Entrevista 

PROTÓGENES CRITICA FALTA DE INDEPENDÊNCIA DA POLÍCIA

FOLHA DE S. PAULO
3 DE AGOSTO DE 2008
RUBENS VALENTE
ENVIADO ESPECIAL A BRASÍLIA

Para delegado, organizações criminosas têm estrutura para entrar no aparelho estatal

FOLHA – Como o sr. recebe as críticas sobre supostos excessos em operações policiais, como indícios que não se confirmam ou citações a pessoas que depois são inocentadas?
QUEIROZ – As críticas advêm de uma minoria que demonstra com o que está comprometida.
São pessoas que têm outro compromisso. Obviamente, todas as críticas são bem-vindas, até para uma avaliação do caso.

FOLHA – Por que o sr. incluiu um capítulo sobre mídia e jornalistas?
QUEIROZ – Só posso falar em outro contexto, não sobre o inquérito. O papel da mídia é importante. O país vive um momento em que todas as instituições discutem todos os seus problemas. A mídia não poderia ficar à margem desse processo. Teria também que discutir nesse mesmo contexto. Porque há necessidade de se discutir o papel ético, profissional, das informações que são veiculadas. O compromisso com a verdade. Achei muito oportuna essa discussão também em termos de mídia e de imprensa.

FOLHA – Como o sr. vê a mudança na lei da interceptação telefônica depois da Operação Satiagraha?
QUEIROZ – São posições e posturas de pessoas comprometidas com outros ideais, não com as idéias que a sociedade está exigindo. É um processo que não ocorreu só no Brasil. Na Itália também ocorreu esse processo de restrição dos poderes das autoridades. Já nos EUA houve ampliação desses poderes.

FOLHA – O sr. teme um retrocesso no Brasil no combate ao crime?
QUEIROZ – Há necessidade de revisão da lei processual penal.
Uma revisão que se discute há muitos anos, mas que até hoje não formou um consenso que atenda à sociedade. Enquanto ela não vem, vamos sentir esses descalabros de insegurança, até mesmo insegurança jurídica.

A sociedade não se sente segura juridicamente. Porque hoje a segurança jurídica está disponibilizada para uma minoria privilegiada no país, não para a maioria da população. A maioria é desprestigiada mesmo. É punida mesmo. É só ver quantas pessoas que recorrem ao Judiciário têm sua demanda atendida rapidamente.

FOLHA – Como o sr. interpreta o projeto que prevê a blindagem dos escritórios de advocacia?
QUEIROZ – Vejo com certa naturalidade. Faz parte do processo democrático. É o sistema de freios e contrapesos que você vê nos próprios órgãos públicos. É um pleito legítimo. Eles quererem a proteção do exercício da advocacia, acho que tem que ser protegido mesmo. Agora, não se pode proteger o exercício da advocacia criminosa. Quando o advogado adere a uma conduta criminosa, deixa de ser advogado. Não merece proteção constitucional, não merece a prerrogativa do exercício da profissão. O exercício de advocacia que eu conheço é o de um Rui Barbosa, um Sobral Pinto, um Evaristo de Moraes, um Evandro Lins e Silva.

FOLHA – Como o sr. encarou as críticas ao uso de algemas em presos da Operação Satiagraha?
QUEIROZ – Todo mundo critica quando a algema é visível nas pessoas mais favorecidas. Pelo menos uma grande parte da sociedade critica, falando que há abuso, que se deve preservar a inocência e a imagem do preso.

E aquele pobrezinho que foi algemado lá na caatinga, no Nordeste, e o botaram sentado no chão com vários repórteres em cima e vários policiais em volta, questionando se ele tinha praticado crime, se era traficante ou se a droga era para uso pessoal? Alguém questionou o uso da algema naquele menos favorecido?

About the author: Protógenes Queiroz

Advogado (desde 1984) Procurador-Geral Municipal- SG/RJ (1989/1992) Delegado de Polícia Federal (1998/2015) Deputado Federal ( 2011/2015) Professor Universitário (desde 1988)

43 Respostas para Entrevista

  1. waleria

    Eu concordo com os ministros do STF de que respeitar os direitos humanos é importante.

    Mas é um absurdo respeitar nos mínimos detalhes os direitos de uns, e desrespeitar totalmente os mínimos direitos de outros, CIDADÃOS DO MESMO PAÍS, com os mesmos direitos constitucionais.

    A PF para prender Daniel Dantas, por exemplo, não pode mais algemá-lo. Ele não seria PERIGOSO.

    Mas aquela senhora, presa, algemada e ENCARCERADA ENTRE HOMENS – para ser estuprada e seviciada – ERA MENOS HUMANA QUE DANTAS?

    O supremo presidente MENDES, não vai tomar nenhuma atitude contra quem DESRESPEITOU OS DIREITOS DAQUELA SENHORA?

    Nossa justiça, nosso sistema, é de vários pesos e medidas.

    Na constituição, o PODER PROCEDE DO POVO – mas de que povo?

    Na prática, esse povo não é o cidadão – mas o cidadão ABONADO, que usa de FACILIDADES nos TRIBUNAIS SUPERIORES, como Dantes.

    Parabéns delegado Protógenes!
    O Brasil, e o povo – que para os tribunais SUPERIORES NÃO É POVO – agradece!

     
  2. joana

    Dr: Protogenes estamos com o senhor e acredite fez o que muitos de nos gostariamos de fazer .É preciso acordar esse povo para realidade brasileira …Estamos nas mãos de pessoas que estão preocupadas apenas com seus próprios enteresses……….E cada brasilheiro deve se orgulhar muito da sua coragem e determinação. Meus respeitos e muito obrigado

     
  3. sonia soares

    é isso aí Protógenes, tô cansada de ver OS MISERÁVEIS desse país, que são presos pela polícia algemadas, as tvs vão em cima e já o chamam de BANDIDO, ele que era só suspeito que ainda nem tinha se defendido…mas isso nao comove NOSSAS EXCELÊNCIAS. Esse povo devia visitar os presídios brasileiros, quando a gente defende os direitos humanos Boris Casoy costuma dizer que é pra bandido…mas quando o Supremo diz que banqueiro não pode ser algemado porque é constrangimento, que nome a gente dá??

     
  4. fernando

    Legalidade Democrática

    por Cristovam Buarque
    Senador pelo PDT do Distrito Federal.

    Tenho amigos que sentem orgulho por terem sido algemados por causa de suas idéias. Que teriam gostado se, naquele tempo, a televisão tivesse divulgado sua prisão: teriam tornado pública sua luta pela democracia, e o registro da prisão seria uma forma de protegê-los. Mas eles não conseguiram sequer gritar. Foi preciso que mães, esposas, entidades como OAB, ABI, CNBB e outros grupos se mobilizassem, tentando fazer o País saber o que acontecia e onde estavam presos.

