Archive for dezembro, 2009

A respeitável opinião de um oráculo do jornalismo do bem

Paulo Henrique Amorim: Satiagraha enterrou Justiça na UTI. Viva a Justiça que protege a elite !

30/dezembro/2009 14:18

É por causa de procuradores como Ascari que Ele adoraria fechar o MP 

 

 

 

Clique aqui para ler “Dantas cerca De Sanctis para escolher Juiz”

Clique aqui para ir ao Blog do Nassif e ver como essa blindagem se amplia

E “Juiz que beneficia Dantas beneficia quem viola menor prostituta”

A Justiça na UTI
•    Postado por Janice Agostinho Barreto Ascari em 24 dezembro 2009 às 10:06
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OPINIÃO
Folha de S. Paulo, 24.12.2009, Caderno Brasil, A-6

A Justiça na UTI
JANICE ASCARI
ESPECIAL PARA A FOLHA

APÓS SUCESSIVAS intervenções jurídicas incomuns encontra-se agonizando, em estado grave, um dos mais escabrosos casos de corrupção e crimes de colarinho branco de que se teve notícia no Brasil.

A Operação Satiagraha surpreendeu o país. Nem tanto pelos crimes (corrupção, lavagem de dinheiro e outros), velhos conhecidos de todos, mas sim pelas manifestações de autoridades e de instituições públicas e privadas em defesa dos investigados.

Nunca se viu tamanho massacre contra os responsáveis pela investigação e julgamento do caso. Em vez do apoio à rigorosa apuração e punição, buscou-se desacreditar e desqualificar a investigação criminal colocando em xeque, com ataques vis e informações orquestradas e falaciosas, o sério trabalho conjunto do

Ministério Público Federal e da Polícia Federal, bem como a atuação da Justiça Federal.

O poder tornou vilões os que sempre se pautaram por critérios puramente jurídicos e recolocaram a questão no campo técnico, no cumprimento do dever funcional. Pouco se fala dos crimes e dos verdadeiros réus.

Em julho de 2008, decretou-se a prisão dos investigados pela possibilidade real de orquestração e destruição de provas.

A prisão preventiva do cabeça da organização foi criteriosamente determinada em sólida decisão, embasada em documentos e em fatos confirmados nos autos, como a grande soma de dinheiro apreendida com os investigados, provando ser hábito do grupo o pagamento de propinas a autoridades.

Apesar de tantas evidências, o presidente do STF revogou a prisão por duas vezes em menos de 48 horas. Os fatos criminosos, gravíssimos, foram ignorados. Pateticamente, o plenário do STF referendou o “HC canguru” (aquele habeas corpus que pula instâncias) e voltou-se contra o juiz, mas sem a anuência dos ministros Joaquim Barbosa e Marco Aurélio -este, aliás, o único que leu e analisou minuciosamente as decisões de primeiro grau.

Iniciou-se um discurso lendário, inconsequente e retórico para incutir, por repetição, a ideia da existência de um terrível “Estado policialesco” e da “grampolândia” brasileira, uma falação histriônica a partir de um “grampo” que jamais existiu.

Alcançou-se o objetivo de afastar policiais experientes, de trabalho nacionalmente reconhecido e consagrado: o então diretor da Abin foi convidado a deixar o cargo; o delegado de Polícia Federal que presidiu o inquérito foi afastado das funções e corre risco de exoneração.

Outra vertente é aniquilar a atuação da Justiça de 1º grau, afastando o juiz. Cada decisão técnica, porque contrária aos réus, passou a ser tachada de arbitrária e parcial. Muitas foram as armadilhas postas para atacar pessoalmente o juiz e asfixiar a atividade da primeira instância, por meio de centenas de petições, habeas corpus, mandados de segurança e procedimentos disciplinares.

No apagar de 2009, duas decisões captaram a atenção da comunidade jurídica. A primeira, pelo ineditismo: na Reclamação 9324, ajuizada diretamente no STF, alegou-se dificuldade de acesso aos autos. O juiz informou ter deferido todos os pedidos de vista. Sobreveio a inusitada liminar: o ministro Eros Grau determinou que todas as provas originais fossem desentranhadas do processo (!) e encaminhadas ao seu gabinete. Doze caixas de provas viajaram de caminhão por horas a fio e agora repousam no STF.

A segunda foi a liminar dada pelo ministro Arnaldo Esteves Lima (STJ, HC 146796), na véspera do recesso. Por meio de uma decisão pouco clara e de apenas 30 linhas, apesar da robusta manifestação contrária da Procuradoria-Geral da República, todas as ações e investigações da Satiagraha foram suspensas e poderão ser anuladas, incluindo o processo no qual já houve condenação por corrupção.

A alegação foi de suspeição do juiz, rechaçada há mais de um ano pelo TRF-3ª Região. Curiosamente, o réu não recorreu naquela ocasião. Preferiu esperar dez meses para impetrar HC no STJ, repetindo a mesma tese. As duas decisões são secretas.

