Archive for the 'NOTICIARIO NACIONAL' Category

MANIFESTAÇÃO DE APOIO À REVOLUÇÃO DO POVO SÍRIO

 

  
Neste domingo, dia 03 de Julho as 10h.
Local: Av. Paulista/Praça Oswaldo, em frente ao Shopping Paulista.

 


O Deputado Federal Delegado Protógenes Queiroz (PCdoB-SP), estará a frente da Manifestação de apoio à revolução do Povo Sírio e contra o massacre praticado pelo ditador Bachar El Assad, inclusive com assassinato de crianças e sua mutilação.


Temos que repudiar esses atos terroristas executados pela ditadura do regime Sírio.
Contamos com a presença de todos e pedimos a ajudarem  nesse ato.
 
 

 

Já morreram mais de 1.400 pessoas, mais de 15.000 se encontram presos e sendo torturados e mais de 20.000 refugiados.

 


Precisamos que todos gritem contra essa barbárie e pela liberdade do povo Sírio.

Participe da Marcha Pela Anistia dos heróis desta nossa nação

Acontece, neste domingo (26), a marcha pela anistia dos 439 bombeiros presos pelo governo do Rio de Janeiro após protestos por salários dignos e melhores condições de trabalho. Os militares buscam a anistia criminal e administrativa e, para isto, estarão colhendo assinaturas entre a população para pressionar a Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) a aprovar projeto que isente os bombeiros de quaisquer punições administrativas.

No âmbito criminal, o deputado federal Delegado Protógenes (PCdoB-SP) está articulando para que os deputados votem rapidamente a anistia proposta pelo Projeto de Lei 1524/2011 do deputado Alessandro Molon (PT-RJ). Protógenes conseguiu também a aprovação de audiência pública com o objetivo de acompanhar a negociação entre os bombeiros do Rio de Janeiro e o governo estadual, além de debater a crise nacional da corporação.

A concentração para a marcha pela anistia será às 9 horas no Aterro do Flamengo (Castelinho do Flamengo). Participe e leve a sua família e amigos em apoio aos heróis desta nação!

Assista ao vídeo com imagens feitas pelos bombeiros da invasão do Bope.

Protógenes aprova audiência pública para discutir a terceirização da PF

O deputado federal Delegado Protógenes (PCdoB-SP) conseguiu, nesta semana, na Comissão de Segurança Pública, aprovar a realização de uma audiência pública para discutir a iniciativa da Polícia Federal (PF) de transferir para empresas privadas a responsabilidade de controlar e administrar os serviços de migração no Brasil.

Segundo Protógenes, no aeroporto internacional de Guarulhos (SP), quem desembarca de voos internacionais é vistoriado por funcionários de uma empresa privada, e não por agentes da PF. Sem nenhum treinamento oficial ou compromisso com a defesa da soberania do Estado, os funcionários checam e carimbam os documentos de viagem, fazem entrevistas de imigração e vistoriam bagagem em busca de drogas e armas. Além disso, estima-se que a PF gaste mais de R$ 100 milhões para transferir a responsabilidade a empresas privadas.

“Entregar a terceiros a fiscalização de quem entra ou sai do País é temerário e põe em risco à segurança nacional, pois o Brasil pode se transformar em um paraíso para traficantes, imigrantes ilegais, criminosos procurados pela Interpol e terroristas. Enquanto o resto do mundo está debruçado em soluções para reforçar a segurança de suas fronteiras, por aqui o governo terceiriza o controle de passaportes e imigração nos aeroportos, uma atividade que nunca deveria ter saído das mãos da Polícia Federal”, destacou o delegado.

Para participar da audiência pública, os parlamentares sugeriram os nomes do ex-diretor da Polícia Federal Luiz Fernando Corrêa; da delegada Silvane Mendes Gouvêa; do Presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais (FENAPEF), Francisco Sabino; do Presidente do Sindicato dos Servidores da Polícia Federal do Estado do Rio de Janeiro, Telmo Corrêa; e da Presidente do Sindicato Nacional dos Servidores do Plano Especial de Cargos da Polícia Federal, Leilane Ribeiro de Oliveira.