    Quando assisti o noticiário destes dias, em que a Polícia Federal prendeu acusados de formação de quadrilha, tráfico de influência, enriquecimento ilegal, lavagem de dinheiro, imaginei o que pensariam alguns desses amigos que foram presos lutando para que isso não voltasse a acontecer. O que pensariam da ação da polícia na democracia pela qual eles tanto lutaram.

    O primeiro pensamento foi que, desta vez, havia um mandado, assinado por um juiz, que autorizava a prisão. Os policiais tinham levado meses juntando provas, fazendo escutas telefônicas autorizadas pela Justiça. Não escolheram aleatoriamente quem prender.

    O segundo foi que sentiriam inveja da proteção que o espetáculo teria dado, naquele tempo de prisões clandestinas. Se tivesse havido um espetáculo quando os soldados do exército prenderam três jovens de uma favela, eles não teriam sido entregues à morte por uma gangue rival. A prisão exibida pela televisão, acionada pela polícia, humilha o preso, mas torna-se pública, informa para onde ele está sendo levado, trabalha com transparência.

    De certa forma, os amigos algemados de antes pensariam na estranha situação de que no passado eles eram presos com orgulho, embora com medo, e hoje o orgulho é dos policias e os presos sentem vergonha, mas nenhum medo.

    Outro sentimento que meus amigos teriam é da inveja como o sistema judiciário agora funciona com rapidez. Em poucas horas, qualquer preso é solto, e solto outra vez, se a polícia voltar a prender, mesmo que com novos argumentos.

    Outra coisa que chamaria a atenção dos meus amigos seria a competência e a honestidade da polícia. Acostumados, no passado, a temer e odiar policiais que os perseguiam e matavam seus companheiros, eles ficam surpresos como os de hoje resistem à corrupção e enfrentam poderosos. Alguns chegam a ter honestidade e coragem de participar da simulação de aceitar propinas de até um milhão de dólares, apenas para juntar provas contra os bandidos.

    Mas, sobretudo, é possível que meus amigos que lutaram pela democracia fiquem divididos entre a justiça da prisão dos corruptos e a legalidade do aparelho judicial. Porque não se pode falar em justiça sem legalidade, mas é possível falar em legalidade sem justiça. Eles pensariam que é possível a polícia estar exagerando, ao prender pessoas mesmo que com base em gravação de conversas e mandatos de prisão autorizados judicialmente. Mas apesar da dúvida, acho que entre a pressa da prisão e a pressa da soltura, meus amigos certamente preferirem a primeira, consideram mais democrática a pressa da polícia do que a estranha pressa da justiça.

    Depois de tanta luta pela democracia, os amigos se animam com fato de que, no Brasil, os ricos também são presos, mesmo que por pouco tempo. A legalidade não se tornou justa. Reclama-se pela primeira vez do uso de algemas, como se elas tivessem sido inventadas ontem, como se não fossem usadas diariamente em prisões de criminosos que não têm dinheiro para pagar bons advogados, como se as algemas só fossem ruins porque estragam o tecido das belas roupas dos ricos, o que não acontece na prisão de pobres, que aparecem na televisão sempre sem camisa.

    Depois de tantos anos de uso, as algemas tornaram-se um abuso. O abuso agora é a algema, e não o crime cometido – formação de quadrilha, sonegação de impostos, lavagem de dinheiro. É possível até que as algemas se tornem ilegais. Mas isso certamente não tornará a legalidade mais democrática.

     
  5. joana

    Caro dr: protogenes estamos do teu lado nessa , o senhor nos honra com sua conduta e coragem … Essa luta tb é nossa .Muita paz

     
  6. fernando

    Estado de Direito? Idade Média
    08/08/2008 17:42:50

    Mino Carta

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    Alta fonte segreda nos corredores governistas: o relatório final da Operação Satiagraha virá a público no máximo em 60 dias. Obra de uma equipe de técnica apurada e emoções banidas. Ao contrário, se o tema são as emoções, das sensibilidades pretensamente aguçadas do delegado Protógenes.

    Desde a Operação Chacal, decorreram quatro anos, e não foram o bastante para acertar as responsabilidades de Daniel Dantas. Formidável demora. Outro habitante dos gabinetes governistas admite, não sem candura, que “as complexidades das relações do banqueiro com os partidos são extraordinárias”. Profundas e capilares.

    O orelhudo começou como banqueiro do PFL, passou-se para o PSDB, houve, enfim, o capítulo intitulado mensalão, para que soasse a hora do PT. Sim, as complexidades. Momento crucial, resumo simbólico, aquele em que dois deputados petistas, ao meio da crise, acompanham o então ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, à casa do senador pefelista Heráclito Fortes para um jantar com Dantas.

    Este é o jogo mais recente. O enredo tem, contudo, origem antiga, e entre seus intérpretes graúdos figuram personalidades do porte de Luiz Carlos Mendonça de Barros, André Lara Resende, Pérsio Arida e tantos outros do mesmo peso, sem contar Fernando Henrique Cardoso, também conhecido por seus companheiros de jornada como “a bomba atômica”. Se preciso convocá-lo, seria tão fatal quanto aquela de Hiroshima. No caso, a favor do Opportunity.

    Gostaria de evocar Georges Simenon para desenrolar a história, embora a periferia parisiense ou a fronteira franco-belga não tenham as mais pálidas semelhanças com o Brasil dos senhores. Quem sabe valesse chamar Andrea Camilleri, dos romances policiais sicilianos. Creio, de todo modo, que ambos não dispensariam duas figuras, Sérgio Motta e José Dirceu.

    Trata-se de estrategistas do futuro dos seus partidos. Tanto um quanto outro chegaram ao poder para segurá-lo pelo maior espaço de tempo possível. Motta soletrava vinte anos, duas décadas tucanas. Há, porém, uma diferença nítida entre eles.

    Serjão, como o chamavam os amigos, não era individualista. Preocupava-se com a turma, não digo com a agremiação porque seria demais. Dirceu é infinitamente mais contraditório. Inimigo declarado da burguesia, vive sofregamente como burguês a realidade atual. Seu sonho de poder é, em primeiro lugar, pessoal.

    Jamais transitou pela cabeça de Serjão o propósito de ser presidente da República. Já a cabeça de Dirceu tomou a rota oposta. A turma, para ele, tem muito menos importância do que suas particulares aspirações. Surpresa não cabe: o roteiro e seus caracteres são clássicos no sentido mais amplo da expressão.

