Archive for março, 2010

Governo Lula não quer saber fonte de jornalista

 

29/março/2010 15:00 www.paulohenriqueamorim.com.br

Dr Corrêa, cadê o áudio do grampo ? E a investigação sobre a denúncia do Paulo Henrique ?

Dr Corrêa, cadê o áudio do grampo ? E a investigação sobre a denúncia do Paulo Henrique ?

Paulo Henrique Amorim encaminhou o documento anexo à Polícia Federal, em São Paulo, nesta tarde de segunda feira, dia 29 de março de 2010:

“Se pudesse decidir se devemos ter um governo sem jornais ou jornais sem governo, eu não vacilaria um instante em preferir o último.” Thomas Jefferson

“A imprensa não tem que ser justa; tem que ser livre.” Márcio Thomaz Bastos, ex- Ministro da Justiça

“A imprensa regula o Estado, e a internet se contrapõe à própria versão da imprensa sobre as coisas. A internet é o espaço da liberdade absoluta, para além da liberdade de imprensa.” Ayres Britto, Ministro do Supremo Tribunal Federal

São Paulo, 29 de março, 2010

Dra. Juliana Resende Lima
Delegada da Polícia Federal – São Paulo

Prezada Dra. Juliana Lima,

Lamentavelmente, depois que falamos ao telefone surgiram compromissos profissionais que me impedem de atender ao seu convite.

(Anexo o e-ticket da viagem.)

Gostaria, porém, de ponderar, com todo o respeito, que não vejo por que ser entrevistado numa ação “disciplinar” realizada pela Corregedoria da Polícia Federal.

Desde que recebi o documento concernente ao convite, me fiz essa pergunta: o que eu tenho com isso ?

Daí a razão do meu telefonema, além de informar que não seria possível atender ao convite na data antes marcada.

Mas, percebi que a senhora – com um tom de voz deselegante e até arrogante, devo sublinhar – quer saber quem me passava informações sobre a Operação Satiagraha.

Sou jornalista há 49 anos e me habituei a entender o que as pessoas me dizem.

Diante disso, telefonei ao gabinete do Ministro da Justiça – a quem, pelo menos no plano formal, a Polícia Federal se subordina – e formulei a seguinte pergunta, dirigida ao próprio Ministro Luiz Paulo Barreto: “O Governo do Presidente Lula agora deu para querer saber a fonte de jornalista ?”

Para responder a essa pergunta, a Assessora Especial do Ministro da Justiça, Christina Abelha, me honrou com uma visita à redação do Conversa Afiada, em São Paulo, nesta sexta-feira 26 de março de 2010.

A Sra. Abelha me informou que o Ministro da Justiça, em absoluto, não queria saber quais eram as minhas fontes de informação.

Pedi, então, que dissesse isso por escrito, num e-mail que pudesse submeter à sua douta apreciação, Dra Resende Lima.

Aí vai, na íntegra, o e-mail que recebi neste sábado:

Caro Paulo Henrique,
Atendendo seu pedido de esclarecimento sobre a intimação para que compareça, na condição de testemunha, à Corregedoria da Superintendência Regional da PF em São Paulo, para prestar informações no interesse de Sindicância instaurada pela Corregedoria-Geral, a fim de apurar possíveis vazamentos nas investigações que culminaram na Operação Satiagraha, informo que:
Sua preocupação, a mim relatada, de que o interesse único dessa intimação seria conseguir os nomes de suas fontes, envolvidas no trabalho jornalístico que realizou, não procedem. O direito do jornalista de preservar os nomes de suas fontes é lícito e, em momento algum, você será obrigado a revelá-las.
Por parte do Ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, esclareço que não há e não haverá, em sua gestão, qualquer tipo de ação abusiva de sua equipe,  no sentido de forçar cidadãos, no pleno exercício profissional, a revelar o que tiverem o direito de resguardar.
Esperando ter esclarecido suas dúvidas, despeço-me,
Christina Abelha
Assessora Especial do Ministro da Justiça

Dra. Resende Lima, recentemente tive a honra de entrevistar no programa “Domingo Espetacular” o Vice-Presidente da República, Dr José Alencar.

Foi uma entrevista emocionante, que teve, numa leitura preliminar do IBOPE, 16 pontos contra 15 da Globo (depois, nas leituras não-preliminares do IBOPE, a Globo costuma reagir).