Protógenes quer agilidade na anistia dos bombeiros do Rio de Janeiro

O deputado federal Delegado Protógenes (PCdoB-SP) está buscando apoio para que o projeto que anistia os bombeiros, presos no Rio de Janeiro no último dia 4, seja aprovado rapidamente na Câmara dos Deputados. O parlamentar, membro da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, classificou as prisões como “ilegais e desumanas”. Para ele, “as manifestações da população do Rio de Janeiro, vistas no último fim de semana, mostram não só indignação contra esse ato de injustiça e de opressão, mas reafirma que cadeia é para bandido e não para trabalhador honesto e honrado”. O deputado denunciou ainda as condições precárias no qual os bombeiros foram submetidos.

Protógenes foi um dos deputados que conseguiu o habeas corpus que possibilitou a soltura dos 429 bombeiros detidos após a invasão do Quartel Central. Os militares irão responder à ação penal militar pelos crimes de motim, dano em material ou aparelhamento de guerra, dano em aparelhos e instalações de aviação e navais, e em estabelecimentos militares. O Projeto de Lei 1524/11, do deputado Alessandro Molon (PT-RJ), apoiado por Protógenes, anistia os bombeiros dos crimes penais. A anistia das outras acusações só pode ser concedida por lei estadual.

Clique aqui, para ler o teor da habeas corpus

O silêncio eloquente em torno da Satiagraha

Fonte: Luis Nassif
Por: Jotavê

 

A grande novidade nesse final melancólico do caso Satiagraha é o silêncio da grande imprensa. Mesmo nos blogs mais fortemente comprometidos com a impunidade, não se ouviu mais do que um murmúrio que tentava, de algum modo, redesenhar o passado, no estilo “eu bem que avisei”. Mas ninguém se dispôs a rediscutir o assunto. Ou muito me engano, ou existe um mal-estar difuso na grande imprensa com esse desfecho, para o qual ela colaborou de modo decisivo. É preciso lembrar, neste momento, a coragem de todos aqueles que, no olho do furacão, não se calaram, enfrentando bravamente as próprias empresas em que trabalhavam - Mônica Bergamo, por exemplo, que pôs sua coluna a serviço da Justiça num momento em que seus empregadores secundavam os advogados de Daniel Dantas em editoriais. Houve outros. No fundo, esses bravos profissionais devem hoje sentir-se revoltados, como todos nós, mas também vitoriosos. O que pode significar esse silêncio agora senão vergonha daquilo que foi dito e feito no passado?

O que aconteceu nesse episódio foi muito algo muito simples. Criou-se o mito de um “ativismo político” na Polícia Federal, com ramificações na Justiça. Se Daniel Dantas não estava a salvo, quem mais dentro das elites brasileiras poderia sentir-se a salvo? A sensação (totalmente paranoica, e por isso mesmo completamente desconectada dos fatos) era de que o governo Lula finalmente teria encontrado um meio de dar vazão à sua ânsia de ruptura. A vingança contra a burguesia (???), não vindo pelas mãos de um Henrique Meirelles, viria pelo martelo de um Fausto de Sanctis e pelas algemas de um Protógenes Queiroz. Loucura completa, em estado bruto, disseminada entre jornalistas por quem estava mais próximo de Daniel Dantas, e tinha medo (este sim bastante real) de ser atingido pelos estilhaços. A tese pegou. Era preciso pôr um freio ao “ativismo” do Judiciário, ou a “revolução petista” iria pôr-se em marcha, capitaneada pro de Sanctis. 

Hoje, com a poeira já assentada, vemos a que tudo se resumia, em última instãncia - um delegado, na ânsia de levar a cabo uma operação policial sabotada por seus superiores, usa uma brecha efetivamente existente na lei, e chama agentes da Abin para ajudá-lo nas operações - todas, absolutamente todas devidamente AUTORIZADAS PELO JUDICIÁRIO. Foi em torno disso que o circo se armou. Foi com esse argumento pífio que a impunidade, mais uma vez, triunfou no Brasil. Sem o pano de fundo da paranóia, vemos agora essa gigantesca operação de salvamento reduzir-se àquilo que ela realmente é - uma chicana bem conduzida por advogados matreiros. Nada além disso. Nada que possa entusiasmar ninguém - antes muito pelo contrário. Nada de que alguém possa se orgulhar, enfim, com exceção daqueles que ficaram ao lado da verdade e do bom senso até o final. Até hoje, leio com uma certa reverência a coluna dos jornalistas que resistiram àquela alucinação coletiva. Posso concordar ou discordar de qualquer coisa que qualquer um deles diga, mas sei que se trata de uma pessoa honesta, disposta a honrar sua profissão. Com relação a outros, o sentimento é exatamente o inverso. Ou eu muito me engano, ou fiapos desse sentimento de aversão e nojo podem ser detectados, hoje, até mesmo naqueles que mais colaboraram para que os fatos tivessem o curso que tiveram.