    Na nossa situação, o primitivismo do cenário ajuda, e explica como, em debate promovido na segunda-feira 4 pelo O Estado de S.Paulo, o ministro Gilmar Mendes deite impavidamente falação sobre o Estado de Direito, e se permita insinuações, nem sempre tão insinuantes, sobre os rumos das Operações Satiagraha.

    Não há aqui qualquer crítica à iniciativa do jornal, que também contou com a participação do próprio ministro da Justiça, Tarso Genro. Causa pasmo, isto sim, o pontificar do ministro Mendes, juiz de um Supremo onde Dantas diz contar com “facilidades”, já demonstradas largamente nos últimos quatro anos.

    Haverá quem diga ser fascista quem discute os dois habeas corpus concedidos por Mendes a Daniel Dantas e Cia., quando presos, sobretudo o segundo. A discussão não é promovida por CartaCapital, mas por eminentes juristas que jamais poderiam ser acusados de fascistas. A única observação é outra: difícil, se não impossível, é falar em Estado de Direito em um país medieval.

    Não se surpreendam os leitores se, afastado o delegado Protógenes, o juiz De Sanctis venha a ser alcançado por alguma tentativa de mostrar sua inaptidão para o posto, por causa de problemas peculiares. Da mente ou d’alma. Enquanto isso, um mês após a Operação Satiagraha, os únicos que continuam presos são Humberto Braz, um dos lobistas preferidos de Dantas, e o professor Hugo Chicaroni, mestre pé-rapado.

    Na versão de Simenon, ou de Camilleri, Chicaroni seria a personagem patética, a graça do entrecho, o gaiato extemporâneo. Pois ele e Braz foram flagrados na tentativa de subornar um dos delegados envolvidos na investigação. Ofereceram 1 milhão de dólares para que Dantas e sua irmã Verônica fossem excluídos do inquérito. Talvez o ministro Mendes tenha mandado libertar Dantas e manter presos Braz e Chicaroni, por entender terem sido movidos por amizade e afeto ao tirarem do bolso quantia conspícua para livrar o banqueiro das garras da polícia.

    Ocorre rememorar o pistoleiro Fogoió, condenado pelo assassínio da missionária Dorothy Stang. Fogoió ganhava a vida matando a soldo. Mas para o júri que absolveu o fazendeiro Bida, acusado de encomendar a execução da freira, foi como se o pistoleiro tivesse cometido o crime por convicção moral ou ideológica. História brasileira típica: o jagunço acabou na cela, enquanto o coronel curte a vida.

     
  7. Allan Erick

    Parabéns delegado,

    Embora praicamente toda a mídia nativa esteja contra o Senhor, tentando transforma-lo em réu e Dantas em “vítima”, é visível o apoio da sociedade a operação e a sua conduta. Certamente a mídia nativa, os Mendes, Heráclitos e genros não poderão subverter eternamente os reais anseios do povo.

    Parabéns, nós estamos com o Sr.

     
  8. Le

    Aquele pobrezinho lá na caatinga do Nordeste, que foi preso, algemado e humilhado, continuará nesta situação, porque a Constituição, o Estado e a sociedade, não protege os que sequer sabem o que são direitos. O Estado na sua organização política e administrativa protege os mais fortes. Aquele pobrezinho continuará pobrezinho e continuará algemado.Seu clamor por justiça ou seu pedido de Habeas Corpus, será negado.

     
  9. sonia soares

    basta ver a lista do STF sobre os HC concedidos…PHA divulgou…é muito interessante…

     
  10. Diego

    Dr. Protógenes
    Acabou?!
    O Manto da impunidade cobrirá toda a sujeira mais uma vez?!
    Mobilização já! Faça um Manifesto aos irmãos e companheiros desesperados por mudanças. Vamos estender um pouco os braços e protestar!
    Temos nossas vozes e ar suficiente para GRITAR por mudanças.
    CHEGA DE OLIGOPÓLIOS, DESMANDOS E INCESTOS ENTRE PODERES!

     
  11. Diego

    VOX POPULI, VOX DIO!

     
  12. Welder Melo

    Vamos a uma cronologia dos fatos:

    Em 2002 o PFL e o PSDB eram (e ainda são) unha e carne.
    José Serra era o candidato do PSDB. Roseana Sarney, do PFL, estourava nas pesquisas.

    Marcelo Itagiba era delegado da Polícia Federal, ligado a José Serra.

    O delegado Marcelo Itagiba ficou sabendo que havia um milhão na Lunus, empresa do marido da Roseana (o delegado possivelmente ficou sabendo através de escutas telefônicas…)

    O delegado Itagiba foi ao Maranhão e detonou a candidatura da Roseana. Daí Serra passou a ser o candidato. Julgou-se eleito.

    Hoje o ex-delegado Marcelo Itagiba é deputado federal. E criou a CPI dos Grampos.

    Chamou o delegado Protógenes Queiroz e o desqualificou. Chamou o Dantas e o tratou com afagos.

    O delegado não conseguiu nada no Supremo. O Dantas recebeu do Supremo o direito de ficar calado. Ou mentir. Ou omitir. Realmente, Dantas tem “facilidades”.

    Agora, o delegado deputado Marcelo Itagiba, que é presidente da CPI do Grampo, quer uma acareação entre o delegado Protógenes e o Ilustríssimo Excelentíssimo Doutor Daniel Dantas.

    Protógenes vai sem guarida do Supremo. Dantas vai de habeas corpus. Dantas vai destruir o Protógenes.

    Dantas continuará solto. E não duvide se o delegado Protógenes sair preso da CPI.

    En quanto isso, a batata do juiz Fausto Martin De Sanctis está assando. Certamente será preso, caso não se enquadre.

    Serra já se considera o candidato e já se considera eleito.

    Não duvide se o deputado delegado Marcelo Itagiba for o Ministro da Justiça. Uma sugestão é nomear o Daniel Dantas ministro da Fazenda.

     
  13. sonia soares

    vamos fazer um manifesto em defesa de DANIEL DANTAS..gente…ele alegou PERSEGUIÇÃO na CPI!!!! tadinho…e a gente ter de escutar uma dessas….

     
  14. Joana

    Decepção e vergonha é tudo que consigo sentir neste momento……O governo perdeu o senso de direção , se mostra totalmente alheio a tamanha bandalheira da bandidagem ……Eu pergunto… Onde vamos chegar meu povo?