A certa altura, perguntei ao Dr. José Alencar, que se submeteu a 15 cirurgias para combater o câncer, se tinha medo de morrer.

Ele respondeu: “Não tenho medo da morte. Tenho medo da desonra.”

Dra. Resende Lima, para um jornalista, revelar a fonte é pior que a morte: é uma desonra.

Aproveito o seu zelo profissional para perguntar sobre o andamento de uma denúncia que fiz à Policia Federal sobre perseguições que sofri de pessoas ligadas ao Governador José Serra e ao banqueiro condenado Daniel Dantas.

Transcrevo, a seguir, a notícia sobre a denúncia que publiquei em meu site na internet, o Conversa Afiada:

Um portador entregou hoje, segunda-feira, dia 26 de janeiro (de 2009), a seguinte representação na sede da Polícia Federal, em São Paulo.

Quem recebeu foi D. Leonice, secretária do Superintendente  da PF em São Paulo, Dr Leandro Daiello Coimbra.

A representação foi protocolada às 10H55M, sob o número 08500.000346/2009-25

Exmo. Senhor
Superintendente da Polícia Federal no Estado de São Paulo
Delegado de Polícia Federal Leandro Daiello Coimbra
N E S T A

Senhor Superintendente,

Paulo Henrique Amorim, jornalista, … vem à presença de V.Exa. para expor e requerer o que segue:
O requerente e membros de sua  família têm sofrido ações de espionagem, perseguição e grampo telefônico por parte de indivíduos que atuam a mando do banqueiro  Daniel Valente Dantas e do governador José Serra. A ação desses indivíduos visa intimidar a atuação profissional do requerente, cuja cobertura jornalística noticia atos prejudiciais à sociedade praticados por Dantas e Serra.

Diante do exposto, e em atendimento à solicitação do Exmo. Ministro da Justiça, dr. Tarso Genro (conforme correspondência anexa) o requerente solicita de V.Exa. sejam adotadas as providências necessárias para apuração dos fatos e punição dos envolvidos.

São Paulo, 26 de janeiro de 2009
Paulo Henrique  Amorim

Se for o caso, posso encarecer ao Exmo. Ministro da Justiça para que, como fez o antecessor, sugira à Polícia Federal para concluir as investigações.

Atenciosamente,

Paulo Henrique Amorim

Em tempo: gostaria muito de dar o furo sobre o áudio do grampo do diálogo do Ministro Gilmar Mendes com o Senador Demóstenes Torres. Sei que a grave denúncia da respeitada revista VEJA está sob exame desta Polícia Federal. Como jornalista, eu teria um imenso prazer em divulgar esse áudio, se a Sra, Dra Resende Lima, me ajudasse a descobrí-lo. Garanto o sigilo da fonte.
Paulo Henrique Amorim

Ex-ministro espanhol é condenado por corrupção

Em Palma de Mallorca (Espanha)

Um juiz decretou hoje prisão provisória, passível de fiança de 3 milhões de euros (US$ 4 milhões), para o ex-ministro espanhol Jaume Matas por diversos delitos de corrupção.

Leia outras notícias

 

Matas, titular do Meio Ambiente no Governo do ex-chefe do Executivo José María Aznar e ex-presidente da região turística das Ilhas Baleares, enfrenta acusações por delitos de corrupção que somam uma pena de 24 anos de prisão.

As acusações estão relacionadas com o superfaturamento da construção de um velódromo em Palma de Mallorca e com o aumento de seu patrimônio pessoal.

O juiz também retirou definitivamente o passaporte de Matas, agora proibido de deixar o país, medidas que foram adotadas também para seu cunhado Fernando Areal, ex-tesoureiro do Partido Popular (PP) balear, informaram fontes jurídicas.

O juiz José Castro determinou um prazo de 72 horas para o pagamento da fiança. Como há o feriado da Semana Santa, o prazo vence à 0h da próxima quarta-feira, segundo fontes do Tribunal Superior de Justiça das Baleares.

Matas, que tem 54 anos, pediu nesta segunda-feira a baixa temporária no PP após 17 anos na formação.

Foi presidente das Baleares em duas legislaturas (1996-1999 e 2003-2007) e trabalhou como ministro do Meio Ambiente entre 2000 e 2003 durante o segundo mandato do dirigente conservador José María Aznar.