Comissão aprova audiência para discutir órgãos gestores dos trabalhadores portuários

Por Izys Moreira - Assessoria de Imprensa da CSPCCO

A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado (CSPCCO) da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (08), o Requerimento n.º 41/11 que solicita Audiência Pública com a finalidade de discutir os OGMOs - Órgãos Gestores de Mão-de-Obras.

De acordo com a Lei n.º 8.630/93, os operadores portuários, devem constituir, em cada porto organizado, um OGMO do trabalho portuário, tendo como finalidade, entre outras, de administrar a mão-de-obra, o cadastro, o registro, o treinamento, a habilitação profissional, a expedição de documentos de identificação, bem como a aplicação de penalidades ao trabalhador portuário e ao trabalhador portuário avulso.

Explica o autor do requerimento, o deputado Delegado Protógenes (PCdoB/SP), que os OGMOs são entidades sem fins lucrativos, gestoras de recursos humanos que não lhes são diretamente vinculados. “Os OGMOs foram criados pela Lei nº 8630 com o objetivo de modernizar a gestão do trabalho avulso nos portos, todavia encontram-se hoje questionado em todo país por parte dos trabalhadores portuários, com incidências de atos ilícitos e violência implementada pelos gestores”.

Durante a reunião da CSPCCO, subscreveram o requerimento como coautores a deputada Perpétua Almeida (PCdoB/AC) e os deputados Hugo Leal (PSC/RJ) e Arnaldo Faria de Sá (PTB/SP).

Com pedido de Protógenes, Câmara vai discutir a terceirização da Polícia Federal

O deputado federal Delegado Protógenes (PCdoB-SP) recebeu, na Câmara dos Deputados, representantes do Sindicato Nacional dos Servidores do Plano Especial de Cargos da Polícia Federal (SINPECPF). Os policiais estão na Casa para apoiar o requerimento do parlamentar, na Comissão de Segurança Pública, que requer a realização de audiência pública para discutir a iniciativa da Polícia Federal de transferir para empresas privadas a responsabilidade de controlar “quem entra e quem sai do País”, com o objetivo de discutir a terceirização na Polícia Federal.

O requerimento foi aprovado pela Comissão com a inclusão do nome da presidente do SINPECPF, Leilane Ribeiro de Oliveira, para participar na mesa da audiência.

STJ se rende ao banqueiro condenado Daniel Dantas

Por 3 votos a 2 o STJ anula a Operação Satiagraha

De um lado estavam os 5 ministros da 5ª turma do Superior Tribunal de Justiça e do outro 6 advogados do banqueiro condenado pela justiça, Daniel Dantas.

Três ministros já haviam proferido seus votos:

O desembargador, suspeito, convocado pelo Tribunal, Adilson Macabu, relator do processo, acatou o habeas corpus de Dantas, já que o seu filho, Adilson Macabu Filho, trabalha para o banqueiro.

Seguindo o voto do relator, o ministro Napoleão Maia Filho, optou por derrubar a Satiagraha anulando todas as provas que desvendou um dos maiores esquemas de desvio de verbas públicas e crime financeiro do país.

Porém, o primeiro voto contrário ao “enterro” da operação veio do ministro Gilson Dipp. Ele destacou a não existência de legislação que impeça a integração, troca de informação e até trabalho conjunto entre a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e a Polícia Federal (PF), já que os agentes das duas instituições são servidores públicos e zelam pelos interesses do estado. Dipp afirmou ainda não haver provas da extrapolação dos limites Constitucionais das atribuições da Abin e que, se fosse o caso, não poderia ser avaliada num habeas cospus. No seu voto, o ministro derrubou as argumentações de Macabu e votou contra o pedido.

