‘O povo tem que estar nas ruas’, defende o deputado Protógenes 

Carlos Araújo – carlos.araujo@jcruzeiro.com.br

134171_PROTOGENESO deputado federal Protógenes Queiroz (PCdoB-SP), que esteve em Sorocaba na última semana, pregou a necessidade de que “o povo tem que estar na rua” para que aconteçam as transformações que o Brasil precisa. Ele criticou o fato de haver frequências diferentes entre os anseios do povo e a agenda política do Congresso e da União. Como exemplo, disse que a próxima pauta principal do Congresso é o Código de Mineração: “Interessa a quem? Interessa aos grandes criminosos que exploram o subsolo brasileiro.” E criticou este tipo de agenda política: “Não tem interesse nacional e nem interesse no povo brasileiro.” Por isso, concluiu: “Só vai ter interesse no povo brasileiro, o povo tem que estar na rua.”Sem o povo na rua, como acontece atualmente, o cenário que ele vê para o Brasil é pior do que antes das grandes manifestações de junho, quando as ruas do País foram tomadas por milhares de brasileiros que, indignados, protestavam contra a corrupção, o aumento das tarifas dos ônibus e o precarização dos serviços públicos.Protógenes é delegado licenciado da Polícia Federal (PF). Foi ele quem comandou a Operação Satiagraha, que desvendou um dos maiores esquemas de desvio de recursos públicos, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha do Brasil. Para Protógenes, tal operação, ocorrida em 2008, é um divisor de águas: “Existe uma Polícia Federal e um Brasil antes da Operação Satiagraha e um Brasil depois da Operação Satiagraha.” Considerou que a PF, após julho de 2008, é “completamente anacrônica”. E explicou: “Cadê as grandes operações de combate à corrupção? Saíram do cenário policial. Não se tem mais aquelas grandes operações.”Isto ocorreu, segundo ele, porque “a Polícia Federal foi desmontada”. “Esse sistema corrupto, ressentido com o trabalho que nós realizamos até 2008, aparelhou a Polícia Federal e desmontou a Polícia Federal.” Como exemplo, citou a morte de um agente numa rotina de trabalho que, historicamente, nenhum acidente grave tinha ocorrido antes. “Mas que por falta de planejamento, de condições de trabalho, esse colega veio a falecer.”

Protógenes disse que a PF perdeu mobilidade. Equipes que faziam serviço reservado, como na área de entorpecentes, deslocavam-se com a simples autorização de um delegado chefe, que fazia o requerimento a um superintendente. “A partir da Operação Satiagraha foram desmontadas todas as bases de inteligência. Na Polícia Federal de São Paulo não tem mais. Decisão política mesmo: a Polícia Federal incomodando e desarticulando um grande esquema de corrupção, que foi a Operação Satiagraha.”

Ele, que também coordenou, em parceria com a Promotoria de São Paulo, as investigações do caso Corinthians/MSI, sobre evasão de divisas e lavagem de dinheiro, disse que tem utilizado a tribuna da Câmara dos deputados para dizer “a verdade” ao povo brasileiro: “O que um brasileiro indignado faria? Ficaria calado?”.

Notícia publicada na edição de 07/10/13 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 8 do caderno A – o conteúdo da edição impressa na internet é atualizado diariamente após as 12h.
fonte: Jornal Cruzeiro do Sul
About the author: Protógenes Queiroz

Advogado (desde 1984) Procurador-Geral Municipal- SG/RJ (1989/1992) Delegado de Polícia Federal (1998/2015) Deputado Federal ( 2011/2015) Professor Universitário (desde 1988)

Resposta para ‘O povo tem que estar nas ruas’, defende o deputado Protógenes

  1. Chalom-Puri

    Concordo contigo e lamento a correção do seu parecer a respeito da atual PF.

     

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