Archive for abril, 2011

Protógenes defende a saúde dos mais pobres

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (27), a obrigatoriedade de as operadoras de planos de saúde fornecerem bolsas de colostomia, ileostomia e urostomia, sonda vesical de demora e coletores de urina para uso hospitalar, ambulatorial e domiciliar. O texto original do projeto, que previa apenas o fornecimento de bolsas de colostomia, foi alterado pelo Senado para ampliar a abrangência da cobertura a outros materiais. As bolsas de ileostomia e de urostomia apresentam características semelhantes às de colostomia e são usadas geralmente após atos cirúrgicos.

O deputado federal Jutahy Junior (PSDB-BA) apresentou voto em separado questionando a constitucionalidade da matéria. Segundo Jutahy, a proposta fere norma constitucional de cunho material. “A atividade seguradora só pode ser disciplinada por lei complementar”. Porém, o deputado Federal Delegado Protógenes (PCdoB-SP) discordou do tucano ao afirmar que a constitucionalidade da matéria está no artigo 1° da Carta Magma que declara a dignidade da pessoa humana como princípio fundamental do Estado Democrático de Direito. Ele reafirmou ainda o artigo 5°, dos direitos fundamentais, que garantem o direito a vida.

“Será que o brasileiro que não tem condições de arcar com o custo de uma bolsa de colostomia tem seu direito constitucional à vida garantido? Será que estes brasileiros estão vivendo dignamente como dispõe a nossa Constituição da República?” questionou o parlamentar.

Protógenes lembrou ainda do artigo 196 da Constituição da República que declara a saúde como um direito de todos e dever do Estado. O deputado pediu aos parlamentares para votarem a favor do projeto e afirmou que os princípios constitucionais e o direito à vida precisam estar acima de interesses individuais e comerciais.

O texto segue agora para votação no Plenário da Câmara.

Saiba mais sobre os procedimentos:

Colostomia

Procedimento cirúrgico no qual se faz uma abertura no abdome para a drenagem das fezes provenientes do intestino grosso. Em seguida, uma bolsa adesiva para drenagem é colocada em torno da abertura.

Ileostomia

Remoção cirúrgica da porção doente do intestino delgado.

Urostomia

Criação cirúrgica de uma abertura artificial dos condutos urinários na parede abdominal. A urina passa a fluir através dessa abertura e fica armazenada numa bolsa coletora.

Sonda vesical de demora

Usada em pacientes que perderam a capacidade de urinar espontaneamente. A sonda é mantida dentro da bexiga e a urina flui continuamente. A sonda liga-se a uma bolsa coletora que pode ser fixada na lateral da cama, na cadeira de rodas ou na perna do paciente.

DEBATE - Projeto de Lei Federal 21/2011

ABAIXO ASSINADO - Diga sim à Operação Satiagraha não à corrupção

Endereço ABAIXO ASSINADO http://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/8640

O ministro temporário do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Adilson Vieira Macabu, está prestes a enterrar a operação que desvendou um dos maiores esquemas de desvios de verbas públicas e crimes financeiros do país. O Ministro e relator do processo no STJ aceitou o pedido de Habeas Corpos do acusado de corrupção e preso pela Polícia Federal, o banqueiro Daniel Dantas, e votou pela anulação de todo o processo penal contra o banqueiro.

O esquema foi denunciado pelo deputado Federal Delegado Protógenes (PCdoB-SP) no Plenário da Câmara dos Deputados, que mostrou documentos que provam ser o filho de ministro temporário do STJ, Adilson Macabu Filho, empregado do advogado Sérgio Bermudes, patrocinador das causas de Daniel Dantas.

O ministro Napoleão Nunes Maia Filho acompanhou integralmente o voto de Macabu, o que estabeleceu o placar em dois a zero para a tese da anulação. O ministro Gilson Dipp pediu vista do processo e o julgamento foi suspenso. A previsão é que a análise do processo seja retomada no mês de maio. Além de Gilson Dipp, faltam votar mais dois ministros da 5ª turma do STJ: Jorge Mussi e Laurita Vaz.

Para impedir que o trabalho do Ministério Público e da Polícia Federal e de todos os brasileiros seja sepultado, o deputado Delegado Protógenes está organizando uma campanha de apoio à Satiagraha e contra a corrupção. Os ministros não podem aceitar que um banqueiro, condenado por desvio de dinheiro público, seja inocentado.

DIGA SIM À SATIAGRAHA E NÃO À CORRUPÇÃO

Mande um email para os ministros Gilson Dipp, Jorge Mussi, Laurita Vaz e para o presidente do STJ, Ari Pargendler, e diga que o povo não aceita o fim da Satiagraha.

