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Entendendo o apego evitativo: tipos, sintomas e formas de superá-lo


Apego Evitativo: Conhecendo a Forma de Apego mais Comum no Brasil

O apego é um conceito psicológico importante que aborda a maneira pela qual as pessoas se relacionam com os outros, especialmente com suas figuras de apego. A teoria do apego, desenvolvida por John Bowlby e Mary Ainsworth, descreve que as pessoas têm diferentes formas de apego, que podem influenciar a forma como elas experienciam e respondem a relacionamentos. Neste artigo, vamos enfocar a forma de apego evitativa e seus aspectos importantes.

O Apego Evitativo: Uma Visão Geral

A forma de apego evitativa é caracterizada por uma tendência a evitar a proximidade e a intimidade com os outros. Pessoas com apego evitativo tendem a manter distância emocional e física, e podem parecer reservadas ou frias. Eles podem ter dificuldade em expressar seus sentimentos e necessidades, e podem evitar situações que os faça se sentir desconfortáveis ou vulneráveis.

Características do Apego Evitativo

  • Autocontenção: Pessoas com apego evitativo tendem a autocontrolar seus sentimentos e reações, para não parecerem vulneráveis ou dependentes dos outros.
  • Insegurança emocional: Eles podem ter dificuldade em confiar nos outros e em si mesmos, o que os leva a se sentir inseguros e ansiosos.
  • Fobia de rejeição: Pessoas com apego evitativo podem ter uma grande medo de serem rejeitados ou abandonados pelos outros.
  • Dificuldade de comunicação: Eles podem ter dificuldade em expressar seus sentimentos e necessidades, o que pode levar a problemas de relacionamento.
  • Distância emocional: Pessoas com apego evitativo podem manter uma distância emocional e física, o que pode afetar suas relações.

O Apego Evitativo no Brasil

O apego evitativo é uma forma de apego muito comum no Brasil, devido a várias razões. Aqui estão algumas delas:

Cultura e sociedade

  • Individualismo: A cultura brasileira valoriza o individualismo, o que pode levar a uma menor valorização da intimidade e da proximidade.
  • Distância emocional: A sociedade brasileira pode encorajar a manutenção de uma distância emocional, o que pode contribuir para o desenvolvimento do apego evitativo.

Fatores familiares

  • Abuso emocional: Pessoas que sofreram abuso emocional na infância podem desenvolver apego evitativo como uma estratégia de sobrevivência.
  • Insegurança emocional: A insegurança emocional pode ser transmitida de um pai para o outro, o que pode contribuir para o desenvolvimento do apego evitativo.

Consequências do Apego Evitativo

O apego evitativo pode ter várias consequências negativas no curto e no longo prazo. Aqui estão algumas delas:

Problemas de relacionamento

  • Dificuldade de formação de relacionamentos: Pessoas com apego evitativo podem ter dificuldade em formar relacionamentos saudáveis e duradouros.
  • Problemas de comunicação: A dificuldade de comunicação pode levar a problemas de relacionamento.

Sintomas de ansiedade e depressão

  • Ansiedade: O apego evitativo pode levar a sintomas de ansiedade, como medo de rejeição ou abandono.
  • Depressão: A insegurança emocional e a dificuldade de formar relacionamentos podem contribuir para a depressão.

Tratamento do Apego Evitativo

O tratamento do apego evitativo pode ser feito por meio de terapia psicológica. Aqui estão algumas das formas como a terapia pode ajudar:

Terapia de aconselhamento

  • Identificação de padrões: A terapia pode ajudar a identificar os padrões de comportamento e pensamento que estão contribuindo para o apego evitativo.
  • Desenvolvimento de habilidades sociais: A terapia pode ajudar a desenvolver habilidades sociais, como comunicação eficaz e empatia.

Terapia de relacionamento

  • Melhoria da comunicação: A terapia de relacionamento pode ajudar a melhorar a comunicação e a resolução de conflitos.
  • Desenvolvimento da intimidade: A terapia pode ajudar a desenvolver laços de intimidade e conexão com os outros.

Conclusão

O apego evitativo é uma forma de apego comum no Brasil, devido a vários fatores, incluindo a cultura e sociedade, e fatores familiares. O apego evitativo pode ter várias consequências negativas, incluindo problemas de relacionamento e sintomas de ansiedade e depressão. O tratamento do apego evitativo pode ser feito por meio de terapia psicológica, que pode ajudar a identificar padrões de comportamento e pensamento, desenvolver habilidades sociais, e melhorar a comunicação e a intimidade.

Perguntas frequentes

Q: O que é o apego evitativo?

A: O apego evitativo é uma forma de apego em que a pessoa tende a evitar a proximidade e a intimidade com os outros.

Q: Quais são as consequências do apego evitativo?

A: As consequências do apego evitativo podem incluir problemas de relacionamento, ansiedade e depressão.

Q: Como é tratado o apego evitativo?

A: O tratamento do apego evitativo pode ser feito por meio de terapia psicológica.

Q: Posso superar o apego evitativo?

A: Sim, é possível superar o apego evitativo com a ajuda da terapia psicológica.

Q: O que é terapia de aconselhamento?

A: A terapia de aconselhamento é uma forma de terapia que ajuda a identificar os padrões de comportamento e pensamento que estão contribuindo para o apego evitativo.

Q: Quais são os benefícios da terapia de relacionamento?

A: Os benefícios da terapia de relacionamento incluem a melhoria da comunicação e a resolução de conflitos, e o desenvolvimento da intimidade e conexão com os outros.

Referências

Ainsworth, M. D. S. (1978). Patterns of attachment: A psychological study of the strange situation. Hillsdale, NJ: Lawrence Erlbaum Associates.

Bowlby, J. (1969). Ataachment and Loss: Vol. 1. Attachment. New York: Basic Books, Perseus Books Group.

De Wolff, M. S., & van IJzendoorn, M. H. (1997). Sensitivity and attachment: A meta-analysis on parental sensitivity as related to infant attachment. Child Development, 68(4), 575-593.

Shaver, P. R., & Mikulincer, M. (2007). Adult attachment: Theory, research, and clinical applications. New York: Guilford Press.

Shaver, P. R., & Mikulincer, M. (2011). The role of attachment in maintaining relationships. In M. Mikulincer & P. R. Shaver (Eds.), Attachment in adulthood: Structure, dynamics, and change (pp. 161-191). New York: Guilford Press.


Autor: Blogzão

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