     
  15. raimundo pereira

    Prezado delegado parabenizo-o pela sua coragem,determinação e Fé, mas fico triste quando vejo o poder de fogo e corruptor destes bandidos.Precisamos de gente como o Sr., mesmo que poucos, valerão por centenas destes bandidos de colarinho branco.Tenho plena conficção que este dia chegará. Que podemos nós esperar de uma País onde a sua e Justiça está pensando em algemas(em colarinho branco),grampos…fotos..etc.(são estes realmente os problemas).estes caras tem que ser banidos….do cenário Nacional

     
  16. Hélio Silva

    Queiroz, depois dessa entrevista, não nos resta outra coisa a respeitá-lo e admirá-lo. Infelizmente, a mídia organizada pela minoria branca e criminosa não teve peito para propagar suas idéias.
    Felizmente, nós, brasileiros, podemos contar com Delegados como você. Parabéns pelo nobre e árduo trabalho que resultou na Operação Satiagraha, a qual mostrou aos brasileiros honrados quanto podridão há nos porões da sociedade dita “elitizada” e nefasta ao bem do povo.

     
  17. Denize Lial

    Cada vez mais “me apaixono”.
    Com todo respeito e no sentido ideário da prática da Justiça, do combate ferrenho àqueles que não querem em hipótese alguma, a libertação do nosso Povo.
    Minha decepção maior não é com a manifestação dos Privilegiados, dos donos do Brasil… minha maior decepção é ver que estamos vivendo um Governo, que, aos olhos e corações do Povo, tínhamos a certeza de vários avanços, inclusive e principalmente na consolidação do processo democrático, ainda ceifado desde o ano de 1968. “Minha dor é perceber que, apesar de termos feito tudo que fizemos, ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais”. Estou realizada com os avanços econômicos de nosso país, do combate à pobreza-extrema, ainda que o Presidente Lula tenha recuado, aliás, como tem feito todos os dias desde a posse do 2º mandato. Como petista, socialista que sou, peço perdão ao senhor e toda sua equipe direta e indiretamente envolvida na Satiagraha. Peço perdão, em nome de milhões de Brasileiros, pelo combate ostensivo, pela tentativa de desqualificá-los, perante o Povo. Mas é certo também que, o Povo não é mais assim tão bobo.

     
  18. sonia soares

    é muito triste ver o partido que se dizia dos trabalhadores, depois de passar mais de 20 anos fazendo discurso sobre ética na política, uma vez no poder, fazer igual a seus antecessores, antes tão criticados. O PT usou o mesmo esquema herdado de FHC, ou seja, marcus valerio, dantas&cia…ufff

     
  19. João Curi

    Delegado Protógens
    Acompanho a sua cruzada contra as artimanhas dos “políticos”, “magistrados”, “empresários” e “imprensa” que como vampiros sugam as finanças do Brasil. (Entre aspas porque na verdade são larápios)
    Ai eu me pergunto: Onde andam as consciência destes “cidadãos” que ao surrupiarem as finanças do pais matam mais que um assaltante de farol, o Fernandinho B.Mar, O PCC e Cia.
    Ai você me pergunta. Como matam mais se eles são mansos na agressividade e não puxam nenhum gatilho?
    Muito simples, ao surrupiarem o dinheiro do pais deixamos de investir na saúde, saneamento básico, educação etc., e aquele menino subnutrido morre e com ele milhares de anjinhos. O pobre que depende do SUS morre na fila de atendimento, isto quando é atendido.
    Mas ainda tenho um pouquinho de esperança pois temos cidadãos de bem(como você) em algumas instituições como a Policia Federal, Ministério Público e Juizes de instâncias inferiores e até na imprensa (como Paulo Henrique Amorim,Luiz Nassif), muito embora a “elite vampira” citada no primeiro parágrafo tenta desmoralizar e ridicularizar.

     
  20. sonia soares

    só teve UMA coisa boa do STF até agora…resolveram proibir o nepotismo…o projeto girava na camara ha 13 anos…

     
  21. DANIEL FORTI

    Na colluna do Noblat tem matéria sobre Globallização e a Pollítica Nacional, um artigo publicitário sobre o consumo dos biscoito Tostines que vende mais por que é fresquinho ou é fresquinho porque vende mais?
    Gilberto Kassab (DEM), candidato a prefeito de São Paulo, empacou nas pesquisas de intenção de voto por que Geraldo Alckmin (PSDB) saiu candidato ou Geraldo Alckmin caiu nas pesquisas porque Gilberto Kassab disputa com ele a mesma fatia do eleitorado? Se alguém é culpado pelo baile que Marta Suplicy (PT) dá em seus adversários de maior peso, esse alguém se chama Alckmin. Foi ele que forçou a barra para ser candidato. O governador José Serra preferia Kassab como candidato único do PSDB, DEM e PMDB. A maior parte do PSDB, também.
    Agora entendi o que é Marketing Pollítico. O Brasil tem mais de 20 estados, O Globo é um jornal do Rio de Janeiro, mas o Estado de São Paulo é contemplado com três artigos eleitoreiros nessa colluna, dois do Noblat e um de uma consultora pollítica, uma marqueteira pollítica profissional.
    Realmente não da pra negar que essa colluna esta sendo tendenciosa, os números falam por si, acho que um jornalismo democrático tinha que ser mais imparcial. Por acaso vocês já repararam a respeito dos candidatos de Estado do Rio de Janeiro ou de outros estados? Sabiam que o representante da Universal Studios é primo do Mangabeira Unger, que ganhou um ministério no governo Lulla, é sócio de Daniel Dantas, que esta tentando incriminar o Delegado Protógenes Queiroz com apoio de boa parte dos que fizeram o impeachment do Collor, e hoje se prestam a divulgar campanha publlicitária de governos corruptos formado por quadrilheiros que despejam milhões em publlicidade para tirar o foco de milhões desviados com a corrupção. Mas uma coisa é notória, o Serra esta torcendo pra dar Marta ou Kassab, pois elle deve ter um acordo com o Lulla de impedir que o Geraldo chegue ao governo paulista.
    Alem do Marketing na era da Globallização, este artigo me fez entender a Globallização da Pollítica Nacional. O Globo e o Aécio não mexem com o Lullinha e o Lulla, que não mexem com o Serra e a Verônica Dantas, e todos fingem que não conhecem o Daniel Dantas, nem conhecem as contas secretas de toda a corrupção nacional, protegida pelo acordo Global do sigilo bancário internacional. O acordo é emplacar o biônico do Aécio Neves, que já começou a atacar a administração do Lulla, mas finge não conhecer toda a corrupção do governo Lulla, nem as ligações de Daniel Dantas com o governo do FHC, parece mesmo que o Daniel Dantas não passa de um ilustre desconhecido.
    O culpado de tudo é o Geraldo que ficou com o papel de mordomo, o Protógenes, que ficou com a pecha de armar o suborno do Daniel Dantas e o Fausto, por não vender a alma ao diabo.