Universidade em São Caetano do Sul/SP, também prestigia Protógenes Queiroz

Fonte: ABC Repórter
George Garcia

O delegado de Polícia Federal, Protógenes Queiroz esteve ontem em São Caetano para dois compromissos, primeiro esteve no diretório municipal do PCdoB, onde conversou com militantes do partido e também fez palestra na USCS (Universidade de São Caetano do Sul) com o tema Corrupção no Brasil e Gestão Pública.

Protógenes Queiroz ficou conhecido nacionalmente por sua atuação à frente da “Operação Satiagraha”, que prendeu empresários e políticos como Celso Pitta e o proprietário do Banco Opportunity, Daniel Dantas. Além disso, efetuou prisões como a de Paulo Maluf e do contrabandista Law Kin Chong. Aos militantes, o delegado falou sobre a organização da militância. “Vim até o diretório conversar com os companheiros e também com funcionários da GM para conclamar o povo do ABC a participar do processo político, para que possamos ocupar o espaço hoje ocupado por corruptos. Eu posso falar isso porque estou há 11 anos combatendo a corrupção na Polícia Federal, já recuperamos R$ 10 bilhões para os cofres públicos; não vamos deixar espaço para os políticos corruptos”, discursou.

Ele também falou sobre o seu trabalho na polícia e as prisões que realizou de políticos influentes. “Eu fiz uma prestação de contas de um servidor que cumpriu o seu dever”. Protógenes está afastado do cargo após notícia de uso de agentes da Abin (Agência Brasileira de Inteligência). “Eu fui afastado por aqueles que querem proteger os corruptos”, disse ontem ao REPÓRTER.
Perguntado se o discurso de combate aos corruptos, já não tem caído, como se diz no popular, no lugar comum, já que muitos políticos usam essa estratégia em discursos, Queiroz disse que o eleitor sabe diferenciar os discursos verdadeiros das falácias. “Hoje a população está muito amadurecida e não aceita mais esses discursos vazios”, concluiu.

Ministro do STF mantém juiz De Sanctis à frente das ações da Satiagraha

  

  

 BRASÍLIA - O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Eros Grau manteve o juiz Fausto de Sanctis à frente das ações envolvendo o empresário Daniel Dantas, investigado por crimes financeiros pela Polícia Federal (PF) na Operação Satiagraha. Dantas recorreu ao STF contra decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) tomada no início do mês que cassou liminar concedida pelo ministro da Corte Esteves Lima pela paralisação dos processos decorrentes da Satiagraha.

Na liminar, o ministro havia determinado, em dezembro de 2009, a paralisação de todas as ações penais abertas contra o empresário que tivessem a participação do juiz Fausto de Sanctis, suspeito de parcialidade. Na prática, com a decisão, o ministro do STJ havia suspendido os efeitos da Operação Satiagraha, deflagrada em 2008, para investigar crimes financeiros praticados por um grupo supostamente comandado por Daniel Dantas, dono do Grupo Opportunity.

“Tal e qual sublinhado no acórdão do Superior Tribunal de Justiça, a exceção de suspeição resulta de relação subjetiva instalada entre magistrado e partes. A complexidade da questão e a impossibilidade de cotejo, em sede de medida cautelar, das razões da impetração com os elementos constantes dos autos (compostos de aproximadamente duas mil laudas) recomendam o indeferimento da liminar”, disse o ministro do STF Eros Grau em sua decisão.

Ele remeteu o recurso da defesa de Daniel Dantas para parecer do Ministério Público Federal antes que seja submetido ao plenário do STF.

Na denúncia apresentada ao TRF-3, em São Paulo, o Ministério Público sustenta que Dantas, sua irmã, Verônica Dantas, e o presidente do Banco Opportunity, Dório Ferman, constituíram “um verdadeiro grupo criminoso empresarial, cuja característica mais marcante fora transpor métodos empresariais para a perpetração de crimes, notadamente delitos contra o sistema financeiro, de corrupção ativa e de lavagem de recursos ilícitos”.