O Julgamento foi adiado por um pedido de vistas da ministra Laurita Vaz que reconheceu a força dos argumentos do ministro Dipp.

Na sessão de hoje (7), a ministra reafirmou os argumentos de Dipp e leu acórdão do Superior Tribunal de Justiça e relatório do Ministério Público (MP) que declaram não existir provas da participação da Abin na investigação e que, na hipótese de um trabalho conjunto, não existiu a influencia no processo.

Com a decisão da ministra a votação ficou empatada e restou uma linha de esperança à sociedade brasileira.

O relator do processo, a favor de Dantas, se apressou a defender o chefe do filho e pediu a palavra novamente para expor os motivos do seu voto favorável ao habeas corpus, o que já tinha feito no início do processo.

A tática funcionou! O presidente da 5ª turma, ministro Jorge Mussi, se rendeu aos apelos de Macabu e formulou o seu voto baseado num relatório interno da Polícia Federal, ignorando solenemente o parecer do ministério público e acórdão do STF.

Em entrevista aos repórteres de plantão, um dos advogados de Dantas afirmou: “O STJ acaba de decidir que não existiu crime. Vamos comemorar!”

No Plenário da Câmara, o deputado federal Delegado Protógenes (PCdoB-SP) afirmou estar a República Brasil ameaçada e vivendo momentos de incertezas. Ele lembrou os mais de 400 bombeiros, pais de família, presos no Rio de Janeiro por reivindicarem direitos assegurados pela Constituição Federal. Enquanto isto, a “justiça” brasileira solta e protege um banqueiro bandido condenado a 10 anos de prisão, multado em RS 12 milhões e com um bloqueio de R$ 3 bilhões por desvio de dinheiro público e crime financeiro. Finalizou o parlamentar: “Este é o Brasil de hoje!”.

Protógenes: há desvio no combate ao terrorismo

Fonte: http://congressoemfoco.uol.com.br/noticia
06/06/2011 - 07h00

O delegado da Operação Satiagraha, agora deputado, propõe fiscalização e controle para investigar abusos e indícios de irregularidades da PF e da Abin no programa antiterrorismo

 

Janine Moraes/Câmara
Protógenes propõe investigar ações da PF e da Abin no combate ao terrorismo no Brasil

Fábio Góis

Delegado da Polícia Federal (PF) investigado por supostas irregularidades na Operação Satiagraha, que prendeu o banqueiro Daniel Dantas, o agora deputado Protógenes Queiroz (PCdoB-SP) dá o troco. Ele apresentou uma proposta de fiscalização e controle (PFC) para investigar supostas irregularidades na política pública promovida pelo governo, por meio da PF e da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), para subsidiar o programa antiterrorismo brasileiro. Espécie de mini-comissão parlamentar de inquérito (CPI) em que apenas um parlamentar acumula as funções de presidente e relator, a PFC servirá para que Protógenes conduza os trabalhos investigativos, com o aval da Câmara, e apure problemas e abusos que estariam acontecendo no programa.

 Segundo Protógenes, os problemas extrapolam as fronteiras sulamericanas. O deputado afirmou que uma linha de investigação, a que apurava a discriminação de árabes e muçulmanos em Foz do Iguaçu, no Paraná, acabou por desembocar em outra, que se debruçou sobre uma suposta ação internacional orquestrada com o intuito de criminalizar comunidades árabes.

 

“Pelo que nos foi trazido em documentação, há indícios de que existe um programa internacional de investimento de recursos destinados a financiar a grande mídia para desqualificar e criminalizar o público árabe muçulmano na América Latina, e principalmente do Brasil”, revela o parlamentar paulista.

Outra denúncia de Protógenes diz respeito ao financiamento internacional, em repasses ilícitos (não declarados) ao Brasil, para subsidiar as arbitrariedades praticadas “há anos” pelos agentes do programa antiterrorista brasileiro. Segundo os indícios, alguns profissionais trabalharam “ao arrepio da lei”. “Nós vamos verificar a veracidade dessas informações a partir da conclusão dessas investigações que ora iniciamos”, garantiu Protógenes, lembrando que os trabalhos estão em fase de coleta dados.