Presidente do STJ Ari Pargendler - presidencia@stj.jus.br

Ministro Gilson Dipp - stj.gmgd@stj.jus.br

Ministra Laurita Vaz – gabinete.laurita.vaz@stj.jus.br

Ministro Jorge Mussi – gmjm@stj.jus.br

Ministro Napoleão Nunes Maia Filho – gab.napoleaomaia@stj.jus.br

Dados adicionais:

Protógenes diligencia e ouve os acusados de terrorismo pela revista Veja

O deputado Federal Delegado Protógenes (PCdoB-SP) esteve, esta semana, na cidade de Foz do Iguaçu, Paraná, para conversar com os acusados de terrorismo pela revista Veja. O parlamentar viajou a convite da comunidade muçulmana que está indignada com as matérias publicadas pela revista que, segundo eles, são mentirosas e com o objetivo de criar um clima de terror e discriminação contra os muçulmanos.

No domingo (17), cerca de mil pessoas participaram de um ato de repúdio contra a Veja, que aconteceu no Centro Islâmico de Foz do Iguaçu. Protógenes lembrou a participação dos mulçumanos na construção do Brasil, e reafirmou a principal característica do povo brasileiro de ser hospitaleiro e não discriminar outros povos que vivem no Brasil. O deputado falou sobre a importância de o povo árabe-brasileiro se unir para mostrar a cultura de paz ensinada pelo Alcorão e cultuada pelos muçulmanos.

Autoridades religiosas, públicas e políticas participaram do evento e destacaram a importância política e moral do envolvimento do delegado licenciado da Polícia Federal que atuou por mais de 2 anos em Foz do Iguaçu. O imigrante árabe mais antigo da comunidade, Mohamed Barakat, morador há 55 anos na região, disse que o discurso feito pelo parlamentar no Plenário da Câmara dos Deputados, em defesa do povo muçulmano, fez com que a comunidade se sentisse protegida e cidadã, legítimos brasileiros. O vice-prefeito da cidade Chico Brasileiro (PCdoB) sugeriu que Protógenes seja nomeado embaixador do povo muçulmano na Tríplice Fronteira (Brasil, Paraguai e Argentina). Já o estudante da Escola Libanesa Brasileira, Mohamad Khazaal, que possui cerca de 700 alunos, declarou o seu orgulho em ser brasileiro, mas confessou o medo no futuro por causa das discriminações que podem acontecer em decorrência das matérias publicadas pela Veja.

O deputado Delegado Protógenes ouviu os dois dos acusados de terrorismo pela revista, Assaad Barakat e Sael Atari. Barakat, morador na cidade há mais de 20 anos, casado com uma brasileira e com filhos brasileiros disse que a comunidade sempre confiou no judiciário, mas se mostrou preocupado com alguns acontecimentos que estão assustando os árabes. Ele citou o exemplo do seu pedido de cidadania brasileira negado pelo Ministério da Justiça sem qualquer justificativa, o que o leva a acreditar numa pressão externa para impedi-lo de receber o seu direito. Já o comerciante Sael Atari lamentou a sua prisão, por quatro meses, para averiguação e lembrou que não houve nenhum pedido de desculpas. A esposa de Atari disse que na época ficou sem chão, pois não tinha a quem recorrer e a comunidade, com medo, não quis depor a favor dele.

Além de denunciar o preconceito contra o povo muçulmano, o deputado Delegado Protógenes iniciou, na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, uma proposta para fiscalizar o Programa Antiterrorismo da Polícia Federal e da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN). O parlamentar quer saber a origem e destino dos recursos do programa, bem como o possível financiamento de propagandas e notícias que vinculam o povo muçulmano a atos de violência e terror, veiculados na grande mídia nacional.

Protógenes quer federalizar os crimes contra jornalistas

O deputado Federal Delegado Protógenes (PCdoB-SP) apresentou o Projeto de Lei 1078/2011 que pretende federalizar os crimes contra jornalistas quando houver omissão ou ineficiência das esferas competentes. O deputado se indignou com o relatório divulgado pelo Comitê de Proteção aos Jornalistas (CPJ), com sede em Nova York, que denunciou a morte do jornalista Luciano Leitão Pedrosa, no interior de Pernambuco, que denunciava a ligação de autoridades locais com quadrilhas, e a tentativa de assassinato do blogueiro carioca Ricardo Gama, ambas nos últimos 20 dias.