Não foram publicadas e não constam dos sites do STF e do STJ. Juntas, fulminam uma megaoperação que envolveu anos de trabalho sério. Reforçam a sensação de impunidade para os poderosos, que jamais prestam contas à sociedade pelos crimes cometidos.

Espera-se que os colegiados de ambas as cortes revoguem as decisões e permitam o prosseguimento dos processos. A sociedade precisa de segurança e de voltar a ter confiança na Justiça imparcial, aquela que deve aplicar a lei a todos, indistintamente.

JANICE AGOSTINHO BARRETO ASCARI é procuradora regional da República e ex-conselheira do Conselho Nacional do Ministério Público.

Ps: Leiam www.paulohenriqueamorim.com.br

A opinião de um dos símbolos do jornalismo brasileiro

Azenha: Lições para liquidar a reputação de um juiz e homem de bem no Brasil

 

 

 

De Sanctis: um juiz de bem
juiiz
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Deu no Blog do Azenha (Vi o Mundo)

Lições de processo penal, conforme ensinamentos dos sábios advogados do banqueiro. Leitura obrigatória para qualquer estudante de direito:

1) Quando a coisa apertar no Juiz de primeira instância, promova uma campanha de difamação contra ele na imprensa, pague lobistas, jornalistas e assessores de imprensa para dizerem que o Juiz é isso ou aquilo, lance suspeição sobre casos passados, assassine reputações, utilize sites de assessoria jurídica para reforçar as teses e depois vá a qualquer tribunal superior e alegue suspeição do magistrado. A suspensão do processo é líquida e certa.

2) Se o Juiz de primeira instância estiver julgando rápido, estiver convicto dos crimes, entupa o escaninho dele de petições. 100, 200, 300, 600, não importa, desde que sejam muitas. Alguma delas o Juiz não vai conseguir responder adequadamente, alguma delas será esquecida na mesa de um assistente qualquer, e basta isso para que se diga que o Juiz não respeitou o direito de defesa. Depois, vá aos tribunais superiores e pronto. Direito de defesa assegurado, juiz sob suspeição, caso encerrado.

3) Quando quiser alegar cerceamento de direito de defesa, é fácil: plante em um ou dois veículos de imprensa amigos a história de que entre as provas está uma agenda telefônica de alguém com dados comprometedores sobre qualquer coisa. Depois, diga ao Juiz de primeira instância que você não está achando essa informação, mas que o dado “saiu na imprensa” e que constaria entre as provas. Peça para o Juiz mandar escanear todas as dezenas de milhares de páginas do processo, copiar não sei quantas vezes todos os CDs e DVDs, passar para um pendrive todos os arquivos eletrônicos, e se possível peça isso para o dia seguinte. O Juiz certamente vai dizer que isso é desnecessário ou protelatório. Vá então ao STF e peça para que um ministro qualquer mande colocar tudo em um caminhão e mandar para Brasília. É garantia de sucesso.

4) Quando a coisa estiver feia mesmo, lembre-se que acima do Supremo há ainda o Conselho Nacional de Justiça, que é um Supremo de um homem só. Ali pode-se resolver qualquer parada, desde uso de algema até suspeição de juiz.

5) Na semana que começarem a ouvir testemunhas e suspeitos dos crimes praticados, sobretudo se o crime for lavagem de dinheiro e evasão de divisas para fundos Anexo IV, é fundamental soltar na imprensa camarada umas notinhas do tipo “as provas foram mal interpretadas” ou “misturaram fundos brasileiros com estrangeiros” ou ainda “nossos advogados, fulano e ciclano, garantem que todos os cotistas estarão protegidos pois atestarão que nunca fizeram nenhum depósito no fundo de Cayman”. Enquanto o ser humano não desenvolve a habilidade da telepatia, essa é a melhor forma de combinar depoimento.

6) Aproveite, sempre, a época do recesso do Judiciário para entrar com pedidos de habeas corpus ou liminares. O recesso acontece duas vezes ao ano, em um total de quatro meses por ano, então a chance de conseguir aproveitar uma data festiva dessas é de 25%. É nessa época que as decisões são tomadas por um homem só, que fica mais fácil falar com o juiz, desembargador ou ministro, e conseguir uma canetada com pelo menos dois meses de validade.

