O futebol na África é uma África.

Ao povo brasileiro, aos internautas e eleitores: Uma tragédia abalou o futebol africano com o ataque de rebeldes à seleção do Togo quando se dirigia para a cidade de Cabinda para participar da copa africana das nações. O evento resultou em feridos e mortes de atletas, segundo agências internacionais de notícias da cidade de Luanda.

 

É o reflexo de uma região empobrecida, saqueada diáriamente há vários anos por corporações internacionais, as quais mantêm o povo escravisado como uma espécie de escravidão contemporânea, onde tudo tira e nada se reverte em prol das políticas públicas na construção de uma grande nação, em especial educação, saúde, habitação, alimentação, geração de emprego e renda.

 

No Brasil vivemos o mesmo drama, várias regiões brasileiras - ricas em petróleo e outros recursos naturais - é uma verdadeira África, onde ausência de bens e serviços públicos destinados ao desenvolvimento das potencialidades do cidadão brasileiro é lembrado em época de eleições ou quando acontece uma catástrofe ( enchentes, desabamentos e furacões tropicais). Logo que ocorre tal fato, uma caterva de políticos saboreiam o dinheiro público destinado a recuperar o irrecuperável.

 

A copa das confederações em 2013, copa do mundo de 2014 e as olímpiada de 2016 são desafios a serem enfrentados e não podemos ignorar a nossa realidade. Temos que ter a responsabilidade de cumprir todas as normas e exigências da FIFA, pois representam direta e indiretamente os interesses com bem estar da população anfitriã e de todos os participantes.

 

Não se pode misturar políticas dissociadas da realização desses importantes eventos, sob pena de criar situações de risco semelhantes as tragédias que aconteram em algumas cidades do continente africano quando da preparação da copa do mundo de 2010.

 

As agencias de notícias internacionais dão conta da seguinte situação:

 

 

Das agências internacionais
Em Johanesburgo (África do Sul)

O goleiro Kodjovi Obilalé, que sofreu um tiro durante o ataque à delegação de Togo que ia para a Copa Africana de Nações em Cabinda, região separatista de Angola, foi operado e está estável em uma UTI de Johanesburgo, na África do Sul. Mas os médicos deixaram claro que é cedo para qualquer prognóstico.

Obilalé foi baleado na parte inferior lombar na sexta-feira e sofreu uma lesão neurológica na região da coluna vertebral. Ele voou de Angola para a África do Sul no sábado, para ser operado no Netcare Milpark Hospital. O especialista em traumas Elias Degiannis disse neste domingo que ele está bem, mas foi sedado e respira por aparelhos na unidade de tratamento intensivo.

“A cirurgia ocorreu com tranquilidade”, declarou Degiannis, que comanda a equipe médica responsável pela recuperação de Obilalé. O médico explicou que as consequências dos ferimentos do goleiro só serão conhecidas quando ele acordar e respirar por conta própria. “Neste estágio inicial, estamos satisfeitos com o progresso de Obilalé”, completou.

Três pessoas foram mortas e oito ficaram feridas no ataque ao ônibus da seleção de Togo, reivindicado por um grupo separatista de Cabinda. Os médicos sul-africanos inicialmente informaram que Obilalé foi atingido por duas balas, porém, mais tardem confirmaram que foi apenas uma, e o outro ferimento foi causado pelos fragmentos dessa mesma bala.

O médico Ken Boffard, outro especialista que está cuidando de Obilalé, disse que o goleiro estava alerta e era capaz de mexer as suas pernas antes da cirurgia, ainda que com muitas dores. “Ele estava extremamente em forma e com uma resistência muito boa. O fato de ele ser um atleta é muito favorável à recuperação”, completou.

Obilalé tem 25 anos e joga no clube francês GSI Pontivy, do Grupo D do campeonato amador do país. Ele participou da Copa do Mundo de 2006 defendendo a sua seleção.

Entenda o caso

O ônibus da delegação de Togo que ia para Cabinda, cidade-sede da Copa Africana de Nações, foi metralhado na sexta-feira em um ataque que matou três pessoas – o assessor de imprensa, o assistente técnico e o motorista do ônibus. Outros oito integrantes do grupo ficaram feridos.

O ataque teria sido reivindicado pelo grupo separatista Frente de Libertação do Enclave de Cabinda (Flec). No entanto, o exército civil da organização enviou um e-mail à Associated Press informando que não teria responsabilidade por esse “infeliz episódio”, mas que os organizadores da competição ignoraram os avisos de que a região de Cabinda não deveria sediar jogos.

Após o ataque, os jogadores informaram no sábado que desistiriam do torneio, mas voltaram atrás no dia seguinte e decidiram jogar para “honrar os mortos”. No entanto, o governo de Togo pediu a volta dos atletas e espera que a delegação abandone a competição ainda neste domingo.

Com a permanência na Copa Africana, Togo deverá estrear na segunda-feira, às 16h30 (de Brasília), contra a seleção de Gana pelo Grupo B, que ainda tem Costa do Marfim e Burkina Fasso. Cinco dos seis jogos do grupo serão realizados em Cabinda.

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