O relatório denuncia ainda que desde os anos 90 vinte jornalistas foram assassinados no Brasil, sem qualquer resultado que levasse à autoria e à punição dos culpados. Excetua-se a estas estatísticas o caso de Tim Lopes, no Rio de Janeiro, que só foi desvendado por causa do clamor popular e midiático que levou as autoridades a prender os verdadeiros culpados.

Segundo Protógenes, a medida se justifica, porque a apuração de crimes nas esferas estadual e municipal nem sempre é feita com a eficiência necessária. Isso se deve ao fato da aproximação e até amizade dos autores com as autoridades competentes para investigar e para julgar. Com a federação do crime contra os jornalistas, a investigação passa a ser realizada pela Polícia Federal.

Preconceitos contra descendentes de árabes no Brasil.

Saiu na Rádio Câmara:

Ouça a matéria

O deputado Delegado Protógenes, do PC do B de São Paulo, criticou, nesta terça-feira na Comissão de Segurança Pública, reportagens da Revista Veja e da Globo News, que, na sua opinião, visam criar preconceitos contra descendentes de árabes no Brasil.

“Eu entendo que há uma precipitação, um planejamento na grande mídia, brasileira e internacional, em tentar desqualificar, desmoralizar, gerar conflitos onde não tem conflitos étnicos, religiosos, conflito racial, na questão islâmica, na questão mulçumana. E sempre querendo envolver o povo mulçumano nesses conflitos de violência, nesses conflitos de opressão, e eu classifico que foi muito inoportuno, um infeliz pronunciamento dele, contra a Rainha da Jordânia, classificando a Rainha da Jordânia como uma prostituta. Isso nos deixou muito decepcionados, para o jornalismo brasileiro…”

O comentário citado pelo Delegado Protógenes foi feito pelo jornalista Caio Binder, da Globo News, que comparou a rainha da Jordânia a uma prostituta.

Para o deputado, o país não deve permitir que reportagens como essas incitem a violência e o conflito religioso no Brasil.

Protógenes registrou a presença na Câmara do presidente da União Nacional das Entidades Islâmicas, Sheik Jihad Hassan Hammadeh, que veio à Casa protestar contra as reportagens daqueles veículos.

Jihad Hammadeh afirmou que a mídia deve ser livre, mas não deve julgar, nem desrespeitar personalidades internacionais, nem a ninguém. Ele considera ainda que as reportagens da revista Veja colocam toda a comunidade islâmica como ligada ao terrorismo.

Protógenes não apóia Jaqueline Roriz

O deputado Federal Delegado Protógenes esclarece que o encontro casual com a deputada Federal Jaqueline Roriz aconteceu quando o parlamentar conversava com outro deputado que buscava assinaturas para uma CPI. O deputado queria que Protógenes fosse o primeiro a subscrever o requerimento de criação da comissão, o que realmente aconteceu. Próximo aos parlamentares estava Jaqueline Roriz que chorava, como pode-se perceber nas fotos publicadas pelo jornal O Estado de São Paulo.

O deputado se solidarizou com a parlamentar que confessou estar doente e tomando remédio antidepressivo. O deputado sugeriu que Jaqueline fizesse o tratamento para se defender perante os deputados e a sociedade. O deputado deixou claro que a parlamentar precisa prestar contas do que aconteceu na campanha, mesmo tratando-se de um pleito anterior.

Protógenes entende que o vídeo divulgado pela imprensa e a confissão da deputada são provas contundentes, mas prefere não emitir juízo de valor antes que o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados termine a apuração dos fatos. A sua experiência policial mostra a necessidade de esperar toda a investigação para, aí sim, tomar uma posição. O deputado lembra ainda estar aguardando a decisão do PCdoB para somar aos fatos que irão nortear a sua decisão.

Começou o abaixo-assinado para exigir a aprovação do Projeto de Lei 21/2011

 

Começou em Taubaté, no interior do Estado de São Paulo, o abaixo-assinado que será espalhado pelo Brasil e entregue ao Congresso Nacional para exigir a aprovação do projeto de lei 21/2011, de autoria do Deputado Federal Delegado Protógenes Queiroz, que prevê aumento da pena para os crimes de corrupção e prioridade na realização de atos e diligências destinados a apurar a prática de improbidade.

 

No dia 10 de abril, o parlamentar esteve em Taubaté para entregar 250 quilos de alimentos para a “Casa de Apoio Amor e Vida”, entidade que cuida de crianças portadoras do vírus HIV/AIDS. Hoje, 20 crianças são assistidas pela entidade, que oferece terapia em grupo, aulas de artesanato e informática e acompanhamento escolar - tudo com a ajuda de voluntários, já que a casa não conta com a ajuda do poder público. Estes alimentos foram arrecadados durante a palestra sobre corrupção ministrada por Protógenes Queiroz na Universidade de Taubaté (UNITAU), no dia 2 de abril, por iniciativa do Diretório Acadêmico da Faculdade de Ciências Jurídicas.