     
  22. DANIEL FORTI

    Se não fosse tanta corrupção dava pra fazer o dobro.
    Com o dinheiro gasto com a Imigrantes, o Maluf fazia as duas pistas. Quanto será que o Lulla paga pra ter tanta propaganda nos horários nobres, em tantos blogs e em todas as colunas? Tanta propaganda política não me seduz. Como diria o saudoso Bezerra da Silva, Malandro é Malandro e Mané é Mané.

     
  23. Noam

    Não bastasse o nefasto foro especial por prerrogativa de função, dado às castas políticas em geral, não é que inventaram na república monárquica do “brizêu” o foro especial por prerrogativa de bilhão, dado às castas endinheiradas em especial!
    Parabéns, Gilmar Mendes, os que não serão presos te saúdam!

     
  24. sonia soares

    estou tentando fazer a conta: se são 160 bi de corrupção por ano, se a gente dividir por cada brasileiro quanto daria para investir em saúde, educação, segurança, transporte, habitação, emprego e lazer por cada brasileiro????

     
  25. DANIEL FORTI

    Vamos deixar de fora os que ganham mais de R$3.000 por mês, se a gente pudesse ficar com os 160 bilhões que são perdidos com corrupção para serem divididos por 160 milhões de brasileiros, que acho ser a parcela que vive com menos de 3.000 reais por mês, vai dar mil reais por ano para cada um gastar com estudos, esportes, lazer ou com saúde, dentista por exemplo, com certeza teríamos menos desdentados em nossa população e traríamos mais medalhas nas Olimpíadas.

     
  26. Luiz de Carvalho Ramos

    Parabéns pela sua manifestação!

     
  27. claudio dos santos

    NAO SEI COMO O DELEGADO PROTOGENES DEU ENTREVISTA PARA A FOLHA DE SAO PAULO…ELA PERTENCE AO SANTISSIMO DANIEL DANTAS….PELO MENOS POR BAIXO DO PANO…A MIDIA ESTA TOTALMENTE COMPRADA PELO DANTAS E CIA…DR PROTOGENES TENHA MUITO CUIDADO….OS LOBOS ESTAO LHE CERCANDO…CUIDADO…E CONTE COM MEU TOTAL E IRRESTRITO APOIO AO SR E AO DR LACERDA, DE SANCTIS E DE GRANDIS E A TODOS POUCOS HONESTOS DO BRASIL…

     
  28. PÂMELA MORAIS

    ESTA ENTREVISTA, QUE O SENHOR DEU NA FOLHA , FOI FANTÁSTICA. O DEPOIMENTO DADO AO JORNAL, REFLETIU TUDO O QUE A OPINIÃO PÚBLICA VEM EXPRESSANDO DURANTE DÉCADAS, EM QUE O PODER JUDICIÁRIO SÓ DEU PRIVILÉGIOS AOS MAIS BEM SUCEDIDOS FINANCEIRAMENTE. E EXISTEM MUITAS PESSOAS, INCLUSIVE UM COMENTARISTA DESTE BLOG, O SENHOR CLÁUDIO DOS SANTOS, QUE VEM DIZENDO QUE A MÍDIA É COMPRADA E QUE A FOLHA PERTENCE AO SANTÍSSIMO DANIEL DANTAS. INFELIZMENTE, AINDA EXISTEM CIDADÃOS QUE NÃO ENTENDEM O PAPEL DA MÍDIA NA SOCIEDADE, QUE A MÍDIA VEM MOSTRANDO TODA A SUJEIRA QUE ESTÁ DEBAIXO DO TAPETE DA IMPUNIDADE E DA IRRESPONSABILIDADE DAQUELES QUE FAZEM AS LEIS NESTE PAÍS. MAS, FELIZMENTE, A GRANDE MAIORIA DOS COMENTARISTAS ESTÃO PODENDO EXERCER O SEU SENSO CRÍTICO, E MOSTRAR QUE NÓS NÃO SOMOS TÃO IDIOTAS ASSIM. NÓS SEMPRE ESTAREMOS DE OLHO EM TUDO QUE ACONTECE NESTE PAÍS, E QUE A JUSTIÇA TERÁ QUE ENGOLIR CADA CRÍTICA E CADA MANIFESTAÇÃO NOSSA, PARA QUE ASSIM, A VERDADEIRA JUSTIÇA SEJA FEITA. AO CLÁUDIO DOS SANTOS: “TODOS SÃO IGUAIS PERANTE À LEI” PENSE BEM NESTA FRASE, QUE COMPÕE A LEI CONSTITUCIONAL ANTES DE COMENTAR, OK? OBRIGADA.

     
  29. SHEILA DE CASTRO KLEIN

    Os seus comentários na Folha, foram comentários inteligentes, que mostra o quanto a Justiça brasileira (se é que se pode se chamar toda essa vergonha de justiça), está desmoralizada e que está à disposição dos mais ricos e bem sucedidos. Mais do que nunca, os cidadãos estão começando à desenvolver um senso crítico bem aguçado, e que, sem dúvida nós estamos começando à quebrar esse hábito de ficar só pensando em futebol, cerveja, carnaval, mulher bonita e televisão, e estamos criticando mais e mais, tudo aquilo que afeta a nossa sociedade. No final de sua declaração, o senhor falou sobre o uso das algemas nas detenções, e eu acho um tremendo absurdo, que o direito que os suspeitos detidos pela PF, de não usar algemas só sirva para os mais ricos. Mas, esta lei não funciona no caso da detenção de cidadãos comuns, pela Polícia militar, pois, ela não é obrigada à cumprir a mesma determinação. E isso é injusto e imoral, pois, tanto pessoas ricas quanto pessoas pobres precisam ser tratadas da mesma forma, é algema para os ricos também. E para encerrar o meu comentário, eu quero parabenizar todos os comentaristas do blog, e também elogiar o nosso Protógenes Queirós, pelo seu poema “SINTO VERGONHA DE MIM”, que demonstra o sentimento do povo diante de todo o descaso da justiça deste país !!!

