O preço da perseguição e da liberdade
Ao povo brasileiro, internautas e eleitores: o carnaval 2010 foi um sucesso e acabou. Mas as perseguições e constrangimentos públicos continuarão contrastando com os escândalos de corrupção ocorridos em nossa República, ora denominado popularmente de mensalão, nos níveis federal, estadual e municipal, cuja pilhagem é escondida em roupas íntimas ( cuecas, meias, calcinhas, etc…).

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Durante os festejos do carnaval a justiça brasileira, importantes orgãos e instituições resolveram dar um basta no escândalo de corrupção, evolvendo direta e indiretamente o governador Arruda, deputados distritais, magistrados e diversos assessores. Criando um precedente e um ambiente saudável para democracia, pois ficou do lado da ética, da moral e sobretudo da honestidade.
O retorno da visão cidadã de que a lei vale para todos, ainda não está assegurado. Entretanto uma senda luminosa se abriu com a decisão pioneira do STJ, confirmada pela indignação dos brasileiros - externada pelo Ministro do STF Marco Aurélio - cuja decisão faz lembrar os tempos de Roma antiga do grande tribuno Marco Túlio Cícero, em sustentações contra o Senado romano que prestava proteção aos corruptos poderosos.
O preço da perseguição estou pagando publicamente com citações, intimações e notificações que certamente a justiça, em seu tempo, saberá conduzir da mesma forma que se está revertendo o escândalo de corrupção do governo Arruda.
Lugar de políticos e banqueiros corruptos é na cadeia. Já os servidores que cumpriram com seu dever serão reconhecidos e agradecidos pelo povo honesto que paga nossos salários, esses verdadeiros destinatários do serviço público de qualidade.
A liberdade não tem preço, esta se estabelece em premissas básicas de convivência em sociedade, em família e na relação das pessoas instituições com o Estado. A honestidade é regra primária de cidadania, mas passou a ser ignorada por uma minoria detentora de poder e dinheiro em nosso país, ela tudo pode, faz do quadrado o redondo e inverte os valores, sob olhares dos oprimidos pela violência cotidiana.
Entre perseguições e violências eu já conto com 14 procedimentos instaurados, sendo dois concluídos e os restantes em andamento:
1) Procedimento administrativo do caso Poços de Caldas (Paulo Tadeu candidato do PT) - conclusão: afastamento temporário por prazo indeterminado das atividades de Delegado de Polícia Federal e a pena de demissão que está para ser homologada pelo Ministério da Justiça ( Min. Tarso Genro);
2) Processo judicial na 7 VCF-SP - Fraude processual; ( em fase de instrução)
3) Processo judicial na 7 VCF-SP - Uso da Abin;
4) Inquérito do Grampo que não existiu do Min. Gilmar Mendes - ( na Procuradoria da República para o resultado );
5) Processo cautelar de interceptação telefonica contra os investigados do IPL do Grampo que não existiu;
6) Proc. adm. para investigar o blogdoprotogenes ( resultado punição de 2 dias de suspensão);
7) Proc. adm. desarquivado a respeito da prisão do Maluf;
8 ) Proc. judicial de indenização do Min. Reinold Stefanes a respeito do caso BANESTADO - entrevista a revista caros amigos ( em andamento em Curitiba );
9) Proc criminal do caso BANESTADO a respeito da entrevista na revista caros amigos ( em andamento em SP );
10) Proc. adm. a respeito da obstrução da investigação satiagraha ( em andamento em Brasilia);
11) Proc. judicial solicitado por mim a respeito da não promoção na PF de Delegado de primeira classe para classe especial ( em andamento em Brasília);
12) Proc. adm. sobre a filiação partidária no PC do B;
13) Investigação sigilosa em andamento, caracterizada por vigilància com filmagens, fotografias, intercepção dos meus telefones pessoais e de pessoas do meu relacionamento;
14) Ordem de Missão que causou constrangimento em local público a minha secretária Rosi Freita na cidade do Guarujá ( em que policiais federais disfarçardos de eleitores com a intenção de se filiarem ao PC do B e no final era para identificar as ações e os passos do Delegado Protógenes no Estado de SP. Atos que nos remetem ”…a paginas infelizes de nossa história…”.
Isso tudo construído em apenas 10 (dez) meses. Enquanto as nossas investigações contra o banqueiro condenado Daniel Dantas duraram 5 (cinco) anos, para desarticular uma quadrilha que saqueava o dinheiro público e as riquezas do subsolo brasileiro.
O preço da minha liberdade não tem valor pecuniário, mas o preço da liberdade dos corruptos está clarividente em atos suspeitos, inconstitucionais, ilegais e imorais.




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