7) Não se preocupe se a lógica disser que todas essas medidas são absurdas. Você está no Brasil. Aqui, há independência entre os poderes, desde que a independência seja o Judiciário dar palpite em tudo, o Legislativo é dependente do bolso de alguém e o executivo tem ministros bananas que ou dão guarida às teses dos bandidos plantadas pela imprensa amiga, sobretudo no caso envolvendo maletas de espionagem, ou são bananas a ponto de abaixarem a cabeça para o auto-proclamado “chefe” do Judiciário. E o presidente? Ah, se você der sorte, o presidente terá 75% de aprovação e estará sem nenhuma vontade de colocar a mão nesse vespeiro.

http://www.viomundo.com.br/

Banqueiro do Opportunity recebe Noel que pediu à justiça

Terra Magazine

 

 

Daniel Dantas: presente de Natal
Ddantas
Deu no Terra Magazine

Walter Maierovich

O Superior Tribunal de Justiça, –por decisão cautelar do ministro Arnaldo Esteves Lima, da 5ª Câmara, (1) suspendeu as apurações policiais relativas à Operação Satiagraha, (2) afastou o juiz Fausto de Sanctis e (3) paralisou todos os atos investigatórios e processuais em curso.

No jargão popular, “colocou-se tudo no congelador”. Tudo paralisado, no interesse do potente banqueiro Daniel Dantas, já condenado à pena de 10 anos de reclusão e mais R$12 milhões de multa patrimonial por consumada corrupção.

Por coincidência, a decisão judicial faz recordar uma certa interceptação telefônica referente à “quadrilha” do banqueiro Dantas, que, num restaurante da capital de São Paulo e com tudo filmado e gravado, quis corromper a polícia federal.

Da referida interceptação constou que Daniel Dantas apenas temia os juízes de primeiro grau, instância inicial. Nos tribunais superiores, acertava tudo.

O ministro Arnaldo Esteves Lima errou e minou, com a sua decisão, a segurança social, pública. Suspender toda a atividade policial diante de um oceano de indicativos de crimes graves, representa, no mínimo, um ato temerário, data vênia. Uma inversão tumultuária, contra o prevalente interesse público e à luz de veementes indícios de gravíssimos crimes.

Em outras palavras, com habeas corpus canhestro conferido a Daniel Dantas pelo ministro Gilmar Mendes, e confirmado por voto do relator Eros Grau, ambos do Supremo Tribunal Federal (STF), só faltava parar com a investigação e o processo. E Daniel Dantas, com a liminar do ministro Arnanldo Esteves Lima, conquistou, embora provisoriamente, um “bill” (declaração) de indenidade.

Afastar um juiz cautelarmente por suspeição, tudo bem. Mas, não colocar outro no lugar, em substituição e para tocar atos urgentes, só favorece o infrator, ou melhor, a criminalidade operada pelos potentes.

Mais uma vez, Daniel Dantas obtém sucesso na Justiça.

Pano Rápido: Um pequeno aviso. Não estamos mais no tempo do obscurantismo. Portanto, decisão judicial pode ser comentada e criticada. Num Estado democrático, a decisão judicial tem de ser cumprida, mas não está imune à crítica.

–Wálter Fanganiello Maierovitch–

http://maierovitch.blog.terra.com.br/

Tarso ataca decisão do STJ a favor de Daniel Dantas

 

Vannildo Mendes

 

A decisão do ministro Arnaldo Esteves Lima, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), de suspender os atos da Operação Satiagraha recebeu duras críticas ontem do ministro da Justiça, Tarso Genro. Para ele, a medida, embora legítima, cria sensação de impunidade na população. “Num processo dessa importância, isso tem grave reflexo no senso comum”, observou o ministro. “Confirma aquela conclusão clássica: os poderosos no Brasil dificilmente vão para a cadeia.”

Tarso considerou a decisão temerária e a atribuiu às falhas do sistema processual penal do País, que a seu ver permite “recursos dilatórios infindáveis”. “Não se pode transformar o STJ em terceiro grau de jurisdição e o STF em quarto grau”, censurou. “Há um emaranhado no processo penal que hoje torna as ações importantes intermináveis.” O problema, enfatizou, “é que uma decisão desse tipo cria no senso comum a visão de que os ricos são inatingíveis pela Justiça”.

Ele ressalvou que sua crítica não leva nenhum demérito a quem proferiu a sentença. “Os ministros são conscientes e decidem de acordo com a lei, mas obviamente algo tem de mudar na estrutura processual penal brasileira, para que essas coisas não se repitam de maneira tão frequente”, pregou. Baixada pelo ministro Arnaldo Esteves Lima, da 5ª turma do STJ, a sentença suspende toda a Operação Satiagraha e as sanções já determinadas contra Daniel Dantas e suas empresas.

Alcança tanto a primeira fase, comandada pelo delegado Protógenes Queiroz, afastado do caso por abuso de poder, como a segunda, que refez todo o trabalho anterior sob a chefia do delegado Ricardo Saad. O ministro relativizou a medida. Argumentou que ela atinge apenas a conduta do juiz Fausto De Sanctis, titular da ação, acusado de agir com parcialidade, mas não o inquérito nem toda a investigação conduzida pela Polícia Federal e pelo Ministério Público. “A segunda etapa da Satiagraha foi rigorosa e bem feita, deu sustentação a uma denúncia muito bem fundamentada e não teve os eventuais equívocos cometidos no primeiro inquérito.”

