Fonte: José Arnaldo de Oliveira
Agência BOM DIA
Símbolo contra Corrupção diz que “praga” vai acabar
Delegado Protógenes Queiroz visita Pedro Bigardi e vice Luiz Fernando
No último dia 08, em Jundiaí-SP, na sede do Sindicato dos Comerciários, Protógenes falou sobre corrupção.
Ao lembrar que o primeiro administrador-geral do Brasil acabou preso pela Coroa de Portugal por corrupção, em 1600, o delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz busca estimular os ouvintes para uma chance histórica.
“Com o projeto Ficha Limpa podemos ter 1 em cada 4 deputados impedidos de serem reeleitos. E com a Lei da Transparência os municípios e estados vão ter que abrir seus gastos”, diz.
Ele fez palestra no Sindicato dos Comerciários terça-feira, onde lembrou que seu primeiro emprego foi em uma loja. E esteve tanto com Pedro Bigardi (PCdoB), colega do partido onde é pré-candidato, quanto com Luiz Fernando Machado (PS- DB), que o atendeu em imprevisto do prefeito Miguel Haddad.
“Em toda cidade do país temos queixas de corrupção, que chega a roubar recursos da merenda de crianças. É genocídio. Mas não tínhamos instrumentos para reagir.”
Ele citou campanhas da Maçonaria e da Assembleia de Deus, entre outras (como a CNBB católica) para reforçar a ideia de “movimento”.
‘Bens devem ser recuperados’
Protógenes afirma que mais de 1 mil concessões minerais estavam sendo negociadas por Daniel Dantas (ex-Brasil Telecom), investigado na operação Satiagraha. “Recuperamos R$ 6 bilhões na primeira fase, o mesmo valor de reequipar as Forças Armadas, com um único indivíduo”, diz ao criticar as privatizações.
Ele lembra que começou na Polícia Federal no Acre, em 1998, quando foi preso o coronel Hildebrando Paschoal (que usava a motosserra nos desafetos). “Era deputado, comandava a polícia e tinha 980 pontos de cocaína perto de escolas. Vi até onde a corrupção pode chegar.”
Depois, no Rio e São Paulo, lidou com o escândalo de R$ 40 bilhões do Banestado que o levou a indiciar o atual deputado Paulo Maluf. E, finalmente, o caso do contrabando do chinês Law Kin Chong. “Tivemos que fazer pernoite em Jundiaí, com policiais de outros estados, porque não sabíamos até onde ia a influência.”