 Fonte: O Globo, Agência Brasil

Juízes Federais defendem a operação Satiagraha

 

Ao povo brasileiro, internautas e eleitores: o presidente da Ajufesp (Associação dos Juízes Federais de São Paulo e Mato Grosso do Sul), Ricardo de Castro Nascimento, faz declaração expressa em defesa do juiz federal Fausto De Sanctis e atribui ao ministro Gilmar Mendes “manifestações que apenas desestabilizam o Poder Judiciário”, em razão de manifestações do presidente do Supremo Tribunal Federal sobre a Operação Satiagraha em entrevista concedida à Folha (*), publicada na edição desta segunda-feira (22/3).

A Ajufesp – Associação dos Juízes Federais de São Paulo e Mato Grosso do Sul vem a público para repudiar as declarações do ministro Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal, em entrevista concedida ao Jornal Folha de S.Paulo, edição de 22/03/2010.Em uma de suas respostas sobre a Operação Satiagraha, ocorrida em julho de 2008 que, entre outros, culminou com a prisão de Daniel Dantas, por ordem do juiz federal da 6ª Vara Criminal Federal, Fausto de Sanctis, o ministro afirmou: “(…) havia um tipo de conúbio espúrio de polícia, juiz e membro do Ministério Público. As investigações provaram que os juízes estavam se sublevando contra pedido de informação feito por desembargador(…)”Lamentamos que o ministro se pronuncie fora dos autos sobre o episódio, depois de decorridos quase dois anos e faça afirmações que não foram comprovadas nas investigações subsequentes.

Fausto de Sanctis é um magistrado sério e não se tem notícia de qualquer conúbio dele ou dos outros juízes federais do Fórum Criminal com o Ministério Público Federal e a Polícia, seja para omitir informações ao Tribunal Regional Federal da 3ª Região, seja para agir em detrimento da lei e do Poder Judiciário.

Os fatos narrados pelo ministro foram analisados pelo Órgão Especial do TRF3, que os rejeitou e, recentemente, quanto a Fausto de Sanctis, pelo STJ, que o manteve à frente do processo que trata do caso Daniel Dantas.

A independência judicial se traduz no livre convencimento motivado do juiz e esse é um dos pilares da democracia. Não podemos abrir mão disso.
Lamentamos que o ministro Gilmar Mendes, que teve méritos em sua passagem pela presidência do STF e do CNJ, como o mutirão carcerário, insista em manifestações que apenas desestabilizam o Poder Judiciário. Neste momento, reviver este conflito é desnecessário.
 
São Paulo, 22 de março de 2010
Ricardo de Castro Nascimento
Presidente da Ajufesp

Em Santos - SP, Protógenes lota Universidade

 

Fonte: Mario Ribeiro, Jornalista
www.acessolitoral.com.br


Palestra sobre Corrupção e
Gestão Pública lota universidade

 

Numa feliz iniciativa conjunta do Centro de Direitos Humanos da Baixada Santista Irmã Maria Dolores  e da Universidade Católica de Santos, através da Pastoral da Juventude, que trouxeram a  Santos o delegado de Polícia Federal, Dr. Protógenes Queiroz, que discorreu sobre tema atual e de real interesse para a sociedade: Corrupção e Gestão Pública.

 

O objetivo foi conscientizar a todos a respeito dos principais problemas gerados no Brasil e os reflexos negativos no dia a dia dos cidadãos de bem.

Conhecido nacional e internacionalmente pelos relevantes serviços prestados ao País, o Dr. Protógenes Queiroz, antes de qualquer coisa, diz não temer possíveis represálias daqueles que foram investigados por ele e sua equipe, indiciados criminalmente pela Justiça pela prática dos conhecidos “crimes do colarinho branco”.
Quando Rui Barbosa, nosso ilustre pensador, proferiu famosa frase  se dizendo envergonhado  pela predominância do mal sobre o bem, parecia mandar um recado  direto ao Dr. Protógenes, para que ele não esmoreça e persiga o seu ideal de lutar contra as mazelas e esclarecer a sociedade.
“De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantar-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto”.

 Público Alvo

Faz dezessete anos que o Dr. Protógenes Queiroz  percorre o Brasil ministrando palestras e mostrando o seu trabalho para os jovens universitários, principalmente  àqueles que irão votar pela primeira vez no pleito de outubro de 2010.
“Acredito que esse meu trabalho de investigação, enquanto servidor público que cumpre o seu dever, sirva para despertar na juventude o interesse em conhecer detalhes a respeito da corrupção para, no momento do voto, separar o joio do trigo; pois os estudantes só podem ser estimulados por aquilo que verdadeiramente enxergam. Com isso, terão condição de ocupar, no futuro, posição de respeito na sociedade”.