 

Durante a palestra, o advogado e professor do curso de Direito, Edison Natalino, que se comprometeu a iniciar um abaixo-assinado para pedir a aprovação do PL 21/2011.

 

POLÍTICA - Ainda em Taubaté, no dia 10 de abril, o deputado estadual Padre Afonso Lobato (PV) recebeu Protógenes Queiroz em sua casa. Os parlamentares conversaram sobre as articulações partidárias para as eleições municipais de 2012. O deputado estadual pretende formalizar o apoio do PC do B de Taubaté à sua candidatura a prefeito da cidade.

Protógenes destaca o papel das mulheres no judiciário Brasileiro

 

 

A Comissão Especial da Reforma Política aprovou, nesta semana, requerimentos de convite para as audiências públicas que vão acontecer na Câmara dos Deputados. Serão convidados para os debates, entre outros, os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Henrique Cardoso e o atual vice-presidente da República, Michel Temer.

 

Um dos autores do convite ao atual vice-presidente da República, o deputado federal Delegado Protógenes (PCdoB-SP), confirmou que já esteve no Palácio do Planalto para conversar previamente com Michel Temer que prontamente colocou-se à disposição da Comissão para discutir a reforma política.

 

Estava presente na sessão a socióloga Guacira César de Oliveira, diretora do Centro Feminista de Estudos e Assessoria (Cfemea). O Cfemea é uma organização não governamental que integra a Articulação das Mulheres Brasileiras. Protógenes aproveitou a ocasião para destacar o papel da mulher na sociedade brasileira, principalmente no judiciário. O deputado lembrou que hoje mais da metade do quadro de juízes no Brasil é composto por mulheres que alcançaram seus cargos pela capacidade e competência, e não por qualquer sistema de cotas.

 

O deputado Protógenes afirmou que as juízas se destacam hoje não só pela produção das melhores sentenças judiciais do país, mas também pela coragem de enfrentar bandidos perigosos. O delegado licenciado da Polícia Federal lembrou o trabalho da desembargadora Federal Therezinha Cazerta e da Procuradora Regional da Republica em São Paulo, Janice Ascari, precursoras da operação conhecida como “Anaconda”, que investigou um esquema criminoso de venda de sentenças judiciais no estado de São Paulo.

Operação Mãos Sujas

 

Por: Fernando de Barros e Silva

Fonte: FOLHA DE S. PAULO

 

 

 

“É uma vitória do Estado de Direito democrático”, comemorou o advogado Márcio Thomaz Bastos, coordenador da defesa da Camargo Corrêa. O ex-ministro da Justiça -também ex-chefe da Polícia Federal no primeiro governo Lula- saudava a decisão do STJ, que anulou as provas obtidas pela própria PF contra a empreiteira.

Terá sido mesmo uma vitória do Estado de Direito? Ou, antes, do velho cinismo brasileiro? Não seria este um caso flagrante de vitória do poder econômico e de afirmação da impunidade dos ricos? Vitória que se vale do jargão da legalidade para envernizar a defesa de uma rede abrangente de interesses espúrios de gente grande e bem relacionada.

A Operação Castelo de Areia poderia ter sido a nossa “Mão Limpas”. Trata-se da maior investigação da PF contra fraudes em obras públicas. Envolve dezenas de políticos. Apenas sobre a Camargo Corrêa pesam acusações de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, doações ilícitas a campanhas e pagamento de propina a agentes públicos. A eclusa de Tucuruí, no Pará, e a linha 4 do metrô, em São Paulo, estão entre as obras suspeitas.

O STJ, no entanto, anulou como prova não apenas os diálogos dos grampos autorizados pela Justiça, mas também o material apreendido nas buscas ou obtido com as quebras de sigilo bancário e telefônico.

Na prática, o tribunal livrou a cara de todo mundo com a alegação de que as provas haviam sido reunidas a partir de denúncia anônima e por isso estavam prejudicadas. Há, porém, nos próprios tribunais superiores, decisões que vão no sentido oposto. À luz da fartura de evidências criminosas e da relevância pública do caso em questão, o formalismo a que se apega o STJ parece, no mínimo, bem estranho.

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, disse ontem que “não há qualquer vício nas provas colhidas” e anunciou que irá recorrer da decisão. Talvez não seja exagerado afirmar que estamos diante de um divisor de águas.

 

 

 

 

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