Tarso discorda da tendência, que identifica no STJ, de invalidar a atuação de De Sanctis integralmente. “Eu o tenho como um juiz sério, muito trabalhador e dedicado”, elogiou. Além disso, segundo o ministro, não se pode perder de vista um fato anterior à decisão do STJ. “O réu principal foi condenado em outro processo e não está cumprindo pena”, criticou. Ele se referia à sentença em que Dantas foi condenado a dez anos de prisão por corrupção ativa pela 3ª Vara Criminal Federal de São Paulo.

Para ele, o fato de Dantas permanecer solto também decorre de falhas do sistema processual, “que gera infindáveis rituais de demora” e a seu ver muitas vezes acaba em prescrição da pena.

FÉRIAS

O gabinete do ministro Arnaldo Esteves Lima informou que ele está em férias e não poderia fazer nenhum comentário a respeito da fala de Tarso Genro.

STJ suspende condenação de Dantas na Operação Satiagraha

 

 

Habeas corpus concedido pelo ministro Esteves Lima a pedido da defesa do banqueiro vale ao menos até fevereiro

 

Fausto Macedo

Filipe Araújo/AE - 14/08/

Daniel Dantas, sócio-fundador do banco Opportunity, foi condenado a 10 anos de prisão

Três dias depois de ser afastado do caso MSI-Corinthians - inquérito sobre suposto esquema de evasão de divisas -, o juiz federal Fausto Martin De Sanctis conheceu novo revés. Por decisão do ministro Arnaldo Esteves Lima, da 5ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), está suspensa toda a Operação Satiagraha - investigação contra o banqueiro Daniel Dantas, do Grupo Opportunity.

A medida tem alcance ilimitado. Bloqueia qualquer ato relativo à Satiagraha, inclusive a ação penal que culminou na condenação de Dantas a 10 anos de prisão por crime de corrupção ativa - sentença imposta por De Sanctis, em novembro de 2008, que era alvo de apelação da defesa perante o Tribunal Regional Federal da 3ª Região.

 

 Veja também:

especialCronologia da Operação Satiagraha

lista As prisões de Daniel Dantas

documento Os alvos da Operação Satiagraha

 

Está suspenso também o processo principal da Satiagraha - em que Dantas foi denunciado pela Procuradoria da República por crimes financeiros, evasão e lavagem de dinheiro. A acusação teve base no inquérito da Polícia Federal, inicialmente dirigido pelo delegado Protógenes Queiroz, depois restaurado pelo delegado Ricardo Saadi.

A liminar de Esteves Lima, relator do habeas corpus impetrado no dia 9 pelos advogados de Dantas, tem impacto até sobre outros três inquéritos que a PF abriu a partir de decreto de De Sanctis.

Até julgamento de mérito, a Satiagraha está congelada e De Sanctis não poderá baixar nenhum ato, nem mesmo medida cautelar - buscas, interceptação telefônica ou quebra de sigilo. Fica sobrestada ainda a cooperação internacional - os EUA estavam ajudando a rastrear supostas contas do banqueiro no exterior.

A determinação do ministro relator foi lançada no sistema eletrônico do STJ às 20h52 da sexta-feira. Por telegrama, ele comunicou sua decisão aos 35 minutos do sábado à desembargadora Marli Marques Ferreira, presidente do Tribunal Regional Federal. A mensagem é taxativa. “Proferi decisão deferindo a liminar para determinar o sobrestamento da apelação criminal, da ação penal e de outros procedimentos sujeitos ao provimento jurisdicional do referido magistrado até o julgamento de mérito deste habeas corpus.”

Por meio do habeas corpus, a defesa de Dantas alega que o juiz, titular da 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo, é suspeito para conduzir a Satiagraha. O embate entre os advogados de Dantas e o magistrado se arrasta desde julho de 2008, quando o banqueiro foi preso por duas vezes consecutivas - nas duas oportunidades, o ministro Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou soltá-lo.

O julgamento do mérito do habeas corpus poderá ser colocado em pauta a partir de fevereiro. Mas é provável que o caso fique mesmo com o STF, que dá a palavra final em matérias constitucionais.

O advogado Tiago Cedraz Leite Oliveira, que integra a defesa de Dantas, recebeu com cautela a liminar. “O que se tem é a suspensão das ações penais em curso. É apenas o primeiro passo para que seja apreciada a arguição de suspeição do juiz .”

 

Três dias depois de ser afastado do caso MSI-Corinthians - inquérito sobre suposto esquema de evasão de divisas -, o juiz federal Fausto Martin De Sanctis conheceu novo revés. Por decisão do ministro Arnaldo Esteves Lima, da 5ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), está suspensa toda a Operação Satiagraha - investigação contra o banqueiro Daniel Dantas, do Grupo Opportunity.