Prisões e Ações que repercutiram

Entre os olhares atentos da assistência estavam também estudantes universitários (principalmente de Direito) que questionaram o palestrante a respeito das principais ações articuladas quando a serviço da Inteligência da Policia Federal. O delegado respondeu  as questões sem rodeios.
“Desbaratamos poderosas quadrilhas. Entre os principais casos solucionados que trabalhamos, e que mereceram amplo destaque da mídia, foram as prisões de Paulo Maluf, Daniel Dantas, Celso Pitta, Naji Nahas, e os esquemas de lavagem de dinheiro do contrabandista coreano Lao King  e o caso ocorrido nos bastidores do Sport Club Corinthias Paulista, através da máfia russa, que, se não fosse descoberto em tempo, criaria fortes raízes em outros clubes grandes da primeira divisão do Brasil”.

O povo brasileiro , explica Protógenes, tem pressa no esclarecimento dos fatos.

A corrupção é tema antigo e amplo . Atualmente, por exemplo, ainda existem cidades inteiras  que são verdadeiros reféns de conglomerados internacionais.
“É porque o Estado não tem estrutura suficiente para prosseguir com os serviços públicos de qualidade. Existe, inclusive, inversão de valores, pois as empresas privadas é que estão rompendo os contratos com o serviço público; portanto, colocando as cartas na mesa.
Veja o que aconteceu recentemente com o lixo no Maranhão. E o Estado não tem estrutura suficiente para recuperar os recursos desviados ” – lamenta o palestrante.
Um dos grandes problemas ainda latentes no País é o sentimento de impunidade. Entretanto, isso jamais foi problema para intimidar o trabalho do Dr. Protógenes, que descobriu em tempo que quanto mais poderoso for o indiciado, maior a dificuldade para investigá-lo porque eles possuem mecanismos eficazes para destruir provas e atrapalhar as investigações.
“Não me incomodei com a prisão daqueles que esconderam dinheiro em meias,cuecas e outras roupas íntimas. Meu sentimento foi que o lugar de bandido é na cadeia”.
Todos esses problemas e dificuldades somente geraram maior estímulo para que as investigações prosseguissem.
O lado tragicômico disso tudo foram as desculpas apresentadas pelos criminosos quando descobertos. 
“Escondo na meia porque não gosto de colocar dinheiro na mala” ou, ainda, “que Deus proteja o nosso dinheiro”. – lembrou Protógenes, provocando risos da plateia.
Entretanto, a situação é séria e tende a melhorar de agora em diante. 
“O Brasil, com o resultado positivo das investigações do caso Satiagaha, entrou em nova e positiva fase. É inadmissível ter miséria nesse país economicamente tão forte e de proporções continentais” – ressalta.
Finalizando, Dr. Protógenes Queiroz aconselhou aos jovens que têm a intenção de seguir carreira pública. “O Brasil é carente em todos os sentidos, notadamente na política. Existe a necessidade de ocupar espaços e a transformação verdadeira será possível unicamente  no âmbito político”.

 

Protógenes é presenteado pelo Centro de Direitos Humanos da Baixada Santista Irmã Maria Dolores, representado pela presidente Graça Maria Costa da Silva.

Satisfeita com o sucesso da iniciativa, Graça Maria Costa da Silva, presidente do Centro de Direitos Humanos Da Baixada Santista Irmã Maria Dolores, falou sobre a repercussão positiva do evento.
“Tudo saiu da melhor maneira e o assunto abordado pelo palestrante agradou em cheio, principalmente aos estudantes, que aproveitaram cada um dos ensinamentos”.

Em Limeira-SP, Protógenes Queiroz continua no combate a corrupção

 

 

 

A jornalista Bruna Lencioni, da Gazeta de Limeira, fez um relato da nossa passagem por Limeira (17/03), a convite do Sindicato dos Comerciários para uma palestra, lembrando que  fui alvo de retaliações após a minuciosa investigação sobre o envolvimento do banqueiro Daniel Dantas, dono do Opportunity, do ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta e do empresário Naji Nahas, em um esquema de corrupção, agora aposta na política como forma de colocar em prática suas ideias contra crimes financeiros entre homens públicos e a iniciativa privada. A suspeita era de que o suposto esquema tinha ligação com o caso do mensalão, e que recursos eram desviados pelos operadores que recebiam a propina.