Audiência reservada

Algumas ações já foram executadas no âmbito parlamentar. Uma audiência em caráter reservado foi realizada conjuntamente pela Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, reunindo os colegiados da Câmara e do Senado, para ouvir as principais autoridades envolvidas no programa antiterror, tanto da PF quanto da Abin. Protógenes diz que os depoimentos serão confrontados com as informações já recolhidas nas investigações. “A partir daí, vamos cruzar esses dados e ouvir as vítimas desse sistema implantado aqui no Brasil”, acrescentou.

Como lembra o deputado, o programa antiterrorista foi implementado no Brasil há mais de dez anos, “visando a um acompanhamento da movimentação de possíveis integrantes de organizações terroristas aqui no Brasil”. Mas parece que o transcorrer dos anos corrompeu, segundo Protógenes, o propósito do programa, descaracterizando os trabalhos de prevenção ao terror.

Terrorismo na imprensa

Protógenes diz que duas notícias foram recentemente publicadas a respeito de uma operação do setor antiterrorismo da Polícia Federal, com atividades de acompanhamento e controle do cotidiano de estrangeiros da comunidade árabe, principalmente muçulmanos, que se radicaram no Brasil e aqui estabeleceram residência e família, alguns deles tendo nascido no país.

Alguns integrantes da Comissão de Relações Exteriores (CRE) da Câmara já têm conhecimento do assunto, veiculado com destaque na edição de 2 de abril da revista Veja. Outra denúncia mencionada pelo deputado veio por meio de outra revista, a CartaCapital. A reportagem relatou casos de constrangimento e operações ilícitas verificadas no serviço antiterrorismo da Polícia Federal, em determinado período.

“Em razão dessas notícias, eu fiz uma diligência até Foz do Iguaçu, onde se encontravam alguns árabes e muçulmanos, e encontrei uma população tomada pelo medo e pelo temor, ressentida de alguns constrangimentos e possíveis constrangimentos futuros”, disse Protógenes em entrevista concedida ao Congresso em Foco em seu gabinete na Câmara. “Encontrei até mesmo alguma animosidade relacionando mulheres com vestimentas típicas da sua cultura muçulmana sendo molestadas na rua, bem como crianças nas escolas também sendo tratadas com certa indiferença.”

Dizendo-se preocupado com a situação de preconceito, algo vetado pela Constituição brasileira, Protógenes também declarou ter percebido um “direcionamento discriminatório por parte de algumas autoridades e integrantes desse sistema antiterrorismo”. “Antes de ir para Foz do Iguaçu, eu propus uma PFC, que já foi aprovada. Estou na condição de relator e, independentemente disso, também há uma coleta de dados pela Subcomissão de Investigação que foi criada na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, a fim de investigar esse programa antiterrorista”, diz o deputado.

Sem plano

Em maio, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, foi a Paris participar de uma reunião dos países mais desenvolvidos – o encontro foi batizado de “G8 ampliado” – que serviu para discutir o combate ao tráfico internacional de cocaína. Na ocasião, Cardozo disse que não está nos planos do Brasil a criação de uma unidade especial de prevenção de atentados terroristas durante as competições da Copa de 2014 e das Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro.

Para o ministro, apenas um plano de segurança já será suficiente para garantir a segurança nas competições internacionais. Ele garantiu que a própria Polícia Federal já dispõe de um serviço específico de ações de contraterrorismo, e que o Brasil não estava vulnerável a práticas terroristas.

O ministro disse ainda que não foi identificada, até o momento, a existência de células terroristas no Brasil. Essa constatação seria suficiente para reforçar as suspeitas de Protógenes, uma vez que grandes aportes de dinheiro público são aplicados em ações antiterroristas nas fronteiras – logo, sem foco de aplicação, considera o deputado/delegado, esses montantes acabam por ser desviados de seu propósito original. Para Cardozo, o tráfico de drogas não tem qualquer relação no país com o terrorismo. “Não é o que vivenciamos”, ponderou o ministro.