Marcha pela Paz reúne centenas de pessoas no Anhangabaú

 

A ação de combate à violência está percorrendo 90 países e 100 cidades no mundo

 
Da Agência Brasil

 

 

Marcha já passou por 200 cidades e percorreu 130 mil quilômetros. O Delegado Protógenes participou junto com os organizadores internacionais.


Sob sol e forte calor centenas de pessoas estiveram neste domino (20) à tarde, no Vale do Anhangabaú, centro da cidade de São Paulo, para acompanhar o show que faz parte da Marcha Mundial pela Paz, uma ação de combate à violência, que está percorrendo 90 países e 100 cidades dos cinco continentes.
Antes da apresentação com artistas brasileiros, como Wilson Simoninha, Luciana Mello, Vange Milliet e Souzana Salles, um pequeno grupo saiu em caminhada da Praça da República até o Anhangabaú, por um trajeto de pouco mais de um quilômetro.
A caminhada foi antecedida pelo som de atabaques, inclusive um autêntico Djembe, instrumento africano produzido com um tronco de árvore esculpido em couro de carneiro, para dar o ritmo dos bailarinos do grupo de dança afro Ilú Obáde Min. Todos estavam vestidos com roupas na cor branca, simbolizando a luta pela paz .
- O que a gente quer é convergir todas as intenções das pessoas que desejam outra forma de vida para reflexões que venham a propor ações para o combate à violência em todos os segmentos da sociedade – disse Flávia Estevan, porta-voz da ONG (organização não governamental) Mundo Sem Guerras, que organizou a manifestação.
No sábado (19), a marcha estava no Rio de Janeiro. Na segunda-feira (21), a campanha pacifista irá para o sul do país, passando por Curitiba e Londrina, no Paraná, Florianópolis, em Santa Catarina e Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.
A Marcha Mundial pela Paz começou em 2 de outubro último, na Nova Zelândia, e vai terminar no próximo dia 2 de janeiro, no Parque Punta de Vacas, na Argentina. Os organizadores estimam que até o fim das manifestações, 1 milhão de pessoas tenham participado dos eventos.
SEGUE AQUI O LINK do ABAIXO ASSINADO DE APOIO AO PROTÓGENES:

http://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/5223

Tarso descarta agilizar inquérito contra Protógenes para delegado assumir cargo no governo

GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

 

O ministro Tarso Genro (Justiça) disse nesta terça-feira que a Polícia Federal não pretende agilizar o inquérito que investiga o delegado Protógenes Queiroz por suspeita de vazamento de informações na Operação Satiagraha para que ele possa assumir um cargo no Ministério do Esporte. Tarso disse que o inquérito terá a tramitação normal prevista pela corregedoria da PF.

“Não há a menor possibilidade de se fazer isso porque os inquéritos têm um ritmo imposto pela corregedoria”, disse o ministro.

Protógenes foi requisitado pelo ministro do Esporte, Orlando Silva, para assessorar a equipe do governo federal que será responsável pelas medidas de segurança para a Copa de 2014, no Brasil, e os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro.

Afastado de suas funções desde abril, Protógenes disse que aceitou o convite mas não soube confirmar quando assumirá o cargo, pois ainda precisa ser liberado pela PF. O delegado se filiou em setembro deste ano ao PC do B, mesmo partido de Orlando Silva, mas negou que o convite foi político, mas sim técnico.

Protógenes disse que integra a Comissão Permanente de Segurança em Estádios da Fifa. Ele também já coordenou duas operações na PF envolvendo futebol: a Máfia do Apito, que fraudou 11 jogos do Campeonato Brasileiro de 2005, e a Operação Perestroika, que devassou a parceria MSI/Corinthians por crimes de lavagem de dinheiro.

Por meio de sua assessoria, o Ministério do Esporte informou que Protógenes foi convidado porque é um servidor experiente e deve assumir um cargo assessor na futura Secretaria do Futebol, que ainda depende de aprovação do Congresso Nacional.

O salário será correspondente a de um DAS-4, R$ 6.843. Como já recebe como funcionário de carreira na PF e assumirá um cargo de confiança no ministério, Protógenes deverá receber o salário mais até 60% do DAS-4, desde que não exceda o total de R$ 9.800.

Como foi afastado de suas funções em abril, Protógenes disse que seu salário como delegado foi reduzido em cerca de 50%, perdendo as gratificações e vantagens que o cargo oferecia.

Protógenes ficou conhecido nacionalmente durante a Operação Satiagraha, que investiga supostos crimes financeiros atribuídos a Dantas. A operação prendeu no ano passado o banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity, o ex-prefeito Celso Pitta e o investidor Naji Nahas. Todos foram soltos depois.