“Queiroz foi saudado como pré-candidato pelo PCdoB. Segundo ele, após as ações contra corrupções, em especial a Satiagraha, tem recebido muitos convites para palestras. Desde seu afastamento da PF, há cerca de 17 meses, percorreu o País para divulgar sua metodologia de trabalho e relatar as dificuldades de combater o crime em um País onde a PF não atua independentemente do governo.

Questionado sobre se considera ironia a sua filiação a um partido, e o novo caminho que pretende trilhar, justamente na política, onde encontrou muitos desajustes em razão da corrupção enquanto era delegado, ele respondeu que resistiu muito, mas agora enxerga nessa oportunidade um campo de trabalho, uma maneira de continuar contribuindo com o desenvolvimento do seu país . Combatendo o crime organizado e a corrupção tendo como peça principal os homens públicos, achava que como delegado dava minha parcela de contribuição à sociedade. A Satiagraha foi até onde o Estado permitiu, quando não mais, fui convocado pela população a dar sequência a esse trabalho, explicou.

A LEI, a espinha dorsal da corrupção no País, como aponta Queiroz, é a vigilância dos destinatários dos recursos públicos. A transparência que os administradores têm adotado com um sistema na internet é um avanço, mas ainda há outros mecanismos que devem nortear o Brasil para um sistema mais limpo nas administrações e no Legislativo. Minha experiência como delegado trouxe elucidações sobre falhas no sistema. Acredito, por exemplo, que alguém investigado em inquérito policial ou que sofreu ação em que o objeto seja o desvio de dinheiro público, não deva ser poupado com sigilos fiscal, telefônico e bancário para que tudo esteja disponível durante o processo investigatório, ressaltou”.
 

 

Delegado Protógenes profere palestra sobre ética na política em Igarapava


Fonte:
Diego Pierazzo Chavaglia de Almeida, jornalista

O Delegado da Polícia Federal, Dr. Protógenes Queiroz, que se filiou ao PCdoB (Partido Comunista do Brasil) em setembro do ano passado, esteve em Igarapava no dia 11 de março, quinta-feira, a convite do diretório municipal do partido, para ministrar uma palestra com o tema “Ética na política”, evento realizado no anfiteatro José Ernesto Junqueira de Barros - Casa da Cultura -.

O evento foi prestigiado pelo prefeito Dr. Francisco Tadeu Molina, a primeira-dama Maria Fernanda Mattar Molina, autoridades civis, militares, religiosas, diretores de departamentos municipais, clubes, entidades, associações, vereadores e demais membros da comunidade.
Dr. Protógenes realizou vários trabalhos reconhecidos nacionalmente, dentre eles, a prisão de Dr. Paulo Maluf, Nagi Nahas, Celso Pitta, Armando Melão, Law Kin Chong, Máfia do Apito, banqueiro Daniel Dantas - Operação Satiagraha -, a máfia russa que tentou lavar dinheiro no clube Corinthians e outros.
O delegado vem percorrendo o Brasil há 17 meses, abordando um pouco de sua experiência, com o intuito de suscitar no meio político o anseio de se empenhar na causa pública, sempre pautando-se em bons princípios éticos e morais. “Não tenho medo da morte. Só temo a Deus”, explica.
Ele discorreu sobre algumas operações policiais realizadas em sua trajetória e sobre a cultura de inversão de valores que vem se formando em nosso país. “Hoje, muita gente educa seu filho para ser um malandro, porque malandro é como se fosse sinônimo de esperto, inteligente. Se o filho não for malandro, ele vai ser um otário na vida. Olha só que absurdo. Invertemos as coisas”.
Com um discurso denso e contundente, Dr. Protógenes comentou vários casos de corrupção em que atuou para extinguir. Ele também citou exemplos de administrações que deram certo à partir do momento em que se engajaram pessoas realmente ligadas aos interesses da coletividade, como o caso da cidade de Teixeira de Freitas/BA que, segundo ele, há 70 anos vinha sendo “controlada” por um grupo político. “Um celeiro de matadores de aluguel, roubo de carga e outros crimes. Uma cidade desacreditada pela população, que vinha se definhando, mudando para outras cidades”. Membros da sociedade se mobilizaram para que um padre se candidatasse como opositor e mudasse o panorama daquele município. O Padre Aparecido Staut (PSDB) foi então eleito e, logo no início de sua administração, o convidaram a participar de um esquema de corrupção naquela cidade, que tem um orçamento de mais de 90 milhões de reais. Ele não cedeu ao convite e transformou a história de Teixeira de Freitas, fazendo dela, uma referência no tocante à administração pública, sendo convidado a realizar mandatos itinerantes, haja vista que foi reeleito e não pode mais se candidatar naquele município.
Dr. Protógenes se hospedou na residência do prefeito Dr. Francisco e, no dia seguinte, foi convidado pelo chefe do executivo para conhecer a cidade, bem como algumas obras realizadas na administração Molina. “Dr. Francisco deveria fazer, também, um mandato itinerante. Precisamos de pessoas assim para transformar a história de outras cidades”, comentou o delegado.
Questionado sobre a possibilidade de sua candidatura a senador ou deputado federal, Dr. Protógenes disse que não é o momento para discutir o assunto, contudo estará à disposição do partido.

