próxima segunda-feira. O responsável pela Operação Satiagraha, que prendeu o banqueiro Daniel Dantas, em julho de 2008, foi avisado por um colega da PF. Sua esposa também foi alertada.

Desde a eclosão da Satiagraha, o delegado foi alvejado por processos disciplinares, também por participação em atos políticos. Em rápida entrevista a Terra Magazine, Protógenes reage:

- É um ato de tirania da cúpula da Polícia Federal contra a democracia. O verdadeiro bandido, o banqueiro bandido (Daniel Dantas), está solto, com a proteção de alguns agentes público, que deram decisões favoráveis a ele. Enquanto isso, o agente público que o investigou e prendeu está fora dos quadros dos serviços públicos. Este é o Brasil de hoje. Até o presidente Lula já admitiu que o Estado brasileiro falhou no combate às drogas e à corrupção - diz o delegado.

Indignado, Protógenes reforça: “É um processo injusto. Vou tentar recompor meu prejuízo. Além do constrangimento, é assédio moral. Vou recorrer pelas vias judiciais.” Sobre a notícia de que o Ministério da Justiça vai suspendê-lo por 60 dias, ele diz que há um processo de suspensão e outro de demissão. “Já estou afastado e ainda vou ser punido com suspensão?”.

Terra Magazine

 

Em Curitiba, Requião recebe o Delegado Protógenes

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