Apesar da projeção nacional, Protógenes foi afastado da investigação e acabou virando alvo de um inquérito da PF que investiga desvios durante a Satiagraha. Entre os problemas da investigação estaria a utilização irregular de agentes da Abin (Agência Brasileira de Inteligência).

Em março, a PF indiciou o delegado pelos crimes de violação da lei de interceptação e quebra de sigilo funcional durante a Satiagraha.

Ministério do Esporte convida Protógenes para integrar Secretaria do Futebol

 

Delegado da PF diz que aceitou indicação e aguarda transferência.
Contudo, ele afirma que deve pedir afastamento para disputar eleição.

Nathalia Passarinho Do G1, em Brasília

Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil
O delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz na                 Câmara, em março passado (Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil)
O delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz na Câmara, em março passado (Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil)

 

O delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz, que comandou a Operação Satiagraha, foi convidado pelo Ministério do Esporte para integrar a futura Secretaria do Futebol, que aguarda aprovação no Congresso Nacional para ser criada. A informação foi confirmada nesta segunda-feira (14) pelo ministério e pelo delegado.

 

Protógenes se filiou recentemente ao PCdoB, mesmo partido do ministro do Esporte, Orlando Silva. O delegado ficou conhecido por liderar a operação que prendeu o banqueiro Daniel Dantas, o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta e o mega-investidor Naji Nahas. Ele responde a processos administrativos na Polícia Federal por supostos abusos cometidos durante a Satiagraha, como grampos feitos sem autorização judicial e vazamento de informações sigilosas.

 

Segundo o Ministério do Esporte, Protógenes foi escolhido para integrar a secretaria porque já teria experiência no assunto, já que é membro da comissão de segurança dos estádios da Fifa. Ainda de acordo com o ministério, o delegado vai cuidar da área de segurança nos estádios.

 

Ao G1, Protógenes Queiroz disse que aceitou o convite e aguarda decisão do Ministério da Justiça sobre o pedido de transferência dele da PF para o Ministério do Esporte. 

 

  •  O convite foi feito pelo ministro Orlando Silva, que já encaminhou ao Ministério da Justiça solicitação para a minha transferência. Parece que a PF resiste em me liberar, está tendo atos de retaliação. Estou disposto a assumir o cargo

“O convite foi feito pelo ministro Orlando Silva, que já encaminhou ao Ministério da Justiça solicitação para a minha transferência. Parece que a PF resiste em me liberar, está tendo atos de retaliação. Estou disposto a assumir o cargo”, disse.

 

De acordo com o ministério do Esporte, o cargo que será assumido pelo delegado é um DAS-4, que corresponde a um salário de R$ 6.843. Como trata-se de um cargo de confiança e Protógenes já recebe como delegado, ele tem a opção de receber 65% do salário mais o DAS-4, ou receber 65% dos R$ 6.843, além de seu salário integral.

 

Protógenes explicou que a secretaria é importante principalmente para preparar o Brasil para a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016. Ele ressaltou os recentes episódios de violência envolvendo a torcida do Coritiba, no Campeonato Brasileiro. Após jogo contra o Fluminenes no domingo (6), torcedores do Coritiba invadiram o campo e agrediram policiais e árbitros. A polícia prendeu 15 pessoas envolvidas nas agressões.


Teremos campeonatos importantes, como a Copa do Mundo e a Olimpíada e esses casos [de violência dos estádios] não podem se repetir, tendo em vista até esse último incidente envolvendo o Coritiba, que foi um dos mais violentos que já tivemos conhecimento. É importante o Brasil se prevenir desses incidentes para fazer um bom espetáculo na Copa

“Teremos campeonatos importantes, como a Copa do Mundo e a Olimpíada e esses casos [de violência nos estádios] não podem se repetir, tendo em vista até esse último incidente envolvendo o Coritiba, que foi um dos mais violentos que já tivemos conhecimento. É importante o Brasil se prevenir desses incidentes para fazer um bom espetáculo na Copa”, afirmou. 

 

Eleições

Protógenes disse, contudo, que deve se afastar da secretaria para concorrer às eleições de 2010. Ele afirmou que ainda não é candidato, mas que estuda concorrer ao Senado. Segundo o delegado, pesquisas de intenção de voto o apontam como favorito à casa legislativa por São Paulo.

 

“O cargo na secretaria não atrapalha a candidatura. Quando chegar a época das eleições pedirei afastamento temporário. Ainda não sou candidato, sou filiado ao PCdoB e o cargo será determinado por pesquisas. Algumas pesquisas me dão como favorito para o Senado. Uma bem recente, encomendada pelo PSB, me mostra como favorito”, disse Protógenes.

INDIGNAÇÃO, INDIFERENÇA, IMPUNIDADE e RESISTÊNCIA

 

Ao Povo brasileiro, aos internautas e eleitores

Os últimos vinte anos da nossa República foram marcados por escândalos e casos de corrupção na política brasileira sob os mais diversos matizes a partir de uma deformidade do sistema governamental assumido sem critérios, valores ou planejamento com vistas à construção de um novo Brasil.