     
  30. sonia soares

    alguém viu hoje quando o miserável que talvez tenha esquartejado o filho foi levado pela polícia? o policial fazia questão de levantar o rosto dele diante das câmeras…certamente se alguem fizesse isso com homem branco, rico, de olhos azuis, a republica de gilmar e tarso tremeria…não defendo ninguém, apenas que a lei seja usada igualmente para todos…se não pode com o bandido branco, rico de olhos azuis, entao tb não pode com aquele pobre e preto

     
  31. SHEILA DE CASTRO KLEIN

    Bem, eu estou acessando novamente o blog do Protógenes só para fazer uma pequena correção: O comentário de Sônia Soares é bem colocado e bem pensado e que representa uma realidade dos nossos dias, mas, seria bom que a nossa comentarista não chamasse o cidadão negro de “preto”. Preto é uma expressão dada à um objeto ou coisa, e não serve para classificar à raça de um indivíduo. Peço desculpas para Sônia Soares pelo comentário, mas, quando nós queremos expressar as nossas opiniões à favor de um assunto importante, nós precisamos tomar todo o cuidado, para não ofendermos as pessoas acidentalmente. Além disso, racismo também é um crime, que torna a nossa sociedade mais indígna e imoral. OBRIGADA !!!

     
  32. sonia soares

    cara SHEILA DE CASTRO KLEIN, apenas usei uma expressão comum de uso popular, porque se costuma dizer nesse país que cadeia é lugar de pobre, preto e p…como sempre diz o PHA no blog dele, sem querer com isso fazer referência a raças, coisa que em um país miscigenado como o nosso fica dificil definir apenas pela expressão de uma cor… o mesmo PHA, por analogia, sempre fala em ‘brancos, ricos e de olhos azuis’ para se referir aqueles que não vão pra cadeia nesse país. Não sei se branco também só pode ser usado para coisa e não cor da pele, coisa que nada tem a ver com dignidade humana, apenas com uma coisa (o pigmento) chamada melanina. Por fim quero lembrar também nossos ilustres caetano e gil naquela música sobre a chacina de carandiru que expressam exatamente os 111 pobres e pretos ou’quase pretos de tão pobres’. Gil como todos sabemos é negro, acredito que pra ele o uso dessa expressão na letra da sua música não poderia ser associado a racismo, como parece ter feito vc com o meu comentário. OBRIGADA!!!

     
  33. SHEILA DE CASTRO KLEIN

    Cara Sônia Soares, se a música está chamando negro de preto, ou preto de negro, isso não vem ao acaso. o que nós devemos deixar bem claro, é que, em certos momentos, devemos evitar a expressão preto como classificação de raça do indivíduo. A música em geral, sempre vem usando palavras de diversas maneiras, sem se preocupar com os seus significados. Mas, no caso dos nossos comentários neste blog, nós ainda devemos tomar um determinado cuidado com as palavras e seus significados. Vamos citar um exemplo: No trânsito quando se está dirigindo, um motorista lhe dá uma tremenda fechada, aí, com o susto acaba soltando o velho e conhecido “palavrão”. Agora, me diga, voçê diria o mesmo palavrão em casa, no trabalho, na igreja, em festas, etc? NOVAMENTE OBRIGADA!!!

     
  34. sonia soares

    Cara SHEILA DE CASTRO KLEIN, sou obrigada a esclarecer algumas coisas e espero encerrar esse assunto, que acho nem merecia discussão, até por respeito ao blog que a isso não serve. Entretanto, já que vc diretamente a mim se dirigiu desde o início, supondo saber o que não poderia, qual seja, conhecer o ‘significado’ das minhas palavras, novamente tenho eu que lhe responder. De praxe aqui se comenta individualmente, mas não inter-pessoalmente – isso não é uma chat. E caso fosse ofensivo o que escrevi, o moderador não teria publicado…pois até a liberdade de expressão precisa de limites. De qualquer modo, aí vão meus ‘esclarecimentos’:
    1. não tenho costume de usar palavrão, portanto, o seu exemplo para mim nada me diz…não faz qualquer sentido…SE para vc a palavra preto é palavrão…isso só reflete o SEU significado, e sobre isso eu não vou opinar…pq NÃO cabe a mim.
    2. como vc não poderia saber com que significado usei as palavras que escrevi, então, também não caberia vc me dizer que “devemos evitar a expressão preto como classificação de raça de indivíduo”, afinal QUEM fez isso?Talvez esse seja o SEU entendimento, mas eu não posso afirmar, e como tb nem me interessa, NÃO vou comentar sobre o que penso a respeito da distinção entre cor, raça, etnia, etc. Apenas repito que vc não poderia conhecer minha intenção…ou o que penso…
    3. tenho certeza, porém, que nossos artistas sabiam muito bem o significado que queriam dar ao escrever a música, apesar de não ter perguntado prá nenhum deles, mas como artistas que são – e grandes artistas – não usam palavras à toa, sobretudo pq a música tinha um contexto bem real. De modo que minha analogia faz todo o sentido: trata-se de uma expressão de uso comum, que se reflete nas nossas manifestações artísticas, inclusive de negros, como Gil. Do mesmo modo, PHA e Azenha em seus blogs ao usarem a mesma expressão, eu penso que sabem o que estão dizendo, pois são grandes jornalistas e têm a palavra como instrumento. Mas tb penso que vc não comentaria o que eles escrevem, de modo que não entendo a ‘preferência’ por mim…
    4. parece, finalmente, que o problema foi esse:descontextualizar uma palavra como vc parece ter feito, e daí a confusão…mas isso é muito comum quando se afirma sem saber o que nem poderia ser conhecido: o significado com que o outro usa uma expressão.
    5. por fim, não quero fazer nenhuma recomendação, nem lhe sugerir nada. OBRIGADA!!!

     
  35. SHEILA DE CASTRO KLEIN

    Bem, minha amiga Sônia Soares, eu concordo plenamente com o seu comentário, e é claro, que nós duas não podemos transformar o blog do Protógenes, num palco de ofensas e desavenças. O exemplo que eu havia citado era somente um modo de dizer que certas coisas só podem ser ditas em momentos certos e em assuntos adequados. Mesmo assim, nós duas nos expressamos de um modo bastante inteligente e intelectual, quando se trata de prestigiarmos um grande homem da lei, um homem de atitude fiel e digna de sua profissão, um homem que poderia inspirar muitos irresponsáveis que estão no comando da Justiça deste país. Por tanto, vamos usar a nossa intelectualidade e senso crítico aguçado, para comentarmos assuntos mais importantes. Se preto é negro, se negro é preto, se isso é aquilo ou coisa e tal, isso não vem à nos importar tanto. A incompetência do poder judiciário está nos afetando, e não podemos perder tempo com outros assuntos não tão importantes. “NA PAZ, OK? OBRIGADA !