Para o deputado, a ação antiterrorista brasileira é pretexto para que mais repasses de dinheiro sejam autorizados pelo Ministério da Justiça e, protegidos sob a chancela federal oficial, continuem servindo a interesses escusos. 

Reservas

A assessoria de imprensa da Polícia Federal prefere não mais se manifestar sobre o assunto. Em resposta aos contatos do site, o diretor-geral da PF, Leandro Daiello Coimbra, decidiu manter o caráter de confidencialidade dos esclarecimentos e informações compartilhados com os membros da Comissão de Segurança Pública, na reunião reservada acima mencionada.

“A Polícia Federal já prestou todas as informações às reuniões conjuntas de comissões realizadas no Congresso, em audiência reservada para tratar do assunto. A PF não tem mais nada a acrescentar além do que já foi dito aos deputados”, declarou a assessoria.

Também procurada pelo site, a assessoria de comunicação do Ministério da Justiça não se pronunciou sobre as denúncias de Protógenes, recomendando à reportagem que procurasse a própria PF.

A proposta

A PFC foi apresentada por Protógenes em abril. Na justificativa é feita menção à reportagem da revista Veja intitulada “A Rede – O terror financia bases no Brasil”, que relata “atividades de pessoas ligadas a grupos nacionalistas árabes em território brasileiro, entre eles a Al Qaeda”. “Com base em informações obtidas pela CIA [agência norte-americana de inteligência], FBI [a Polícia Federal dos EUA] e o Tesouro Americano, o que já mostra a quem interessa essas informações publicadas, a revista propõe abertamente adoção de uma lei antiterrorista no Brasil”, diz a argumentação de Protógenes.

Como lembra o deputado na PFC, a reportagem de Veja descreve os movimentos em território brasileiro de Khaled Hussein Ali, um dos supostos colaboradores da rede terrorista chefiada por Osama Bin Laden, morto no Paquistão por tropas de elite norte-americanas em 1º de maio. Khaled seria o responsável por estratégias de comunicação e propaganda da Al Qaeda.

PFC

A maneira encontrada por Protógenes para levar adiante as atividades de investigação foi a desconhecida e pouco utilizada proposta de fiscalização e controle, que foi objeto de matéria do Congresso em Foco veiculada em 23 de maio. Como mostrou a reportagem, o DEM formalizou naquela semana cinco PFCs em diferentes comissões permanentes da Câmara, todas com conteúdo idêntico.

Protógenes sabe que o instrumento legislativo, a exemplo das CPIs, não costuma dar resultado, ou seja, não obtém êxito em apurar denúncias e apontar os autores de determinados desmandos. Mas o deputado, que descobriu a PFC por meio de parlamentares mais antigos, não desanima, e diz que a proposta foi “muito bem recebida”. Tribunal de Contas da União, Ministério Público Federal, Banco Central (em razão dos repasses estrangeiros), lembra o deputado, devem ser acionados para fundamentar o objetivo da PFC.

 Ele diz já ter apresentado outras PFCs, uma delas para fiscalizar as políticas de combate ao crack, em níveis municipal, estadual e federal. “Ela veio depois a ser substituída pela criação de uma comissão especial de combate ao crack e outras drogas afins. Então, demonstra que é um instrumento poderoso”, acredita Protógenes, admitindo que o presidente da Casa legislativa em questão, a quem cabe assinar os requerimentos de PFC e encaminhá-los às comissões competentes, pode retardar o processo.

“Ela [a PFC] pode, em razão do volume de projetos que há na Câmara, entrar na vala comum. Mas todos os que eu propus até agora tiveram um bom encaminhamento. O resultado prático vai ser a conclusão dela”, diz Protógenes, acrescentando que terá atingido seu objetivo quando seu relatório estiver pronto, “incriminando ou não incriminando, dizendo se tem crime ou não”.

O deputado diz que o importante é que seja revelada a fonte do dinheiro estrangeiro, a quem ele serviu, em que atividades foi aplicado e quantos trabalhos foram realizados a partir de tal financiamento, bem como seus efeitos na sociedade brasileira. Protógenes disse ainda ter tido uma PFC prejudicada por questões menores. “Esse instrumento às vezes esbarra em negociações políticas.” 

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