Muito obrigado, e até breve. 

Muito obrigado, e até breve.

Muito obrigado, e até breve.

Muito obrigado, e até breve.

Quando cheguei ao Parlamento vim focado para lutar pela democracia e contra a corrupção, assim como você cidadão que acredita na transformação das instituições. Fui impedido de ler meu último discurso na Tribuna da Câmara dos Deputados e resumo aqui um pouco do meu sentimento e deixo ao final do texto o link para o meu discurso, na íntegra, pois em meu blog possuo liberdade.

Sinto em deixar o Parlamento, para dar espaço à corrupção, por pressões e ameaças que me levaram à perda familiar e à descrença nas Instituições de Estado, em uma falsa democracia, com atores invisíveis e difíceis de identificar, pois estão travestidos de uma tutela social, financiada pelos desvios de dinheiro público e pela miséria do povo brasileiro.

Do mandato de Deputado Federal, deixo entre tantos projetos e instrumentos, para que dêem continuidade: o Projeto de Lei n 21/2011 que prevê 30 anos de cadeia para corruptos e corruptores; o Projeto de Lei 1.079/2012 que prega a federalização de crimes contra jornalistas, a frente parlamentar de combate à corrupção e a defesa dos injustiçados, em especial quando houver ameaça de paz entre os povos causados por conflitos étnicos e religiosos.

Várias foram as comissões externas, as que todos conhecem: Caso Chevron (vazamento de óleo da bacia de Campos) e o Caso Lago Justa Causa (mortes de trabalhadores na Fazenda no Estado do Pará de propriedade do Banqueiro Daniel Dantas). Ademais, fui autor de várias Comissões Parlamentares de Inquéritos, em especial as CPIs do Cachoeira e da Privataria Tucana.

Se não conseguimos realizar mais ações é porque fomos impedidos por esse sistema corrupto que domina o país.

Noticiada nacional e internacionalmente, a decisão do Supremo Tribunal Federal que caçou o mandato eleito pelo povo do Estado de São Paulo, e determinou pena de prisão de 2 anos e 6 meses convertidos em prestação de serviços a comunidade e prisão domiciliar nos finais de semana, perda dos direitos políticos por oito anos. Foi um total desrespeito Lei e a Constituição da República.

Essa injusta condenação da forma como foi conduzida me fez ter um sentimento de dor, silêncio e perda na crença das instituições tomaram conta desse cidadão, pai, Deputado Federal, servidor público, com mandato de Deputado Federal e Delegado de Polícia Federal imaculado. Fui obrigado ao silêncio.

Reitero os meus agradecimentos aos gestos de solidariedade, em especial: a Câmara dos Deputados; Senado Federal; PCdoB, partido político que integrei a bancada; ABI – Associação Brasileira de Imprensa; entidades civis; estudantes; trabalhadores; jovens e pessoas comuns que mostraram a sua indignação e inconformismo com a perseguição pela luta contra a corrupção.

Carregarei no coração e na alma grandes ensinamentos do parlamento, com lições de dignidade, sabedoria, honra e compromisso com o futuro da nação. Sigo meu caminho alinhado no retorno à minha atividade de fiscalização e controle de proteção do bem público na Instituição Policial até quando me permitirem.

Diante da verdadeira realidade exposta publicamente, ao longo desses quatro anos na Câmara dos Deputados, o meu muito obrigado ao povo brasileiro, e até breve.

http://blogdoprotogenes.com.br/o-ultimo-discurso-que-nao-foi-permitido-da-tribuna-da-camara-dos-deputados/

About the author: Protógenes Queiroz

Advogado (desde 1984) Procurador-Geral Municipal- SG/RJ (1989/1992) Delegado de Polícia Federal (1998/2015) Deputado Federal ( 2011/2015) Professor Universitário (desde 1988)

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