     
  36. PÂMELA MORAIS

    TODO O EPISÓDIO DA OPERAÇÃO SATIAGRAHA, DA POLÍCIA FEDERAL, FOI O PRINCIPAL “GATILHO”, QUE DETONOU A GRANDE MANIFESTAÇÃO POPULAR, DIANTE DA FALTA DE EFICIÊNCIA DA JUSTIÇA, AOS CIDADÃOS BRASILEIROS. SOMENTE OS MAIS RICOS É QUE SE BENEFICIAM DE TUDO ISSO. AGORA, A CPI DOS GRAMPOS TELEFÔNICOS ESTÁ SENDO USADO PARA DERRUBAR A OPERAÇÃO DA POLÍCIA FEDERAL, E PARA “QUEIMAR” O NOSSO GRANDE PROTÓGENES QUEIRÓS, E DE BLINDAR OS GRANDES CHEFÕES DO CRIME, COMO DIZ UM COMENTÁRIO FEITO NESTE BLOG, E É SEM DÚVIDA, A MAIS PURA VERDADE, PARABÉNS PARA O COMENTARISTA QUE O FEZ. AGORA, EU QUERO DAR UM CERTA “PUXADINHA” DE ORELHA NAS COMENTARISTAS SHEILA DE CASTRO KLEIN E SÔNIA SOARES: “EVITEM FAZER CRÍTICAS PESSOAIS, NUM TEMA TÃO IMPORTANTE COMO ESSE. TUDO BEM QUE HOUVE UM CERTO DESENTENDIMENTO QUANTO A EXPRESSÃO “PRETO” FOI USADA PARA CLASSIFICAR A RAÇA DE ALGUÉM, MAS ISSO NÃO PODE SER UM MOTIVO PARA “BAIXAR O NÍVEL” AO DISCUTIR UM TEMA. VAMOS RESPEITAR O NOSSO PROTÓGENES, QUE ESTÁ ABRINDO ESTE ESPAÇO DEMOCRÁTICO, PARA QUE NÓS POSSAMOS EXPRESSAR A NOSSA MANIFESTAÇÃO DE PROTESTO, CONTRA A IMORALIDADE DO PODER JUDICIÁRIO FEDERAL. “CONTINUEM COM OS COMENTÁRIOS, SEM BAIXAR O NÍVEL”!!!

     
  37. Leila Maria de Brito

    E agora, general Jobim?
    Mino Carta
    CARTA CAPITAL – 12/09/2008

    Em um dia dos anos 80, Raymundo Faoro (bem sabia eu que me faria muita falta quando se foi há cinco anos) disse: “Acho que um conterrâneo meu, Nelson Jobim, é figura interessante”. Naquele tempo eu ancorava um programa intitulado Jogo de Carta, na TV Record ainda da família Machado de Carvalho. Ia ao ar toda segunda, durou de setembro de 1984 a abril de 1987, foi cassado pelo ministro das Comunicações do governo Sarney, Antonio Carlos Magalhães. Passei da conta ao entrevistar Leonel Brizola.

    Depois do elogio de Faoro, convidei Jobim para o programa. Veio, grave, ponderado, progressista (esta era palavra muito usada então). Mas não se passou muito tempo para que Faoro retificasse sua opinião. Usou uma frase que surgiria anos após na boca de Fernando Henrique Cardoso, só que infinitamente menos abrangente, ou melhor, bastante específica: “Esqueça o que eu disse a respeito do tal de Jobim”.

    Não apurei as razões do grande amigo. Mas hoje imagino que as dúvidas de Faoro deslizassem na encosta do caráter, sem deixar de incursionar pela zona miasmática onde sopram a vaidade e o provincianismo na ausência de senso de humor. De fato, quando hoje tropeço na monumental figura do ministro da Defesa acondicionado dentro de uma farda militar de campanha, experimento a sensação de que ele pertence à categoria dos imortais, isentos de qualquer consciência do efêmero.

    Jobim foi decisivo para o afastamento de Paulo Lacerda da direção da Abin, afastamento no mínimo desairoso para um veterano policial de conduta impecável. Argumento fatal brandido pelo ministro: agentes da Abin grampearam o presidente do STF, Gilmar Mendes. Ponto final? Para o presidente Lula, sim. Lacerda imediatamente saiu pela porta dos fundos. A verdade factual, entretanto, é bem outra.

    Com imediatez quase igual somaram-se as provas irrefutáveis de que a agência dos 007 nativos não dispõe de equipamento para efetuar interceptações telefônicas, a corroborar os primeiros esclarecimentos prestados pelo general Jorge Felix, chefe do Gabinete de Segurança Institucional, e pelo próprio Lacerda. Que fazer agora com a vítima de uma acusação falsa? E com o acusador?

    A resposta parece óbvia: chame-se de volta Paulo Lacerda, suspenda-se a suspensão. E puna-se de alguma forma a prosopopéia de Jobim. Trata-se de decisões que cabem ao presidente da República. O mesmo que se curvou diante do presidente do Supremo e do seu ministro da Defesa.

     
  38. Leila Brito

    BLOG DO NASSIF
    19.09.08

    Lula, Satiagraha e a Real Politik

    Atenção, um novo capítulo se abre para o caso Satiagraha.
    O governo Lula acertou um acordo com a Editora Abril – e, por extensão, com Daniel Dantas – para anular a Operação Satiagraha. O acordo foi montado da seguinte maneira:

    1. É impossível interferir nos trabalhos em andamento do Ministério Público Federal e do juiz De Sanctis. A ofensiva de Gilmar Mendes foi um tiro no pé.
    2. A estratégia acertada consistirá em tentar anular o inquérito de Protógenes, no âmbito da Polícia Federal. A versão preparada é que o inquérito continha irregularidades que precisariam ser sanadas. E a Polícia Federal colocou seus homens de ouro para “salvar” o inquérito. O trabalho dos “homens de ouro, na verdade, será o de garantir a anulação do inquérito.
    3. Ao mesmo tempo, o governo aproveitará o factóide dos 52 funcionários da ABIN que participaram da operação – uma ação de colaboração já prevista pelo Sistema Brasileiro de Inteligência – para consumar a degola de Paulo Lacerda. A matéria do Estadão de domingo, o da “demissão em off” estava correta. Sabe-se, internamente no governo, que a operação foi normal. Assim como se tem plena convicção de que o tal “grampo” entre Gilmar Mendes e Demóstenes Torres foi uma armação. Mas Lula se curvou à real politik.
    4. De sua parte, jornais e jornalistas mais envolvidos com o jogo estão reforçando essa versão do “inquérito ilegal” e do messianismo do delegado Protógenes. A armação, agora, terá o reforço da concordância tácita do Palácio.
    5. O pacto foi referendado pela Ministra-Chefe da Casa Civil Dilma Rousseff. O Ministro Tarso Genro foi o que se mostrou mais constrangido com a operação, mas acabou se curvando à força dos fatos. Com essa operação, Lula e Dilma passam a ser aceitos no grande salão nobre, pavimentando a candidatura da Ministra para as próximas eleições.
    6. O seu principal adversário, José Serra, já é outro aliado que entrou à reboque da Editora Abril. Está pagando um preço caro, com a descaracterização do seu discurso político.
    7. A bola, agora, está com o Ministério Público e o Juiz De Sanctis, que terão que trabalhar com essa nova peça do jogo: a intenção de se anular o inquérito.
    Não sei por que, mas o evento da Abril me lembrou aquela cena épica de Francis Ford Copolla, o fecho do filme. Enquanto todos estão na grande ópera, os inimigos são fuzilados na calada da noite.
    Na grande festa foram selados os destinos do delegado Protógenes e Paulo Lacerda, dois funcionários públicos cumpridores da lei. Anotem os nomes deles e os repassem para seus filhos e netos: foram dois brasileiros dignos, sacrificados por um jogo sujo.
    É o fim da grande batalha pela instituição da legalidade no país? Longe disso. É apenas um novo capítulo. Tanto assim, que integrantes próximos ao jogo estão completamente incomodados, assim como vários colegas jornalistas, que entenderam que esse jogo de cena foi longe demais e está comprometendo a imagem da categoria como um todo.
    Com tanta testemunha, tanto conflito de consciência, julgam ser possível varrer o elefante para debaixo do tapete? É muita falta de fé no estágio atual de desenvolvimento do país.