A irracionalidade dos integrantes de uma organização partidária não se confunde com sua estrutura e importância na formação de uma democracia saudável ao desenvolvimento das políticas públicas destinadas ao atendimento dos interesses e direitos primários da sociedade, quais sejam: vida, alimentação, saúde, educação, habitação, trabalho, lazer e segurança pública.

 

 

 

Não raro, os políticos atuais e os financiadores de campanhas violam impunemente as leis do Estado, encontrando um porto seguro em instrumentos processuais que lhes permitem seguir com suas ações criminosas sob a proteção de indivíduos que se infiltraram na estrutura dos Poderes da República em todos os níveis da federação.

Neste ano os escândalos não param de brotar do seio da política brasileira, mensalões, mensalinhos, semaninhas, etc… . São sinais que identificam que não vivemos em um Estado, mas sob a égide de uma grande empresa política com uma estrutura capitalista nociva ao interesse público, com hierarquia orgânica definida e apoiada em entidades altamente poderosas.

 

Na America latina os governos de essência popular e trabalhista, em especial a reeleição do Presidente Evo Moralez, reafirmam a resistência a essa organização capitalista, política e empresarial ao adotar como meta o combate a corrupção.

 

Protógenes no Grito dos Excluídos, ele que é um excluído da Polícia Federal por causa de um DG acusado de torturar empregadas domésticas

 

Podemos admitir ainda que os métodos de trabalho que elevou o Brasil a ser sede das Olímpiadas de 2016, confirmam esses avanços, ainda que minoritário em um universo de políticas públicas perversas comprometidas em sua maioria com os interesses privados e dissociado de qualquer sentimento de responsabilidade com as futuras gerações.

 

 

Diante do quadro político atual estamos cientes que não é possível implementar ações destinadas a equilibrar os interesses públicos e privados sem a nossa participação no processo político. Por isto o 07 de setembro, dia da independência do Brasil, quando também se celebra em todo o país o Grito dos Excluídos, foi o momento por mim escolhido para ingressar num partido político ( P C do B ) em São Paulo. Nesta data marcante, o auditório lotado, em pleno feriado nacional, numa demonstração plena de apoio ao projeto nacional de combate à corrupção.

A compreensão da necessidade de mudança se fortalecem a cada dia de nossa caminhada cívica nacional, caracterizada em diálogos, palestras e conferências nos mais diversos ambientes. Nesta cruzada cívica o que mais despertou  minha atenção foi o senso crítico de crianças e adolescentes sobre a política nacional, seu desejo de mudança nas estruturas do Estado e a exigência de punição dos corruptos. 

 

 

 

 

 

DIA INTERNACIONAL DE COMBATE A CORRUPÇÃO

Ao povo brasileiro, aos internautas e eleitores: procuramos construir uma mensagem que representasse o nosso sentimento externado na “Satyagraha brasileira” de combate a corrupção.  Preferimos publicar esta mensagem do Delegado do povo Protógenes Queiroz que é bem oportuno para o momento que se encontra o nosso  país, além de ilustrarmos com registros dos melhores momentos desenvolvidos ao longo de mais de quinze meses concentrados no debate sobre combate a corrupção no Brasil.

Fazer justiça, nem que caia o céu

 

“Fiat justitia ruat caelum”

 Lucius Calpurnius Piso Caesoninus

   – Cônsul romano (58 a.C.)

 

 

Sérgio Buarque de Holanda observou que, “no Brasil, pode-se dizer que só excepcionalmente tivemos um sistema administrativo e um corpo de funcionários puramente dedicados a interesses objetivos e fundados nesses interesses”. Poucos anos antes dessa observação, quando no exercício da Prefeitura Municipal de Palmeira dos Índios, em 1929, Graciliano Ramos já ecoava esse sentimento: “há quem não compreenda que um ato administrativo seja isento de lucro pessoal”. Ou seja, ambos já atentavam à utilização da administração pública para a recolha de benefícios privados.

 

Darcy Ribeiro ensina que houve na formação do Brasil uma imbricação entre as esferas de poder estatal e privado, sinalizando a ausência de uma tradição de impessoalidade no serviço público, o que estimulou a confusão entre o público e o privado, gerando facilidades para o enraizamento da corrupção administrativa.

 

O agregado promíscuo envolvendo a coisa pública desde os anos formativos do país pode hoje ser quantificado e demonstra claramente que o custo social da corrupção é imensamente maior do que seu custo financeiro, pois não se contabiliza em moeda corrente, mas em tempo-trabalho, o que infere na necessidade de trabalho reparador de gerações, sendo ainda impossível avaliar o desgaste institucional à nação ou a injustiça social acumulada, que avança toda vez que o valor público é saqueado.   