Em Itapetininga - SP, Protógenes Queiroz destacou a necessidade de luta constante contra a corrupção

 

Fonte: Folha de Itapetininga, 6-3-10

O Delegado da Polícia Federal - Dr. Protógenes Queiroz, que ganhou notoriedade nacional e internacional após comandar a primeira etapa da Operação Satiagraha, esteve em Itapetininga nesta última terça-feira, 2 de março, para proferir palestra sobre o tema “Cidadania” na Câmara Municipal, a convite do economista Pedro Paulo Sacco com apoio da AJORI - Associação dos Jornalistas e Radialistas da Região de Itapetininga e da Câmara Municipal.

O Dr. Protógenes chegou a Itapetininga no final da tarde, acompanhado do Grande Secretario Estadual do Grande Oriente do Estado de São Paulo, Sr. Vanderlei Venceslau Faria, e, do Presidente da Loja Maçônica Fidelidade, Sr. Heraldo Leite Martins. Foi recepcionado na residência do economista Pedro Paulo Sacco. Chegou à Câmara Municipal por volta das 20 h., sendo recepcionado pelo Presidente da Casa - Dr. Heleno de Souza e pelos vereadores Dr. Mauri de Jesus Morais e Marcelo Nanini Franci.

A palestra teve início logo a seguir, sendo formada a Mesa de Autoridades, com o Presidente da Câmara - Dr. Heleno de Souza; o Grande Secretário do Grande Oriente do Estado de São Paulo - Vanderlei Venceslau Faria; o Delegado de Policia e vereador Dr. Mauri de Jesus Morais; o Chefe Operacional do 22º BPMI - Major PM Osíris Sergio Corradi Forte; o Conselheiro Estadual da OAB - Dr. Ricardo Lopes de Oliveira e o representante dos participantes da Escola Superior de Guerra - economista Pedro Paulo Sacco. Como mestre de cerimônias atuou o Presidente da AJORI - Associação dos Jornalistas e Radialistas da Região de Itapetininga - Silas Gehring Cardoso.

A palestra do Dr. Protógenes prendeu a atenção do público, do começo ao fim, abordou o exercício da cidadania nos seus mais variados aspectos e falou do empenho no combate à corrupção e na construção de uma sociedade mais humana e mais justa. Terminada a palestra, foi aberto espaço para perguntas do publico presente. 

Dantas é derrotado no STJ. De Sanctis segue na Satiagraha

4/março/2010 15:28 - www.Paulohenriqueamorim.com.br

 

Satiagraha continua

Satiagraha continua

 

 

STJ decide que o juiz Fausto de Sanctis permance á frente dos processos de Daniel Dantas

STJ nega pedido de Dantas e mantém validade da Operação Satiagraha

Por quatro a um, a 5ª Turma do STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiu negar nesta quinta-feira (4) habeas corpus ao banqueiro Daniel Dantas e manter todos os atos da Operação Satiagraha, da Polícia Federal, na qual foi preso o sócio-fundador do Opportunity, em julho de 2008. A decisão mantém o juiz Fausto Martin De Sanctis à frente do caso.

Veja notícia completa no UOL

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