    (*) Em tempo: um leitor assíduo do Conversa Afiada nos enviou essa informação preciosa. Vejam onde o Supremo Presidente almoçou ontem:

    “Agenda do presidente do STF, ministro Gilmar Mendes, para terça-feira (16)
    13h – Almoço com a diretoria da Editora Abril. Local: Avenida das Nações Unidas 7.221 – Bairro Pinheiros, São Paulo.”
    http://www.stf.gov.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=96088

     
  39. Ricardo

    Os homens e o sistema.
    Todo povo tem o governo que merece…

     
  40. Ricardo

    Os homens e o sistema.
    Todo povo tem o governo que merece…
    A partir do momento, em que um fato como esse do caso Sathiagraha, cai no esquecimento por maioria da população, pior que o fomoso “Watergate”, é sinal de os valores estão invertidos,não nas esferas do poder apenas mas também no seio da sociedade brasileira.A ignorância e acomodação política faz com que esperemos que os políticos façam tudo por nós sem precisemos nos afetar durante 4 anos apenas nos dando ao trabalho de reclamar e criticar numa roda de amigos.
    A política “não partidária” não é somente a discução de idéias e críticas mas também de ação.
    De que adianta simplesmente discutirmos as atitudes de sicrano ou beltrano e não discutirmos a essência que é o sistema falido e desatualizado que aí está.Hoje são “estes”, amanhã serão aqueloutros. Porque a porteira está aberta!
    É melhor ter um mal politico que seja fiscalizado o tempo todo do que um bom politico que não sofra nenhum tipo de fiscalização por parte do povo.
    Hoje temos uma lei eleitoral que favorece a entrada de bandidos no poder, até por conta dessa ignorancia política, quando permite que condenados em primeira instância possa ser candidato.Em média 70%dos politicos têm folha corrida na justiça.
    A farra dos partidos de aluguel que se vendem para partidos ou candidatos maiores sem sem o mínimo compromisso com a ética e o ideal.
    A Justiça é cara para o pobre que quando procura a justiça gratuita é mal atendido.O poderoso sempre vai ganhar.
    O sistema de recursos é abusivo.Perde, recorre,perde novamente,recorre novamente e novamente até que se passam os anos e o pobre é quem perdeu.As intâncias jucidiais vão se tornando cada vez mais distantes e dipendiosas.Sem Falar em um tabu que são as “vendas de senteça”.Qual político que sabendo que a qualquer momento poder ser desmascarado vai tirar da gaveta a reforam do judiciário ou a politica.Mexer na lei do PROCESSO PENAL nem pensar!
    PARABÉNS DR. PROTÓGENES!

     
  41. luis

    Todos aqueles(as) que defendem um Brasil mais justo, soberano, democrático, saúdam as ações implentadas tanto pelo juiz, como pelo PM e pela PF que culminaram com a prisão de Daniel Dantas e seus aceclas.
    Ao mesmo tempo denunciou o papel cumprido no sentido contrário praticado, não pela grande mídia, está já está desacreditada a muito e sim por instituições que deveriam lezar,dar exemplo. Digo instituições e não pessoas, apesar de serem atos praticados individualmente, porque aqueles que permitiram que um assim agisse, praticaram o pior dos crimes o da omissão.
    Ao mesmo tempo, humildemente alerto ao brilhante servidor para que evite que estas questões assumam carater partidário.
    Quando em determinados momentos a nossa figura extrapola a condições de servidor e passamos a ser referencia na sociedade, como é o seu caso é fundamental cuidar para que não sejamos através de nossos atos usados por posições partidárias e eventualmente oportunistas. Forças essas que com discurso extremamente moralista não se envergonham de se aliarem aos setores mais retrógrados de nossa sociedade para fazerem enfrentamento ao governo Lula.
    Continue firme em sua luta que é nossa luta!

     
  42. Adriano

    O comentário do Nassif, jornalista que respeito por conta da sua coragem de enfrentar a odiosa Veja é correto em grande parte, mas é preciso ponderar uma coisa. Goulart deu uma de excessivamente independente e acabou derrubado. Não digo que Lula tenha de ser conivente, mas apenas que entendo o presidente se sentir acuado com os factóides criados pela Veja, Mendes e cia. Ele sabe, porque já foi vítima delas, muito bem como atuam as “forças ocultas” desse país, como diriam alguns ex-presidentes, e sabe o que está em jogo. Idealismos à parte, não dá para ir com a força que nós desejaríamos contra essas forças sem colocar em risco nossa integridade republicana. É preciso muito ainda para consolidar a nossa democracia e acredito que o presidente Lula age muito mais com sabedoria política do que com mera adesão ao sistema. De todo modo, ele chegou a defender a permanência do delegado Protógenes à frente das investigações. Que aliás tem muita coragem em enfrentar tudo o que está enfrentando e torço pra que no final das contas saia vitorioso. Viva Protógenes! Fora Mendes e Veja!

     
  43. Luiz Fernando

    Protógenes, reconhecemos sua luta!
    Gostaríamos de marcar uma entrevista contigo, a fim de esclarecer à população de Santa Catarina um pouco do ambiente nebuloso que se criou pelos aparelhos de mídia do sul do país em torno da exemplar operação Satiagraha.
    Se possível, contacte-me pelo e-mail.
    Obrigado

     

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