 

Em linha com o Banco Mundial, o atual problema da corrupção deve ser abordado como parte de um debate cada vez mais amplo, que envolve a governança ética e o arcabouço institucional de países. Neste sentido, a corrupção não é algo restrito à esfera econômica, visto que pode se manifestar igualmente por meio do processo político e do sistema judicial. Por exemplo, a corrupção em processos de licitações, vendas, contratos e concessões de exploração e infra-estrutura inevitavelmente implica a máquina política e judicial tanto quanto a máquina econômica.

 

Hoje em dia, os custos econômicos da corrupção ocupam muito espaço e respondem pela maior parte do esforço de investigação empírica, já que o debate em torno do fenômeno da corrupção ganhou novo impulso com a direção da política neoliberal da década de 1990. Em última instância, a corrupção é o resultado de uma transação em que os bens coletivos são ilegitimamente convertidos em ganhos privados. Então, se isso hoje é sistêmico no Brasil, é porque os sistemas político, judicial e financeiro foram seqüestrados para viabilizar um processo de desmantelamento programado, guiado por interesses da oligarquia financeira internacional e agiotas nacionais, visando à liquidação de bens públicos do país e o desvio de dezenas de bilhões de dólares em um processo de “privataria”.

 

A perspectiva histórica ilumina bem essa questão: os neoliberais assumiram o país na década de 90 com uma dívida pública equivalente a 38% do PIB nacional. Essa dívida havia sido acumulada no curso de praticamente 500 anos e, mais recentemente, em função da construção de um patrimônio público infra-estrutural que resultou na Petrobrás, Eletrobrás, Telebrás, rodovias, portos, etc.

 

Oito anos depois, em 2002, o grupo de neoliberais encabeçado por FHC entregou o país com uma dívida pública equivalente a 78% do PIB. Em oito anos o neoliberalismo mais do que dobrou uma dívida que demorou 500 anos para ser acumulada. Venderam ou tentaram vender tudo, aumentaram a dívida escandalosamente e não construíram nada. De fato, o nível de investimento público caiu, então, a níveis do período pós 2ª Guerra Mundial. Como conseqüência, tivemos a redução da eficiência do gasto público, notadamente o social, e o desestímulo ao investimento produtivo.

 

O resultado dessa dizimação do valor público é naturalmente sentido na ausência de serviços públicos como segurança pública, educação, habitação e saúde, ou seja, na injustiça social que a gente testemunha pelo país. Isso é lógico, sendo que o valor, as instituições e os recursos públicos existem precisamente para garantir a qualidade de vida do cidadão, uma vez que vivemos em uma Res Publica e não em uma Res Privada. Nesse contexto, apesar do presidente Lula ter conseguido fechar a tenda neoliberal na feira livre dos bens públicos do país, a injustiça social e jurídica ainda vivenciada pelo cidadão brasileiro em 2009 remonta os piores traços de um passado reacionário que continua a nos atormentar.

 

Para por um fim nesse tormento é preciso estar disposto a correr novos riscos. É preciso de uma liderança francamente brasileira no poder, disposta a comprar uma briga que envolve oponentes muito poderosos, criminosos sofisticados, piratas em helicópteros e industriais gananciosos que se encontram inseridos no maquinário político-financeiro do Brasil e do mundo, ameaçando o valor público a todo instante. As crianças brasileiras e a soberania da nação estão em jogo. A Amazônia está em jogo. O estado nacional está em jogo.

 

Devemos começar pela renovação do congresso nacional. As reformas institucionais jamais ocorrerão por meio do corpo político atual, desinclinado a correr os riscos implicados nas mudanças clamadas pelo povo. Ao contrário, hoje a maioria dos políticos se blinda atrás da impunidade para dar continuidade à pirataria que só faz o Brasil adoecer mais a cada dia que passa. Por isso precisamos eleger políticos dispostos a criar e fortalecer mecanismos de prevenção e controle da corrupção na administração pública, dispostos a lutar por uma justiça mais eficiente, aptos a executar uma reforma das leis processuais para reduzir o tempo de tramitação de processos e aumentar a probabilidade da punição de culpados, dessa forma resgatando a confiança do povo brasileiro no processo político.

 

Finalmente, é hora de se alinhar com os valores que Graciliano Ramos e Sérgio Buarque de Holanda já defendiam há três gerações, reconhecendo em nossa conduta que o apego sincero aos valores do bem comum coloca importantes limites na busca de ganhos privados à custa dos outros, edificando a confiança mútua. O povo brasileiro presentemente exige uma liderança política capaz de fazer a condenação moral e legal da corrupção dos poderes e das disparidades sócio-econômicas, estabelecendo uma cultura política que aposta no bem comum, nem que caia o céu.  

 

Protógenes Queiroz

 

 

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